
O mundo do sr. Con - Monday, 05/10/2026
Data 08/10/2026 19:39:25 | Tópico: Textos
| Monday, 05 de outubro de 2026
Mesmo ruim fui votar - a minha seção mudou-se da Prefeitura na Avenida Dom Pedro II para o Colegio Santa Teresa no meio da ladeira do rua do Egito. No dia anterior apaguei por completo depois de um litro e meio de vinho e umas doses de vodka. A cidade movimentada, principalmente nas seções eleitorais - Antes de ir visitei o site do TRE e informaram-me da mudança, mesmo assim passei pela prefeitura e rumei para o colegio que eu nunca tinha entrado nesses meus 65 anos de boy. Perdi a minha cola que Juvan Senior preparou - não votei para deputado estadual e nem para o senador do PCB - e o resto foi em boa hora - Dos meus candidatos ninguém elegeu-se, exceto Papai Lula que vai levando de barriga para o segundo turno e correndo o serio risco de perder. Deus é bom! Para mim foi um passeios sentimental pelas ruas da minha infância. Aos domingos Pai Bamba nos levava para darmos uma volta no centro com direito a sorvete de chocolate com ameixa no bar do Hotel Central - em reforma, assim como a catedral da Sé em frente. O hotel Villa Galé no antigo casarão colonial da secretaria da fazenda no cais da Praia Grande funcionando depois da reforma rápida, deixaram-no todo rosa, um grupo português arrendou o imóvel. Na minha seção não tinha ninguém além dos mesários. Para minha sorte, achei o santinho do meu candidato a deputado federal e um outro para senador, governador e o presidente. Ao passar pelo antigo Cine Roxi, meu coração confrangeu-se ao ver as portas onde eu e meu irmão sentávamos para esperar a vesperal que começava as 16 horas e chegávamos duas horas antes. Na volta na esquina da rua do Egito com a rua dos Afogados, olhei na direção da casa do finado Salomão Solon Filho, o terceiro bangalô depois do edificio do antigo BEM - Banco do Estado do Maranhão. Meu saudoso amigo judeu-brasileiro. O pai judeu de Smirna e a mãe do Desterro, enfermeira e irmã da minha professora Dona Socorro. Inspirou-me a escrever "Quem Matou Salomas Salinas?" sobre seu fim tragico num acidente na praia do Calhau em setembro de 1992. Segui para o Terminal da Praia Grande e embarquei no Paraiso - Via Jambeiro para o rolê tradicional pelo lado nobre da cidade. O Renascença fervilhava de automóveis e eleitores - o Campus do CEUMA aberto, o DPU imponente. Na avenida Colares Moreira - um caos generalizado - transito parado, uma multidão de eleitores na entrada da UNDB. Atravessei o rio anil pela segunda vez pela ponte Sarney - a maré cheia e uns moleques pulando da mureta no fundo do terminal marítimo - um guará solitário todo de vermelho sobrevoava a baia reluzente pelos raios de sol. Cheguei na pensão no começo da tarde e pelas tabelas. Forcei-me a almoçar - arroz, macarrão, carne de porco ao molho e camarão frito e sobremesa uma laranja do quintal. Mama Holly e as compras. Deixou o caçulinha na aula particular e foi ao mercado. - Eu sou muito braba, não admito ser monitorada por homens - confessou Mama Duda depois de uma boa talagada no Gordilho. - Nenhum dos meus candidatos se elegeram - confessor seu Rorriz, mas por outro lado embolsou cem reais de um candidato. O barbeiro também diz que recebeu, a sra. Vince também =- só o poeta que não teve essa sorte No meio da tarde abafada, depois do café com pão e uma dipirona. Uma cigana com seu bico aquilino e o olhar de caçadora o assustou, encima da torre da caixa d'agua. Ainda som Saramago
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