Saturday night & Dimanche, 20/09/2026

Data 20/09/2026 12:00:27 | Tópico: Textos

Saturday night
Seu Castro saiu depois do almoço para o seu trabalho. Então aproveitei a deixa inesperada e digitei o texto de ontem a noite e do de manhã de hoje. Depois almocei e tirei uma siesta e voltei ao computador. Assisti uns documentários e um filme “O Segredo da Mansão” apesar de ser americano, mais bem ao estilo de Agatha e seus mistérios – passa-se numa mansão inglesa adquirida por um casal americano. Depois tentei ver a comedia “Bad President” um sátira a respeito de Donald Trump e fiquei no começo de “Os acompanhantes” – um jovem professor de Princeton, fiel de Fitzgerald vai lecionar em Nova York e ... não assisti o resto, seu Castro chegou antes das oito, então passei-lhe o teclado, o rapaz merecia – E vim para os meus adoráveis aposentos ler Agatha, ou melhor Dona Agatha e o primeiro caso do homenzinho belga Poirot e ouvi a radio Senado FM – a rede suja e fedorenta, assim como o calção que visto pretendo coloca-los de molho no cagar dos pintos, deixa-los por mais de uma hora e meia. Ouço a filha do mestre Belchior “Vannich Belchior” – cara o mesmo timbre forte do pai – amanhã vereia-a no you tube.
Dimanche, 20/09/2026
O show de Junior Maranhão começou a meia-noite. O som bem alto que o poeta ouve daqui da pensão. Com certeza a galera de perto devem estar naquela – O barbeiro vaticinou. Merendo pão com ovo e café, a sobra do meu espartano jantar arroz, feijão e ovo frito.
Dimanche matin
Sr. Vince chega da caminhada, trazendo os pães. O genro chegou mais cedo, de carona com um vizinho, o poeta abriu-lhe a porta. As cinco e meia como prometeu colocou a rede e o calção de molho e agora ler seus diários de 1993, ouvindo sempre a senado FM. Dona Iracy toda apressadinha com seu passo peculiar e uma sacola, passa batido rente a calçada do PM em frente. Dizem que quando mais nova enlouquecia os malucos com seus pernões.
O parceiro do genro veio apanha-lo, o esperava o no terraço com suas sacolas. No começo de 1993, o poeta lia “Diario de Um Ladrão” de Genet, “Outono do Patriarca” de Gabus e pasmem “Os machões não dançam” do grande Norman Mayler – e ele não se lembrava que o lera. A maconha reinava abertamente e está presente nos seus escritos juntos com a parceira Dona Vani.
Na Praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel – Junior, o xerife da área entrava na casinha da bomba, Seu Raimundo Zarolho debruçado sobre o selim de sua velha parceira e fumando, evitei-o contornando por baixo. Na padaria, nem seu Roberto Cohen e nem o fulero do Zulu, o gato preto e gordo como um monge trapista e olhar desconfiado de Garfield. Apanhei quatro pães e meia volta por outro caminho. Uma rapaziada amanhecida bebia em frente ao trailer fechado. Seu Jojó contava suas aventuras ao marido da senhora do Brechó improvisado que estendia suas roupas em frente ao tiosque de seu Carrinho. Seu Raimundo o quinava, vim por trás dele e o cutuquei na costela – eles não se dão bem. Seu Raimundo pensa como ele vive com aquele barrigão, perdendo só para a de Dezão.
De volta a pensão, mais um pouco de leitura no passado distante, o poeta se sente nas alturas por ter registrado tudo e agora lia – datilografado – parou em 1996 – a sua maquina de datilografar deu problema. Juvan Senior prometeu-lhe comprar uma para levarem para o interior. Os velhos projetos.
As sete e meia, no meio de Zé Rico e Milionario e as irmãs Galvão o poeta se debruçou sobre a sua lavagem. Primeiro a bermuda e depois a rede. Minutos depois a estendia, dando completo a sua missão. A sra. Vince e sua eterna litania, a mulher nunca para de falar de reclamar, sempre tem algo contestar o ajudou a estender a rede no varal. Ela achou o isqueiro e a tesoura que pensara ter perdido, mas continua no bla-blá. O poeta desencapou o computador e dai vc imaginem – mas ouviu a filha de Belchior, enquanto seu Castro não chega.





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