
O mundo do sr. Con - Quarta-feira,28/10/2026
Data 28/10/2026 20:06:11 | Tópico: Textos
| Quarta-feira, 28/10/2026 Absorvo Henry Miller para ficar bem comigo mesmo. Juvan SEnior interessou-se em lê-lo – indiquei-lhe “Miller” de Marcus Moreira – uma biografia – se realmente quiser entrar nesse bonde milleriano , então lhe emprestarei “Crazy Cook” – primeiro romance do mestre, o único escrito na terceira pessoa. Um ceu sem nuvens. O cumpadre deu-lhe cinco reais a guisa de pagamento de um empréstimo. Comeu os dois pães com café e leite de Gordilho que não aceita a derrotado de seu candidato para paia Lula. O barbeiro vizinho e o seu missão sisifiano de molhar o asfalto da rua com um papeiro. Dona Olaia morreu e não devolveu-me o meu Walt Whitman “Folhas da relava” – uma edição bilingue que ganhei da amiga, a poetisa Maday Queiroz em 2009. O galo da vizinha cocuruta em plena manhã, provocando o outro da calçada da casa da ração. Nesses dias de álcool parou de tomar o genérico de Tanduo para evitar o inchaço na próstata, agora sente o efeito. O fluxo da urina diminuiu e umas dores enjoadas na região pelavica. - O QUE É PORRA? – gritou o carroceiro Rafaelo saindo do lava janto, onde também funciona clandestinamente o Casino Royale. Clayson é um dos habitués. Seu Rorriz, o caboco do Guajerutia, e seu problema domestico com sua pixixitinha de 65 anos. Miller desperta em mim a verve do fluxo de consciência – sem forçar nada. Uma semana sem digitar nada, apenas me encharcando desnecessariamente. Sinto-me cansado. Tarde na pensão A visão não estar muito boa para uma boa leitura, mas não desisto. Almocei uma feijoada no Popular, somente um prato e estou faminto. Tentarei anestesiar a fome com café e dipirona. - Guardarei o pão de anteontem para o jantar.. Tenho 65 anos e não possuo uma casa para chamar de minha. Igual aquele ladrão que não é ladrão, mas rouba. Não sou escritor, mas gosto imensamente de escrever. De madrugada entrei em alpha ao ouvir na radio Senado FM, o pernambucano Otto interpretando a icônica “Carcará” do meu mestre conterrâneo João do Vale – emocionei-me.
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