Dimanche & Monday - Independence Day

Data 07/09/2026 12:15:30 | Tópico: Textos

Dimanche, 06/09/2026
Meio-dia, o compadre emprestou-lhe quatro reais que foram convertidos em duas caprichosas doses no finado Bispo – A menina que o atendeu generosamente, os moleques a munheca dura. O brega rola solto. Duas pseudas clientes – a Family dele já foi – minha cumadre e a filhota e o esperam ansiosamente as uma tarde para o almoço familiar dominical – Lembrei-me dos anos 90, quando eu tinha a minha – eu, Dona Van e o pixixitinho e o reggae rolando numa Philips e a diamba também e as cervas enquanto preparávamos o nosso sagrado churrasco dominical. – Mais vacilei e aqui estou cumprindo a minha sina.
- Ontem bebi caipirinha de Jatobá – disse Seu Domingos recusando a oferta do meu cumpadre para acompanha-lo numa lata de Skol. Seu Domingos morou 45 anos em Manaus, concursado pela prefeitura para manutenção hospital. Instigo-o a descobrir o nosso poeta maior, o cantador de Pedreira – João do Vale – o sonho do poeta e rebatizar o aeroporto do Tirirical em vez de Cunha Machado: Bem Vindo ao Aeroporto Internacional João do Vale, São Luis, Maranhão. – Não é o máximo.
Avisei seu Jojó que não foram os apóstolos e sim dos dois discípulos Zé de Arimateia e Nicodemos que tiraram e levaram Jesus para a gruta – aproveitando ferrei-lhe a dose no Bispo.
O cumpadre pagou três doses. DE volta aos seus aposentos na Pensão Vince, com um quarto de vodka comprada no bar da mulher do Prequitão, mas quem lhe atendeu foi s simpática nora – uma dose de três reais.
- Em Brasília, uma e cinquenta e nove – anuncia o locutor da Senado FM.
O poeta ainda tá consciente e meio copo de vodka sobre a escrivaninha.
No meio da tarde
Almoçou uma boa carne de porco, feijão preto, macarrão e arroz.
- Ainda nãoa acabei não – rugiu Seu Castro quando o poeta aproximava-se do computador e ele saia do banheiro.
No final da tarde – Um bonito sol se pondo e a segunda volta na cidade num Paraiso Jambeiro conduzido por uma motorista – o movimento no entorno do grande palco armado ao lado do terminal – as barraquinhas se preparando, a fila para a entrada – As viaturas da SMTT monitorando o transito – o encontro casual com Dona Aline, a jovem filha de Tia Paula e Seu Gregoy, engenharia química – foi bem agradável a sua recepção, desceu no grande templo de consumo burguês.
- Em Brasilia são nove e cinquenta e nove – o banho no quintal as escuras, as frieiras, empanzinei-me de dipirona o jantar repeteco do almoço.
Monday morning – Independece Day
O encontro nada agradável com a sra. Van – descia para oficina e ela subia para o mercado, mudou de lado e fingiu que falava ao celular – Dei meia volta – Como a vida é ingrata – a mulher que mais amei e mãe do meu filhote me odeia figadalmente. Antes encontrei com Dr. Colhão esperando ônibus para o trabalho no restaurante no Calhau, banhei-me de sol na Praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel relendo Tchekhov “Um Negocio fracassado e outros contos de humor” – Passei na Padaria Renascer apanhar os pães, mas não olhei o parrudo Zulu, o rei do pedaço com seu olhar de Garfield.
A sra. Vince vem limpar as nojeiras de seus felinos debaixo da estropiada estante, o cheiro forte de desinfectante e água sanitária odoriza o ar. Viajo nos meus livros dos meus autores magníficos e alegro-me em saber que mesmo em escala menor, faço parte da confraria – Segundo o Hall(IA)
“ Raimundo Nonato Rodrigues é um escritor, poeta e serralheiro maranhense. Nascido em 1960 no bairro histórico do Desterro, em São Luís do Maranhão, ele frequentemente associa sua trajetória e identidade comunitária à região da Vila Embratel e do próprio Desterro. [1, 2, 3]
Rodrigues define a si mesmo como um "serralheiro por obrigação e escritor por devoção". Suas produções poéticas e crônicas exploram as vivências cotidianas, a literatura clássica e as dinâmicas sociais da capital maranhense.” [1, 2]
Bacana ser reconhecido. E isso ai, se o IA disse tá dito – Kafka, Sartre, Orwell e outros gênios, meus mestres incontestes.
A pequenina “Lui, Lui, sai dai, sai dai” – é o dia todo. Ouço ao longe o chalrar dos periquitos, eles voltaram. Olhei uma rolinha solitária na ponta da calçada do antigo Isidorinho – alegrou-me.









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