
Jovem desiludo com a Vida familiar (2ªparte)
Data 04/03/2007 00:29:07 | Tópico: Contos -> Tristeza
| Depois e passada aquela enorme crise de saúde, o jovem voltou à sua vida normal. O divórcio dos pais dele já decorria, aquando teve uma má notícia por parte do seu pai, notícia essa dada no dia do aniversário do seu pai, que foi tão pesada que o jovem não dormiu decentemente e ficou muito magoado. O seu pai tinha encontrado um novo amor. Alguns dias passados, e o jovem conheceu a sua futura madrasta e o filho desta. Para ele, foi uma das maiores desilusões que teve até então. Nesse momento, veio-lhe a ideia de jamais perdoar o seu pai por tal crueldade para com os seus dois filhos. Aquilo na cabeça do jovem, representava algo de como se ele tivesse sido atacado à traição. A Vida foi-se passando com altos e baixos, onde o jovem no meio de toda aquela barafunda, já tinha pensado em se suicidar, porque a Vida para ele, com o surgir de dois novos elementos na família, deixou de fazer sentido algum. Ele andou, andou e continuou a viver com a sua avó. Nessa altura, apesar de ter conhecido a futura madrasta, a Vida corria bem ao jovem, com aqueles momentos angustiantes pelo meio. Uma coisa é certa, é que a Vida dos seus pais em nada se alterou no quotidiano, mas no entanto, a do jovem sofreu ligeiras modificações. Essas modificações, devem-se a que cada um dos seus pais viviam em casas separadas, como é óbvio, e para que ele os pudesse, ver tinha de se deslocar a casa de cada um deles, porque se fosse ao contrário, as coisas podiam-se tornar mais complicadas. Numas férias de Verão, o jovem decidiu não ter propriamente féria, ou seja, quis ficar a trabalhar na empresa de uns amigos dele durante o mês de Agosto, ainda que o pai tenha perguntado ao filho, se queria ir ou não de férias, e os motivos que o levaram a tomar essa decisão, e o rapaz respondeu: - Eu não quero ir de férias, porque me comportei mal e não fiz as coisas como deviam ser. Como tal, prefiro ficar a trabalhar e estar ó comigo mesmo. O pai entendeu os seus motivos. Assim foi. O jovem ficou lá a trabalhar, mas pelo meio teve uma pequena quebra emocional. Essa quebra aconteceu, porque a sua avó materna foi passar uns dias fora, e o neto protegido ficou sozinho, mas este não deixou de fazer uma malandrice para consigo próprio. Essa malandrice foi assim suave, diga-se de passagem. Ele só rapou o cabelinho todo, até ficar sem um único pêlo na cabeça. Ele assim sentia-se muito mais fresco, do que com o enorme cabelo que tinha. Pronto, aquilo passou, e quando a sua avó regressou, as saudades eram tantas, que não havia argumento possível para explicar tal momento. As suas férias lá continuaram a ser a trabalhar, mas ao menos distraia-se e não pensava nos seus problemas pessoais. E como o que é bom acaba depressa, lá terminaram as férias e aquele trabalhinho.
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