
Três vidas, três destinos, uma
Data 01/11/2026 20:48:57 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Três vidas, três destinos, uma Alma, três nomes que o tempo não levará, três luzes que me prendem, dão calma, três formas de amar que a morte jamais apagará.
Clarisse, minha Avó, um porto de abrigo, muralha, baluarte, segredo primeira a caminhar comigo, guardiã dos meus passos, alívio no medo...
Ao sofrer de tenra idade, meu escudo, meu colo, meu chão, ensinou-me o valor da lealdade e a força que vem do coração.
Celeste, voz onde a saudade se fez ao cantar, foi silêncio na cauda de um verso, guitarra que me ensinou a sonhar.
Há destinos que se escrevem na garganta, há emoções que não cabem numa canção e há uma voz que mesmo quando se cala, continua a cantar no coração.
Maria Flávia, um caminho para o Céu, Estrela que me iluminou na escuridão, como se Deus, ao desenhar-me num papel, lhe entregasse a chave da minha redenção.
E se um dia a minha voz se perder do mundo e o meu nome se apagar na eternidade, levarei o vosso amor, tão puro e profundo, como a mais bela herança de saudade.
Três histórias, três destinos, três raízes que sustentam quem eu sou, três estrelas a guiar os meus caminhos, três paredes onde a vida me espelhou.
Uma protegeu-me quando era pequenino, outra deu-me a voz à dor, a terceira revelou-me o divino que existe na mais pura forma de amor.
E se me perguntarem, um dia, quem fui, quando o tempo fechar a última janela, direi que fui aquele que construiu a sua Alma à sombra da Alma delas.
Porque um poeta não nasce só da escrita, nem se faz só de versos ou inspiração nasce do amor que a vida lhe acredita e daqueles que lhe moldam o coração.
Clarisse, Celeste, Maria Flávia… Três nomes gravados no meu coração; três vidas, três destinos, três eternidades, mas uma só Alma… ... e a minha gratidão!
Para:
Clarisse Ramalho dos Reis Celeste Rodrigues Maria Flávia de Monsaraz
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