O mundo do sr. Con - Quinta-feira, 01 a 03/10/2026

Data 06/10/2026 19:53:26 | Tópico: Textos

OUTUBRO

Quinta-feira, 01/10/2026
Mais um dia igual ao outro. O poeta abre o segundo litro de vinho. A cachaça chegou deixando os papudinhos nas alturas - Volkei fazendo a fisioterapia de Papai Cardin junto com Gordilho - depois de uns dias afastados da função por excesso etílico.
Mama Duda pagou ontem quatro doses de vodka no Lasierra para o poeta - Chama Gordilho, está apressada deixou a carne na panela de pressão. Gordilho atende e ela emboca a dose goela baixo sem nenhuma cerimonia. Passa a mão nos lábios umedecidos - Criança, vou lá. - E picou a mula apressada
Friday, 02/10/2026
Um pombo equilibrava-se no cano da torneira da Praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel e outro banhava-se num pocinha próxima. Ouvir as reclamações de Seu Raimundo Diniz, o zarolho - zangado com quem acorda tarde:
- Amanhece com a cara que nem uma buceta mau fudida - e riu.
Deixei-o resmungando sozinho e fui apanhar os pães na padaria Renascer.
Uma andorinha solitária equilibrava-se no fio de alta tensão na avenida Sarney Filho em frente a entrada da 19street.
Não amanheci de ressaca, não bebi a noite - almocei uma omeletes de carne.
Dona Loura e suas estonteantes pernas, a tutora de Lobinho o chama, mas o espirito indômito dele pede que fique na rua. Mas com muito tato e com a ajuda do padrasto o colocaram para dentro.
Quase dez horas
Oh! Limão! Oh! Limão! - grita um baixinho caboco de Mamuna, Alcantara - Eu não chamo ninguém, só chamo: oh! Limão! Oh! Limão!
Juvan senior preparou a minha cola para depois da manhã, usar na urna - ficou em aberto o deputado estadual, espero um contato, que ficou de se apresentar amanhã com uma verba compulsória
Samedi, 03 de outubro de 2026
Despertei as cinco da manhã e bebi o resto da cerveja em lata quente que dormiu sobre a cômoda - o sol bate em meu rosto barbudo e remelento
Quase sete horas, ouço as canções que embalaram os meus pais na sua adolescência na "Era de Ouro" da Senado FM - Carmem Miranda. Mama Grande Vince chorava quando ouvia "India", não sei porque?
Na porta da quitanda de Gordinho.
- Ainda não parou - falou quando abriu a janela. Minuto depois a porta, trazendo a cadeira, o vinho e o copo. Aboletei-me na calçada.
A primeira dose do vinho quente - ainda pouco a bela visão da jovem "Morena de Angola", seu amplo e belo derrière dançando solto dentro do seu vestidão. O pixixitinhoi da bicicleta, que aproveita a descida e começa a pedalar no meio da subida em frente ao Varandão Penha vindo do café no Popular.
Seu Zé Caracolas esperando o barbeiro abri para cortar suas madeixas - o mestre abre as oito no horário comercial. Ele desiste e apanha um Paraiso - via Jambeiro.
Um fusca das antigas. A belinha de azul na parada. O carroceiro Pininga espera no portão do lava jato.
- E ai culhão! - saudou o mestre Neném abrindo o portão.
O irmão do poeta Janaike no seu carrão saindo da 24street.


Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=386215