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Eu -- por mim mesmo -- por aqui divago a esmo.
Na voz do Chico quero meus antipoemas com frases amenas puras e sem cabresto escrevo com sangue à beira dos sistemas anteparos de ser mor num simples texto
Sem pretexto no contexto de vis Helenas se as invento pueris em rock loque bissexto que nas estradas se fodeu por ser mecenas em gueto-cortiço num esplendor bajesto
Do zinco zincado ao léu entre todas antenas bailarinas paradas de arranhas-céus no esto onde a dua visão me fere com seus dilemas
Se tiro sorte de sul/norte a mãos pequenas e vou sem rumo livre de nariz assesto a neo plagas escritas, bravias, serenas.
nota: Chico Estradeiro: um personagem andarilho que incorporo
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2 POEMAS.
poesia in-natura.
quero fazer um poema num alerta em replantar árvores para acolher as aves em extinção
...e dizer à figura humana que ao lê-lo não faça oposição nem ignore-o como um copo de água límpida atirada ao chão
quero fazer um poema de encanto ao ecossistema ser o gene da evolução mesmo que seja esquecido no desejo parido de tanta involução
quero fazer um poema verdejante/anilado pra todas as bandeiras de norte a sul num recado contagiar mentes prisioneiras na tela branca da aquarela mundi, pois com lágrimas as tenho esboçado
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bonecos.
freda tinha o boneco guido era ventríloquo
famintos e sem grana na praça se encontraram um plá e combinaram
fizeram uma pequena apresentação uns trocados arrumaram
mataram a fome
freda foi pra cidade guido pro sertão
saudades...
sempre voltam à praça o ponto de partida do interesse mútuo onde um pelo outro sentiu gratidão
ambos se procuram pra revelarem o desejo que se perde como passos na multidão
sem falsa autodublagem a grande frase que faltou na encenação do show
já que na distância descobriram tarde demais serem seus disfarces reais
pois o amor é bobo engraçado e o que une os casais é o medo da separação ... é a voz falsa enganadora do coração
é o maldito 'se' se se tivesse no ato a graça revelada dum olhar a apagar-se quando a boca diz 'não'
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