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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Wed, 13 May 2026 06:43:00 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Quando me amei de verdade</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1926</link>
      <description>Quando me amei de verdade, deixei de me contentar com pouca coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, tomei contato com a minha própria bondade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a valorizar o dom da vida com a maior gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então, pude relaxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, consegui moderar meu ritmo e minha pressa.&lt;br /&gt;E isso fez uma enorme diferença na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, aprendi a gostar de estar sozinha, rodeada pelo silêncio, usufruindo sua magia, prestando atenção ao meu espaço interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, percebi que posso não ser uma pessoa especial, mas que sou única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, reformulei meu conceito de sucesso e a vida ficou mais simples.&lt;br /&gt;Ah, quanto prazer isso me trouxe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, entendi que sou digna de conhecer Deus diretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a ver que eu não tinha de sair em busca da vida.&lt;br /&gt;Se eu ficar quieta e parada, a vida vem até mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, deixei de achar que a vida é dura, e pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, aprendi a satisfazer meus desejos, sem achar que era egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, partes minhas que eu ignorava desistiram de disputar minha atenção.&lt;br /&gt;Foi o início da paz interior. Comecei então a ver tudo mais claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a perceber que os desejos do coração acabam se realizando e passei a ter mais calma e paciência, exceto quando esqueço disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, desisti de ignorar ou de suportar meu sofrimento.&lt;br /&gt;Comecei a perceber todos os meus sentimentos, sem analisá-los. Sentindo-os de verdade.&lt;br /&gt;Quando faço isso, acontece uma coisa incrível. Experimente. Você vai ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, meu coração se encheu de tanta ternura que pôde acolher tanto&lt;br /&gt;a alegria quanto a tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a meditar diariamente, e descobri que este é um ato de&lt;br /&gt;profundo amor por mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, sempre que fico ansiosa, zangada, inquieta ou triste, pergunto a mim mesma: Quem, dentro de mim, está se sentindo assim?&lt;br /&gt;Se eu escutar com paciência, descubro quem é que precisa do meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, deixei de precisar das coisas e das pessoas para me sentir segura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a entender a complexidade, o mistério e a vastidão da minha alma.&lt;br /&gt;Que tolice pensar que posso conhecer o sentido da vida de alguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, desisti de projetar nos outros as minhas forças e fraquezas, e guardei-as comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a perceber uma presença divina dentro de mim e a ouvir sua orientação. Estou aprendendo a confiar e a viver de acordo com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, desisti de ficar exausta por me empenhar tanto. Comecei a sentir uma comunidade dentro de mim. Essa equipe interna, com múltiplos talentos e características próprias, é a&lt;br /&gt;minha força e o meu potencial. Fazemos reuniões de equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, parei de me culpar pelas escolhas que fiz e que me faziam sentir segura.&lt;br /&gt;Passei a me responsabilizar por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado. Inclusive eu mesma.&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, passei a caminhar todos os dias, a usar a escada em vez do elevador e a escolher sempre o caminho mais bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, passei a ser a minha própria autoridade, ouvindo apenas a sabedoria do meu coração. É assim que Deus fala comigo.&lt;br /&gt;Isso é o que se chama de intuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a sentir um grande alívio. O meu lado impulsivo aprendeu&lt;br /&gt;a esperar pelo momento certo. Então eu me tornei lúcida e corajosa. E passei a aceitar o inaceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a ver que o meu ego é parte da minha alma.&lt;br /&gt;Ao perceber isso, meu ego perdeu sua estridência e paranoia e pôde me servir melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável.&lt;br /&gt;Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e hábitos - qualquer coisa que me pusesse pra baixo.&lt;br /&gt;Minha razão chamou isso de egoísmo.&lt;br /&gt;Mas hoje eu sei que é amor-próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, consegui falar a verdade sobre meus talentos e minhas limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, consegui ter consciência, nos períodos de confusões, disputas ou desgostos,&lt;br /&gt;de que essas coisas também fazem parte de mim e merecem o meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, passei a saber qual era o meu objetivo e a me afastar suavemente das distrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, vi que tudo a que eu resistia persistia. Igual a uma criança pequena dando puxões na minha saia. Hoje, quando a resistência fica me puxando, eu olho para ela e afasto-a gentilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, aprendi a dizer não quando quero e a dizer sim quando quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, passei a encontrar um prazer cada vez maior na solidão e a usufruir a inexplicável e profunda satisfação que sua companhia traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, confessei serenamente minha coragem e meu medo, minha ingenuidade e minha sabedoria, e arranjei um lugarzinho para cada um em volta da minha mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, descobri as lições que a minha raiva me dá sobre responsabilidade, e a minha arrogância, sobre humildade.