
Ao dizer-te, ciciante, quase a segredo,
Que és a fada dos meus sonhos de amor,
Fada que a tristeza transforma em flor,
Vejo-te ébria dançando no vinhedo.
De ti me assenhoro, teus olhos vedo
Com carinhos, beijos de rubra cor,
E, depois, os lábios teus de licor
Em haustos ingiro e mui ébrio me quedo.
Sussurro-te prosa lírica em cachos,
Qual murmulho voluptuoso dos riachos...
Rimo versos, com versos inebriantes.
Vinhos finos, paladares e aromas,
Lábios pingantes, eflúvios de pomas
E, nos lagares, corpos escaldantes.
(Luís R Santos 12/4/11)