
Duelo
Data 06/09/2026 17:09:25 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Duelo (entre o poeta triste e o poeta demente) "Meu amor, meu doce amor, Meu gemido de lamento, Poema desta minha dor, Da paixão o meu tormento..."
Cala-te, maldito poeta, não lamentes perdições! Amor não é mais que treta, dos amantes de paixões.
Às armas, oh insolente, espadachim de papiros e penas... Escriba demente, de vãs palavras e suspiros!
"Minha amada, meu amor terno , de meu coração fugido em trevas rubras d' inferno, meu doce amor tão perdido..."
Mato-te, bastardo vil, que me danas de tristeza! Poupa-me o choro servil de cinzas e de pobreza.
Revivo p' ra além da morte avisada, prematura. Vida é mera aventura de guerra, donzelas e sorte.
"Beijo, meu amor desejado, minha lágrima vertida, em teu licor adamado; bebo-te por despedida!"
Esfuma-te! Morre e parte de mim, louco mendicante. Não me condenes, por arte, aos grilhões d’ uma vil amante!
Redondilha maior.
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