
Friday night & Samedi matin, 05/09/2026
Data 05/09/2026 21:05:32 | Tópico: Textos
| Friday night O calçãozinho verde rasgou o fundilho e virou uma saiota que uso como pijama. Dois sandubas de ovos com caldo de carne de panela e devorado seco – sem café. Troquei a ultima cédula de dez reais uma cartela de dipirona e uns pães para o sr. Vince – resta-me dois reais e muita esperança. Uma laranja do quintal como sobremesa. E tome agua. Samedi matin, 05 de setembro de 2026 - Se é dele tá na rua procurando conversa com os outros, tá no quintal dele falando sozinho – comentou pacificamente a Sra. Vince ao ouvir o mestre Maninho, o serigrafista no fundo do quintal dele pregando solitariamente desde os albores da manhã. Expressando seus conhecimentos que ninguém se interessaria em ouvir, simplesmente taxariam: “tá falando besteira” – Ele é um gênio incompreendido devido a seu vasto conhecimento geral. - Sr. Com, Maninho fuma? – perguntou solenemente o sr. Vince a cabeceira da mesa tomando seu breakfest. - Não, só álcool – defendeu-o o poeta seu admirador. - Esse rapaz, tá desde as quatro da madrugada nessa lenga-lenga – disse Sr. Vince passando a margarina no pão e colocando uma fatia de queijo nele.. Ontem antes de fechar a pagina do Luso-Poema constatou mais de noventa leituras – Arre égua! Postou também no face, uma frescura burocrática dos diabos – sem senha, dão um código que enviam para o seu e;mail e depois outro código -e enviado para o celular da mais velha. Volkey,o fisioterapeuta voltou a normalidade – a causa foi uma pixixitinha que o visitou na sua quitinete e gosta da mardita e para entrarem no clima teve que acompanha-la. Capina uns matos na calçada dos Bastos sob o supervisão de Dezão. Dona Duda desce ao Gordilho. Um ônibus lotado. Gordilhonão a atendeu, e ela sobe toda sem graça. Salomão Solon morreu no dia 13 de setembro de 1992 – um domingo, afogado, após uma queda de paraquedas mal calculada nas águas revoltas da praia do Calhau – meu amigo judeu, escrevi até um livro ainda inédito “Quem Matou Salomas Salinas?” - Dona Duda retorna e desta vez obtém êxito, Gordilho a atende por trás do portão da quitanda. Uma bela carreta de seis eixos. Ontem debulhei a cartela de dipirona e as coloquei num tubo do genérico. - Quantas doses tu bebeu para dar essa entrevista? – perguntou ironicamente a sra. Vince ao ouvir o depoimento da Vozes da Quebrada, ela não aceita o poeta como artista que é sempre bota-o pra baixo – Só escreve besteira, quem vai ler essas porcarias e ainda se diz que é poeta, ah! Ah! – só se for da cachaça. O vizinho da frente aproveita a folga para varrer o rego e ajuntar p lixo e colocar os sacos deles na beira da calçada. Escrevo esses diários a quarenta anos ininterruptos – posso dizer literalmente que a minha vida é um caderno aberto. Blindowski volta ativa, abandonou o serviço, brigou com o patrão que nunca lhe paga e também nunca se separam. A sogra perfumada de Juvan Senior e sua netinha. - Nove e quarenta e cinco – diz seu Rosy consultando o seu velho casio - Vou indo, hoje é mais cedo. Oh! Poeta tira essa ideia de tua fudida mente – briga o mestre, o álcool borbulha nos seus desejos – galo do Pet Shop cantou – Vou pra casa dar uma barrigada – sentenciou o poeta. Antes de sair da pensão, a mais velha mediu-lhe a pensão no medidor digital. Fechou antes das dez e veio dar um barrigada bonita e depois cochilou até o meio-dia.. Uma dose no Lasierra – a cena triste o Capitão doidão vacilando em frente ao bar da mulher do prequitão na rua dos Cabarés. O compadre ganhou no burro. - !3:30 – diz Domingo Ribeiro e as broncas policias do dia – roubo, morte e etc. Emborca sua dose e almoça seu mexido de carne de lata com feijão e ler Gorki. Vai bodar, a cabeça pesada mas sem amnesia.
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