&lt;br /&gt;Agora ouço as duas com muita atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão, e com isso&lt;br /&gt;errei muito menos vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, aprendi a chorar as dores da vida no momento em que elas acontecem, em vez de sobrecarregar meu coração arrastando-as por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, comecei a ouvir a sabedoria do meu corpo. Ele fala claramente através do cansaço, das sensações, das antipatias e dos desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, deixei de ter medo do medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.&lt;br /&gt;Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.&lt;br /&gt;Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Kim McMillen - do Livro &amp;quot;Quando me amei de verdade&amp;quot;</description>
      <pubDate>Tue, 28 May 2013 16:08:29 +0000</pubDate>
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      <title>Não vás tão docilmente (Dylan Thomas)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1884</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vás tão docilmente nessa noite linda;&lt;br /&gt;Que a velhice arda e brade ao término do dia;&lt;br /&gt;Clama, clama contra o apagar da luz que finda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o sábio entenda que a treva é bem-vinda&lt;br /&gt;Quando a palavra já perdeu toda a magia,&lt;br /&gt;Não vai tão docilmente nessa noite linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O justo, à última onda, ao entrever, ainda,&lt;br /&gt;Seus débeis dons dançando ao verde da baía,&lt;br /&gt;Clama, clama contra o apagar da luz que finda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O louco que, a sorrir, sofreia o sol e brinda,&lt;br /&gt;Sem saber que o feriu com a sua ousadia,&lt;br /&gt;Não vai tão docilmente nessa noite linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grave, quase cego, ao vislumbrar o fim da&lt;br /&gt;Aurora astral que o seu olhar incendiaria,&lt;br /&gt;Clama, clama contra o apagar da luz que finda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, meu pai, do alto que nos deslinda&lt;br /&gt;Me abençoa ou maldiz. Rogo-te todavia:&lt;br /&gt;Não vás tão docilmente nessa noite linda.&lt;br /&gt;Clama, clama contra o apagar da luz que finda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do not go gentle into that good night&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do not go gentle into that good night, &lt;br /&gt;Old age should burn and rave at close of day;&lt;br /&gt;Rage, rage against the dying of the light.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Though wise men at their end know dark is right,&lt;br /&gt;Because their words had forked no lightning they&lt;br /&gt;Do not go gentle into that good night.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Good men, the last wave by, crying how bright&lt;br /&gt;Their frail deeds might have danced in a green bay,&lt;br /&gt;Rage, rage against the dying of the light.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wild men who caught and sang the sun in flight,&lt;br /&gt;And learn , too late, they grieved it on its way&lt;br /&gt;Do not go gentle into that good night.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grave men, near death, who see with blinding sight&lt;br /&gt;Blind eyes could blaze like meteors and be gay,&lt;br /&gt;Rage, rage against the dying of the light.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And you, my father, there on the sad height,&lt;br /&gt;Curse, bless, em now with your fierce tears, I pray.&lt;br /&gt;Do not go gentle into that good night.&lt;br /&gt;Rage, rage against the dying of the light.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THOMAS, Dylan. &amp;quot;Do not go gentle into that good night&amp;quot;. In: CAMPOS, Augusto de (trad. e org.). Poesia da recusa.  São Paulo: Perspectiva, 2006.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 13 Mar 2013 15:13:42 +0000</pubDate>
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      <title>Ismália (Alphonsus de Guimaraens)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1809</link>
      <description>Quando Ismália enlouqueceu,&lt;br /&gt;Pôs-se na torre a sonhar...&lt;br /&gt;Viu uma lua no céu,&lt;br /&gt;Viu outra lua no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho em que se perdeu,&lt;br /&gt;Banhou-se toda em luar...&lt;br /&gt;Queria subir ao céu,&lt;br /&gt;Queria descer ao mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no desvario seu,&lt;br /&gt;Na torre pôs-se a cantar...&lt;br /&gt;Estava perto do céu,&lt;br /&gt;Estava longe do mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como um anjo pendeu&lt;br /&gt;As asas para voar...&lt;br /&gt;Queria a lua do céu,&lt;br /&gt;Queria a lua do mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As asas que Deus lhe deu&lt;br /&gt;Ruflaram de par em par...&lt;br /&gt;Sua alma subiu ao céu,&lt;br /&gt;Seu corpo desceu ao mar...&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 09 Oct 2012 20:48:27 +0000</pubDate>
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        <item>
      <title>Poema da Noite (Charles Chaplin)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1795</link>
