
Raposo
Data 06/10/2026 10:03:46 | Tópico: Poemas
| Nunca esquecerei aquele grito do meu pai De revolta por te encontrar morto Naquela manhã
O teu coração estava muito fraco Vi-te a definhar durante vários dias Sem comer e mal bebendo ou andando
O veterinário disse que só uma injecção De uma droga recente Te poderia prolongar a vida por pouco tempo
Foste o meu primeiro cão Foi um acaso ter-te visto e adoptado naquele dia Curiosamente também estava com o meu pai
Era apenas uma criança Quando te passeei pela primeira vez Uivavas quando ia para a escola
Eras selvagem como um lobo Nada temias A tua fidelidade impressionava todos
Aprendi contigo aquilo Que só a natureza pode ensinar E transcende os humanos
Agora vives na minha memória Estás sempre comigo E quando tudo o resto se desmorona,
É a ti que regresso sempre. Em memória do Raposo (2000)
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