Letárgias

Data 15/06/2007 14:28:23 | Tópico: Acrósticos

A inércia do meu ser, espera por ser entendida pelo caos que te constroi.
Processos crescentes de palavras amontoadas na valeta de corpos mortos, quase esquecidos, assim como tu e eu. Foste morrendo-me, fui-te matando, foste-me matando.Quais as armas para tal consumo de desejos?A inércia do teu ser, espera por ser deturpada pelo caos que me constroi.
Processos decrescentes de silêncios no monte de corpos vivos, quase esquecidos, assim como eu e tu.Foste vivendo-me, fui-te vivendo, foste-me vivendo.O corpo cuspiu-me a alma, e ficou a vê-la dançar, ela dançava, como a traição que nos assombra, queria fechar os olhos, mas ela tinha levado a minha visão com ela...corpos sem almas, almas sem corpos.
Perdi-te, procuro-te...
A inércia do nosso ser, esperou ser entendida pelo caos da nossa alma.
Processos controversos de sentimentos amontoados no chão, onde o vazio e o vazio se emparelham à procura de corpos amontoados, quase esquecidos, como tu e eu...


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