
Hápia I
Data 12/10/2026 14:01:40 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| Hárpia I Eras mulher sedutora, Sensual, arrebatadora, De mim, só, esvaído de vida, De tamanha paixão perdida, Nessas melodias eternas, Tão suaves, tão doces, tão ternas.
Eras a mulher satisfação, Amante de pura paixão, Suportada em escravo dorso. Amesquinhado de remorso Jazo perante ti, raptora Homenageando-te, senhora.
Pobre espírito meu morto Sem eira, nem beira, sem porto… Harpia eterna viciosa, Cruel tirana. Desditosa. Nesses mil cantos de maldição Desvirtuados, vis de traição
E se vida ouso, os grasnidos! Se correntes quebro, bramidos! Se rogo, cruciantes lamentos! Se fujo, lanças excrementos! Tombo, pelo peso, doente, Danças, sobre o corpo jazente.
E contigo, harpias se juntam, Aos meus sentidos que defuntam, Se lançam voos rapinantes, Aladas, posições rampantes, Sobre quem ouse dar-me socorro… Não! Não, nunca mais viver… Morro!
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