Em memória da Exma. Sra. D. Maria Amélia Fernandes Duarte Silva Vaz da Silva; Aia do Senhor Jesus dos Passos de Évora.

Data 15/09/2026 22:54:47 | Tópico: Textos

COMUNICADO E NOTA DE PESAR -

A Mesa da Irmandade do Senhor dos Passos da Cidade de Évora, profundamente consternada, vem comunicar, com o mais sentido pesar, o falecimento da Exma. Sra. D. Maria Amélia Fernandes Duarte Silva Vaz da Silva, Aia do Senhor Jesus dos Passos de Évora, que ao longo de muitos e longos anos dedicou à Sagrada Imagem do Senhor dos Passos um serviço de singular dignidade, virtude, devoção e piedade.
A sua vida ficou intimamente ligada ao culto e à veneração do Senhor Jesus dos Passos, a quem serviu com uma dedicação silenciosa, generosa e profundamente cristã. Com zelo e amor, cuidou da Sagrada Imagem, vestindo-a e ornamentando-a com o respeito, a delicadeza e a dignidade que tão alto ministério exigia, tornando-se, através dos anos, uma presença fiel e discreta na vida espiritual desta Irmandade, herança recebida de antigas aias, piedosas Senhoras da Sociedade Eborense a quem honrou até ao fim mantendo a tradição dos ensinamentos que lhe tinham sido confiados.
Mas o seu serviço não se limitou ao cuidado da Sagrada Imagem de Nosso Senhor. À Irmandade do Senhor dos Passos prestou serviços preciosos, sempre com disponibilidade, elevação de espírito e verdadeiro sentido de entrega. O seu zelo, a sua piedade e a sua dedicação constituem um testemunho que permanecerá na memória daqueles que tiveram o privilégio de com ela conviver e aprender a servir o Senhor dos Passos.
A Senhora D. Maria Amélia esteve também unida à história desta Irmandade pelos sagrados laços do matrimónio com o Engenheiro António Vaz da Silva, já falecido, que foi um dos seus maiores Juízes. Assim, a sua presença na vida da Irmandade não foi apenas a de quem serviu a Sagrada Imagem, mas também a de quem, através da sua família e da sua própria dedicação, se tornou parte integrante da memória e da tradição desta venerável instituição.
Hoje, perante a sua partida deste mundo, a Mesa da Irmandade curva-se com respeito e gratidão diante da memória de uma Senhora que soube servir com humildade, fidelidade e amor.
Há serviços que o tempo não apaga.
Há gestos de devoção que permanecem gravados na memória de uma comunidade.
E há pessoas cuja presença, porque foi oferecida com verdadeira fé, continua a falar mesmo depois do silêncio da morte.
A Senhora D. Maria Amélia deixa na Irmandade do Senhor dos Passos de Évora o testemunho de uma vida de serviço e de devoção. Agradecemos-lhe, com o coração profundamente reconhecido, tantos anos de zelo, tantos cuidados prestados à Sagrada Imagem e tantos serviços oferecidos à nossa Irmandade.
Neste momento de dor e de esperança cristã, elevamos ao Senhor Jesus dos Passos a nossa oração pela sua alma, confiando-a à Sua infinita misericórdia.
Que o Senhor dos Passos, que ela serviu com tanta devoção e a quem dedicou tantos anos da sua vida, a receba nos Seus braços misericordiosos.
Que Nossa Senhora das Dores, Mãe Dolorosa que permaneceu junto da Cruz, a acompanhe nesta hora derradeira e interceda por ela diante do Seu Divino Filho.
E que São João Evangelista, fiel, junto à Mãe e ao Senhor no caminho do Calvário, a conduza à luz da Ressurreição e à paz eterna.
Que a Sagrada Imagem do Senhor Jesus dos Passos que, por tantos anos cuidou e ornamentou com amor e piedade, seja agora para ela sinal da promessa de que todo aquele que permanece fiel ao Senhor encontrará n’Ele a vida que não tem fim.
A Mesa da Irmandade do Senhor dos Passos de Évora manifesta à família enlutada as suas mais sentidas condolências, associando-se à sua dor e à sua oração, e exprime publicamente a sua profunda gratidão e reconhecimento por todo o bem, por todo o zelo e por toda a dedicação com que a Senhora D. Maria Amélia serviu a Sagrada Imagem do Senhor dos Passos e esta Irmandade.
Que descanse em paz.
Que o Senhor dos Passos a guarde.
E que a Luz Perpétua brilhe para ela, agora, e sempre, na Eternidade ...

A Mesa Administrativa da Irmandade do Senhor dos Passos da Cidade de Évora por Ricardo Maria Louro


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