<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0">
  <channel>
    <title>Luso-Poemas</title>
    <link>https://www.luso-poemas.net/</link>
    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Mon, 25 May 2026 10:18:46 +0000</lastBuildDate>
    <docs>http://backend.userland.com/rss/</docs>
    <generator>XOOPS</generator>
    <category>Vergílio António Ferreira</category>
    <managingEditor>admin at luso-poemas dot net</managingEditor>
    <webMaster>admin at luso-poemas dot net</webMaster>
    <language>pt_BR</language>
        <image>
      <title>Luso-Poemas</title>
      <url>https://www.luso-poemas.net/images/logo.gif</url>
      <link>https://www.luso-poemas.net/</link>
      <width>144</width>
      <height>150</height>
    </image>
            <item>
      <title>Nunca NinguÃ©m Amou Completamente</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1909</link>
      <description>Vou deitar-te na eternidade, que Ã© esse o teu lugar, Ã© esse, Ã© esse. E agora sÃ³ tenho que te amar tudo de ti, nÃ£o deixar nada de fora. Porque, sabÃª-lo-Ã¡s? Nunca ninguÃ©m amou completamente, houve sempre uma forma de amar fragmentÃ¡ria, parcial. Amou-se sempre em funÃ§Ã£o de uma fracÃ§Ã£o do amor como se usou um vestuÃ¡rio segundo a moda, desde o calÃ§Ã£o ou o penante de plumas. Vou-te amar como Deus. NÃ£o, nÃ£o. Deus nÃ£o sente prazer nem movimento progressivo atÃ© ao prazer, coitado, Ã© tÃ£o infeliz. Vou-te amar como um homem desde que os hÃ¡, desde o tempo das cavernas atÃ© hoje e com um pequeno suplemento que Ã© sÃ³ meu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VergÃ­lio Ferreira, in &quot;Em Nome da Terra&quot;</description>
      <pubDate>Sun, 31 Mar 2013 02:33:39 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1909</guid>
    </item>
        <item>
      <title>O Pudor Ã© um Sentimento Masculino </title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1813</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pudor Ã© um sentimento masculino. Quando uma mulher conhece outra, ao fim de dez minutos estÃ¡ jÃ¡ a explicar-lhe como Ã© que o marido trabalha na cama. Ao fim de dez anos ou de uma vida, um homem nÃ£o explica a outro como trabalha a mulher. Ã‰ que o homem nÃ£o Ã© um novo-rico do sexo. Ou respeita a mulher por simples machismo? &lt;br /&gt;Porque Ã© por machismo, por exemplo, que muitas vezes admira uma mulher que se distinguiu nas artes ou nas ciÃªncias. Implicitamente tem-se a ideia de que o normal seria nÃ£o se distinguir. Se portanto se distingue, Ã© isso tÃ£o extraordinÃ¡rio como um trapezista de circo ou coisa assim. Admirando-se entÃ£o a mulher, simultaneamente se humilha. Dessa humilhaÃ§Ã£o se fazem muitas admiraÃ§Ãµes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VergÃ­lio Ferreira, in &#039;Conta-Corrente 1&#039;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 27 Sep 2012 21:35:45 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1813</guid>
    </item>
        <item>
      <title>Sinto na angÃºstia o quem me lembrasse</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1761</link>
      <description>Sinto na angÃºstia o quem me lembrasse &lt;br /&gt;e do lembrar a mim como uma ponte &lt;br /&gt;onde de noite jÃ¡ ninguÃ©m passasse &lt;br /&gt;viesse a notÃ­cia desse outro horizonte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em que o meu grito preso na garganta &lt;br /&gt;dissesse Ã  voz que nÃ£o ouvi e veio &lt;br /&gt;quanto vansaÃ§o inverosÃ­mil, quanta &lt;br /&gt;fadiga me enternece como um seio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VibrÃ¡til voga vaga pela tarde &lt;br /&gt;que em cigarros distrai o eu estar sÃ³ &lt;br /&gt;a chama obscura que visÃ­vel arde &lt;br /&gt;quando arde ao sol o pÃ³. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VergÃ­lio Ferreira, in &#039;Conta-Corrente 1&#039;</description>
