
O mundo do sr. Con - Tuesday morning, 01/09/2026
Data 01/09/2026 20:15:42 | Tópico: Textos
| SETEMBRO Tuesday morning, 01/09/2026 O poeta despertou tarde, as seis da manhã e conectou-se no programa de Marcial Lima na Mirante News ouvindo as ultimas broncas policiais com o intrépido repórter Domingo Ribeiro. A boca amarga e saca, fruto da ressaca química – depois do banho ao ar livre no quintal e na cuia, não resistiu e ingeriu uma metade de uma ‘pan’ – Desde ontem a noite apartara do rebanho literário, um dos clássicos da literatura policial, o mestre Raymond Chandler ”O Longo Adeus” que achara casualmente para sua grande felicidade um ano atrás e não lembra qual foi o sebo: - se foi no Arteiro da Rua do Sol ou na banca de Dona Loura em frente ao icônico terminal da Praia Grande – um belo exemplar, bem conservado, capa dura do Clube do Livro, talvez dos anos 80 – mas Copyright de 1950. Nos aposentos do sr. Com, ele está em boa companhia, ao lado do mestre Dashiel Hammet e da sua companheira Lilian Hellman – eta mulher porreta – gosto de seus livros, tenho dois de ambos. – Agora lembro-me foi na banca de Dona Loura, entrei em estado de graça quando o vi, menosprezado entre outros inexpressivos – Os Deuses ouviram a minha prece, as nuvens dantes negras espaireceram como num toque de magica – Foi uma felicidade maior que ser sorteado na mega-sena da virada. Joseph Heller é bom, assim como a nossa grande dama Clarice Lispector – mas sabe Deus por que não consigo lê-los com afinco como faço com os outros, tenho que me rastejam, deixa-los de lados, procrastina-los – Oh! Deus me perdoe. – Mas são os melhores escritores que tento ler – já até desistir de concluir “Perto do Coração Selavagem” – mas farei como Lennon darei uma chance para a paz, quem sabe. Clay leu o meu perfil no IA e ficou convencido que eu sou o que sou – “Só o senhor que não se valoriza”. Mama Dezão deu-lhe um flagrante aqui no atelier de manhã cedo – Ele trouxe uma caixa do Gordilho e ela veio e abriu confiscando dois dos quatro litros de vinhos e uma gorotinha. Dezão quis zangar-se, mas o apaziguei e ela foi devolver os produtos no Gordilho e pedi que não lhe venda mais e ele levou o resto para sua batcaverna. Mariano ou Marujo, o carroceiro maneta vindo da casa da mãe do fulero do Luck Luciano, que semana passada assaltou armado com uma faquinha de serra a cunhada dele, levando um celular que a bichinha ainda nem terminou de pagar. A pobre e sofredora mãe assumiu e comprometeu-se a pagar. Pobre mãe – Domingo pela manhã tentou roubar um celular dentro do ônibus. O cara tá pirando. O poeta ouviu o seu Costa, o barbeiro fechando o salão ao lado – era mais de meio dia – e o poeta nem leu Chandler, preferiu um livro didático “Nova Historia Integrada” de dois professores Hidalgo Ferreira e Oliveira Fernando. Um Paraiso-Bacanga para proxino ao atelier que o poeta sentiu o bafo quente do motor a diesel e mas atrás um Paraiso-Jambeiro – que desorganização. - Meu poeta! Sauda o mestre Collor de bucho cheio, saciado vindo do Popular. Ai, ai, ei, ei – gemeu o poeta cautelosamente ao jogar o calhamaço dehistoria sobre os outros em cima do naquinhode solda e da sacola com as crônicas publicadas no Extra ente 2015 e 2017. UmVila Embratel sobe. O pixixitinho, cunhado do barbeiro, encabulou-se ao ler os dados do poeta no IA, ver os textos no Luso-Poema e a entrevista na vozes da quebrada. Talvez agora me leve a serio. Como todo curioso, quis saber se o poeta ganha alguma coisa -Sim, mentiu o poeta – o seu ganho não tem dinheiro que cubra, mas esses caboquinhos nada entendem de poesia. Ao meio-dia e uns quebrados fechou o atelier. A sombra da casado pais de Dezão na esquina da 23 com a avenida Sarney Filho, o pedreiro Hamilton esperava o patrão para o acerto de conta. No Villagaleto, antigo Isidorinho na esquina da 19, o movimento normal. A Praça Sete Palmeira aos trinta e poucos graus sem sombra, o poeta atravessou para a rua 17 ( a rua dos cabarés, segunda a Sra. Vince), parte externa do mercado para tomar uma dose de mel puro no Lasierra. NO Charmille os velhos habitués mordendo solitariamente as suas brejas e ouvindo um reggae das antigas e no meio da rua, debaixo do sol inclemente, o filho de Mama Telma coreografava-o primitivamente com uma lata na mão. Seu Nezinho, selador domercado fechada o portão único da rua, o sr,. Com apressou-se para apertar a sua mão – são parceiros das antigas. Na pensão a pax duradoura -a sra. Vince acabara de almoçar seu bom escabeche de branquinha, um peixe da água doce que empesteava o ambiente. Sr. Com optou pelos camarões cozidos com feijão. Ontem a noite, aproveitando o caldo de também um escabeche de pacu, cozinhou dois ovos. Antes da siesta, “Encrenca é meu negocio” do mestre Chandler – Gosto de Marlowe pela sua fria ironia. As três depois do café com bolachas surripiadas de volta ao batente que tanto amo – digitar os meus diários diários – Que Winton Marsalis que me desculpe mas Miles Davis é fenomenal. O factótum banhava-se de perfume e arrumava-se todo para encarar o expediente na academia – é personal trainer formado em educação física.O calor agoniava a sra. Vince que se recolhia ao banheiro para um bom banho e o poeta ingeriu a outra metade da pan – Adieus – Há, ontem e hoje bateu outro recorde 170 leituras em 24 horas – massa!
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