
Quarta-feira a noite e Quinta-feira, 03/08/2026
Data 03/09/2026 20:19:03 | Tópico: Textos
| Quarta-feira a noite,02/09/2026 - Vê se tu acha o meu cipó, quero dar uma lapada nessa gata safada – esbravejou a irritadiça sra. Vince para uma de suas felinas que se aninhava no sofá para urinar – Bicha danada, chispa! Quinta-feira, 03/09/2026 O canto sofrido e solitário de uma fogo-pagou em algum canto do largo. Na rua 16, um caminhãozinho frigorifico descarregava uns quartos de boi para o frigorífico Lucio e na calçada do mercado em frente ao portão único da avenida Sarney Filho – o dos frangos vivos nos seus engradados e Zeca arrumando os legumes, Val e o ajudante abrindo o comercio. O poeta tranquilo depois da euforia ansiolítica causado com o desbloqueio do seu e;mail, depois de quase uns anos sem usa-lo, graças a persistência do genial Guy. Acessou da pensão e foi as alturas, lendo as notificações da Kindle/Amazon a respeito do dinheiro retido devido uma falha no cadastro bancário, que não foi nem ele que abriu ou fez – sim uma amiga escritora paulista que fez todos os tramites. Enviou um e;mail explicando. Viaja a saber que em algum lugar alguém comprou o seu trabalho. Quantos livros foram vendidos? Pergunta para si mesmo. Maravilha poeta, pelo menos mais de dez – ótimo me sinto um best seller. E o melhor saber que tenho uma pontinha a receber – lembrei-me quando vendi um exemplar de “Itinerário Poético & Espiritual do Desterro” na livraria Nobel no Shopping Tropical no Renascença. Foi apoeteotico, saber quem alguém pagou meu livro. Guardei a cédula por muito tempo – era como se fosse hoje uns dez reais. Respiro e aspiro tranquilo ao sol morno antes das sete, na Praça das Sete Palmeiras – cenário do livro com direito a foto. “Vila Embratel/Praça das Sete Palmeiras” com a foto de Juvan Senior, ele também digitou, eu o escrevi manualmente e depois o datilografei – é o resto será historia. E eu que pensava que não tinha vendido nada – o Clube de Autores nunca prestou conta dos meus oito livros – deixa prá lá. Agora posso dizer que sou um escritor, já recebo os royalties das vendas -pode ser pouco, mas para mim é o universo. Falarei com meu agente cultural, o mestre Cadete para desatar o esse nó górdio, afinal foi ele que abriu e gerenciou a conta do bônus. – Tenho uma conta, mas não sei de nada – nunca me entregaram o cartão. Graças a Deus, os pixixitinhos cães de caça de gravata poderia bisbilhotar, ai mesmo que nunca me darão o meu BPC. Seu Marçal, capitão reformado do exercito brasileiro, alimentador dos pombos. Vive num cárcere quase privado com a irmã que recebe seu soldo e não lhe dar nada, a mãos esquerda inchada de uma paulada dela – e de vez enquanto empreende uma fuga e vem refugiar-se na praça com os pombos – foi uma empatia a primeira vista, abraçamo-nos como velhos parceiros de caserna com direito até continência e ordem unida. INT. ATELIER DE LA VIE – MANHÃ Seu Hudson apressado com a mochila na costa, convidei-o para sentar: - O home não tem cachaça! Não posso, tenho que tomar uma para calibrar os nervos. A morena baixa das ancas largas fez o poeta lembrar-se da sua primeira companheira com quem dividiu um quarto no Condominio do Caos – um prédio colonial na rua da Palma, próximo ao largo do Desterro, prima legitima materna, foi busca-la em Pinheiro para depois em menos de um ano receber um belo para de chifres – mas cortou antes que crescesse, voltou a casa paterna onde nasceu e morou por vinte e oito anos. - É muita coisa para uma coisa só – filosofou Seu Hudson injuriado por não ter encontrado nenhuma ‘farmácia’ aberta. O patrão passou e o rebocou para os confins do Iguaiba. Dezão recuperado vai ao dr. Gordilho se medicar – Bonjour dessa vez vou dar um tempo bacana – disse esparramando-se na cadeira e os pés desinflamaram. Então chegou Seu Antonio, marinheiro de convés aposentado a espera de seu Costa o barbeiro do lado – Um conversa bem salutar sobre um assunto que o poeta gosta – trabalhava num rebocador de balsas no porto do Itaqui. - Fala,meu ermão – saudou-me o baizinho, l’homme des plantes empurrando seu carro com seus produtos na direção do mercado. E relendo “Sexta-feira Negra” – um alerta que o deixou triste não achou o “Terceiro Tira” de um escritor irlandês muito conceituado pelo seu conterrâneo James Joyce. O odor de um cozido de maxixe. Dona Duda, a morena do Ed Paul recorre ao Gordilho, uma coroa bem feita de corpo de selfide. Um bom mel puro depois de três copos de agua no Gordilho – a garganta coçou para contar-lhe a novidade dos direitos retidos, ele é muito irônico. Não falarei nada nem para Juvan ou Lasierra – reportarei a apenas ao meu agente e colaborador. Tenho que aprender a ficar de bico calado. A esposa do mestre Newton em sexto mês de gestação, mais uma pixitinha. A carroça atulhada de capim fresco colhido nas baixa da vale e o indolente carroceiro despreocupado sentado no varal, os pequeninos na sua inocência e o canto triste e lamurioso do galo solitário e engaiolado do Pet Shop mais abaixo. O velho malandro velho Eskel entendeu que o crime não compensa, faz seus bicos como ajudante de pedreiro, mas já mandou muito marmanjo para mesa de cirurgia jogou duas moedas de um real sobre a mesinha improvisada para inteirar uma gorotinha – negociei com Gordilho. Seu Rozi trouxe a sobremesa do Popular, uma laranja para mim. O Lasierra fechado queria pegar umas pilhas. Um bom guisado com verdura deliciou a minha alma acompanhada com arroz e feijão mulata gorda. Acabei “Sexta-feira Negra” e reiniciei “Os Artamonov” do mestre maior Maximo Gorki, amigo do escritor Ivan Bunin, o primeiro autor russo a ser laureado com o Premio Nobel de Literatura no começo dos anos 30 do século passado. Harmonizando-se com o cara que escrachou com o premio nobel, não comparecendo ao solene evento que tanto sonho – Bob Dilan – Lady, lady
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