      <description>Já perdoei erros quase imperdoáveis,&lt;br /&gt;tentei substituir pessoas insubstituíveis&lt;br /&gt;e esquecer pessoas inesquecíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fiz coisas por impulso,&lt;br /&gt;já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já abracei pra proteger,&lt;br /&gt;já dei risada quando não podia,&lt;br /&gt;fiz amigos eternos,&lt;br /&gt;amei e fui amado,&lt;br /&gt;mas também já fui rejeitado,&lt;br /&gt;fui amado e não amei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já gritei e pulei de tanta felicidade,&lt;br /&gt;já vivi de amor e fiz juras eternas,&lt;br /&gt;&quot;quebrei a cara muitas vezes&quot;! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já chorei ouvindo música e vendo fotos,&lt;br /&gt;já liguei só para escutar uma voz,&lt;br /&gt;me apaixonei por um sorriso,&lt;br /&gt;já pensei que fosse morrer de tanta saudade&lt;br /&gt;e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vivi, e ainda vivo!&lt;br /&gt;Não passo pela vida&lt;br /&gt;E você também não deveria passar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva!&lt;br /&gt;Bom mesmo é ir à luta com determinação,&lt;br /&gt;abraçar a vida com paixão,&lt;br /&gt;perder com classe&lt;br /&gt;e vencer com ousadia,&lt;br /&gt;porque o mundo pertence a quem se atreve&lt;br /&gt;e a vida é &quot;muito&quot; pra ser insignificante.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 13 Sep 2012 16:54:01 +0000</pubDate>
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      <title>O que deve ser dito (Günter Grass)</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1686</link>
      <description>&lt;strong&gt;O que deve ser dito&lt;/strong&gt;&lt;img src=&#039;http://www.ilmediterraneo.it/images/stories/ISRAELE/CULTURA/gunter_grass.jpg&#039; class=&#039;img-responsive left&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;&#039; onload=&quot;JavaScript:if(this.width&gt;300) this.width=300&quot; /&gt; (Günter Grass)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque guardo silêncio há demasiado tempo&lt;br /&gt;sobre o que é manifesto &lt;br /&gt;e se utilizava em jogos de guerra &lt;br /&gt;em que no fim, nós sobreviventes,&lt;br /&gt;acabamos como meras notas de rodapé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o suposto direito a um ataque preventivo,&lt;br /&gt;que poderá exterminar o povo iraniano,&lt;br /&gt;conduzido ao júbilo &lt;br /&gt;e organizado por um fanfarrão,&lt;br /&gt;porque na sua jurisdição se suspeita&lt;br /&gt;do fabrico de uma bomba atômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que me proibiram de falar&lt;br /&gt;sobre esse outro país [Israel], onde há anos&lt;br /&gt;- ainda que mantido em segredo  &lt;br /&gt;se dispõe de um crescente potencial nuclear, &lt;br /&gt;que não está sujeito a nenhum controle, &lt;br /&gt;pois é inacessível a inspeções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio geral sobre esse fato,&lt;br /&gt;a que se sujeitou o meu próprio silêncio, &lt;br /&gt;sinto-o como uma gravosa mentira&lt;br /&gt;e coação que ameaça castigar&lt;br /&gt;quando não é respeitada: &lt;br /&gt;antissemitismo se chama a condenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, contudo, porque o meu país,&lt;br /&gt;acusado uma e outra vez, rotineiramente,&lt;br /&gt;de crimes muito próprios, &lt;br /&gt;sem quaisquer precedentes,&lt;br /&gt;vai entregar a Israel outro submarino&lt;br /&gt;cuja especialidade é dirigir ogivas aniquiladoras&lt;br /&gt;para onde não ficou provada &lt;br /&gt;a existência de uma única bomba, &lt;br /&gt;se bem que se queira instituir o medo como prova digo o que deve ser dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que me calei até agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque acreditava que a minha origem, &lt;br /&gt;marcada por um estigma inapagável, &lt;br /&gt;me impedia de atribuir esse fato, como evidente,&lt;br /&gt;ao país de Israel, ao qual estou unido&lt;br /&gt;e quero continuar a estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que motivo só agora digo,&lt;br /&gt;já velho e com a minha última tinta,&lt;br /&gt;que Israel, potência nuclear, coloca em perigo &lt;br /&gt;uma paz mundial já de si frágil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque deve ser dito &lt;br /&gt;aquilo que amanhã poderá ser demasiado tarde [a dizer], &lt;br /&gt;e porque  já suficientemente incriminados como alemães  &lt;br /&gt;poderíamos ser cúmplices de um crime&lt;br /&gt;que é previsível,&lt;br /&gt;pelo que a nossa cota-parte de culpa&lt;br /&gt;não poderia extinguir-se&lt;br /&gt;com nenhuma das desculpas habituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito-o: não vou continuar a calar-me&lt;br /&gt;porque estou farto&lt;br /&gt;da hipocrisia do Ocidente;&lt;br /&gt;é de esperar, além disso,&lt;br /&gt;que muitos se libertem do silêncio,&lt;br /&gt;exijam ao causador desse perigo visível &lt;br /&gt;que renuncie ao uso da força&lt;br /&gt;e insistam também para que os governos&lt;br /&gt;de ambos os países permitam&lt;br /&gt;o controle permanente e sem entraves,&lt;br /&gt;por parte de uma instância internacional,&lt;br /&gt;do potencial nuclear israelense&lt;br /&gt;e das instalações nucleares iranianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só assim poderemos ajudar todos,&lt;br /&gt;israelenses e palestinos, &lt;br /&gt;mas também todos os seres humanos&lt;br /&gt;que nessa região ocupada pela demência&lt;br /&gt;vivem em conflito lado a lado,&lt;br /&gt;odiando-se mutuamente,&lt;br /&gt;e decididamente ajudar-nos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Tradução: Baby Siqueira Abrão)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 29 May 2012 15:27:43 +0000</pubDate>
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