
Dois Túmulos Negros
Data 06/09/2026 20:16:47 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| Dois Túmulos Negros

Folhas quebradas de acanto caem sobre Os túmulos enregelados... A noite desce em Inquietantes sons de fantásticos dizeres, Na lua vaporosa e quieta os espectros Conquistam o coração do mundo ao sentir Toda essência vivida no momento da emoção.
Túmulos deixados como formas vazias, como lugares levados por uma força que resiste a viver a respiração Deleitosa da felicidade, flocos de neve a cair em madrugadas Frias e que choram na mais completa insatisfação existencial.
Um torna-se mirada funesta de espectros sofredores, Laje fria de moldes inquietos e inacessíveis, laje Secreta de alguém que merecia ter vivido em tempos Inesquecíveis e estéticos, espectros sorriem em linguagens Incomuns vivendo suas dores como espectros ausentes.
Sobre o outro letras góticas apagadas, riscadas pelo Tempo Dorme em profundo sono, nos sonhos nebulosos, mórbidos, De vidas que passaram no caleidoscópio metafísico Sussuram aquelas vozes do Medo do absurdo e da Dor.
Noites divagando concertos alados que espectros Dançam sobre flâmulas azuladas, dançam em córceis Cadavéricos a chorar gotas de piedade que jamais Caem sobre o sol, mas fecundam todos os túmulos!
|
|