
Evangelho Segundo a Vida [10] (196ª Poesia de um Canalha)
Data 15/10/2026 16:34:56 | Tópico: Poemas
| Por entre escuridões os olhos fechados Derramados pelo corpo em sofrimento Caíam desalinhados no desalento de si Eram as páginas dos livros silenciados Quando se rasgavam por suicídio lento Deitadas p'las lágrimas deixadas por ti
O aroma adocicado dum adeus morreu Misturado com dúvidas que teve a vida E vaidoso pelo que a chuva suave dizia Que todo este mundo sendo meu e teu É tão valioso como cada galáxia infinda Mais ainda que esse sol que por ti luzia
O desejo de amor que antes me tinhas Delicadamente lavado por águas de rio Levado em ventos que corriam incertos Na palma das mãos que queria minhas Qu'entre nós e laços me levavam o frio Ficou nos livros de promessas cobertos
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