Histórias do Nunca Mais

Data 26/09/2026 12:13:32 | Tópico: Poemas

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Esse tempo passado,
que morre nas nossas mãos
e corre pelos nossos olhos,
esse tempo,
agora obtuso e absurdo
de longe, mas perto,
é a música que oiço
quando no verão anoitece e,
a noite é junto à oliveira
no banquinho de pedra,
e a lua é nova para um recomeço
igual ao anterior só que novo,
apetece um xaile pelas costas,
e me embala como minha avó
ao relento
até que, por fim,
adormeço
e sonho
que vivo











A música é melhor sem vídeo. Para ouvir, quero dizer.



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