      <pubDate>Fri, 15 Jun 2012 00:18:44 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1761</guid>
    </item>
        <item>
      <title>O Meu PÃºblico</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1757</link>
      <description>Quando escrevo, o meu Ãºnico pÃºblico sou eu. Depois Ã© que me ponho Ã  espera de que sejam tambÃ©m os outros. NÃ£o porque antes os menospreze: simplesmente porque nÃ£o existem. Mas Ã© evidente que me interessa que existam depois como pÃºblico pelo desejo natural de me confirmarem a existÃªncia como escritor. Porque a existÃªncia como escritor implica a audiÃªncia dos outros. NÃ£o escolho porÃ©m o pÃºblico - espero que ele me escolha. Seria duro que me nÃ£o escolhesse, por todas as implicaÃ§Ãµes que se adivinham. Mas nÃ£o Ã© impeditivo de continuar - excepto se me convencerem (quem se convence?) que nÃ£o tinha nada a dizer. E no entanto, se nÃ³s exprimirmos o tempo que nos exprime, hÃ¡ um pacto indissolÃºvel entre o tempo e nÃ³s. Assim, o nosso pÃºblico estÃ¡ aÃ­ sempre, ainda que tenhamos que ser nÃ³s a despertÃ¡-lo. &lt;br /&gt;Esse pÃºblico nÃ£o desperta se nÃ³s de facto lhe nÃ£o falarmos, ou seja, se realmente nÃ£o houve pacto algum com ele. Todas estas questÃµes, porÃ©m, sÃ£o supÃ©rfluas para a necessidade de escrever. Cumpre-se um destino de artista como outros o de serem santos ou criminosos... &lt;br /&gt;O resto nÃ£o Ã© connosco - Ã© com os crÃ­ticos, os hagiÃ³grafos e os arquivos da polÃ­cia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, tenho um pÃºblico restrito. Em todo o caso, hÃ¡ excepÃ§Ãµes. HÃ¡ certos livros - a ApariÃ§Ã£o, por exemplo - que atingem uma camada mais vasta. Outros, nÃ£o. O leitor de ApariÃ§Ã£o gostou e vai comprar, por exemplo, NÃ­tido Nulo. E sentiu que esse livro nÃ£o era, digamos, tÃ£o digerÃ­vel como o primeiro. E entÃ£o evita decerto comprar outro. NÃ£o sei se Ã© isto mesmo o que acontece. Sei Ã© que nÃ£o tenho um grande pÃºblico, embora nÃ£o me lamente por isso. &lt;br /&gt;NÃ£o vou alterar os meus interesses literÃ¡rios em funÃ§Ã£o disso. De resto, nem eu nem, suponho, qualquer escritor escreve seja para quem for: escreve para si. O que acontece Ã© que, depois, o pÃºblico vem ou nÃ£o ter com ele. Reconhece-se ou nÃ£o na obra desse escritor. E passa a ser desse pÃºblico porque se identifica com o escritor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VergÃ­lio Ferreira, in &#039;Um Escritor Apresenta-se&#039; </description>
      <pubDate>Tue, 29 May 2012 14:49:22 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1757</guid>
    </item>
        <item>
      <title>Quem se Interessa pela Cultura?</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1754</link>
      <description>Afinal, quantas pessoas se interessam pela cultura?, se pÃµem o problema da vida?, do homem?, se pÃµem a interrogaÃ§Ã£o sobre o que nos rodeia? Ã‰ um erro tocante o imaginar-se que as pessoas cultivadas se interessam pela cultura. A cultura nÃ£o vem nos livros, nem nos cursos, nem nas salas de conferÃªncias, espectÃ¡culos, exposiÃ§Ãµes com uÃ­sque ou a seco. A cultura Ã© um problema que tem que ver com os nossos cromossomas e tem a dimensÃ£o secreta, oculta, privada, Ã­ntima, de uma vivÃªncia sagrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VergÃ­lio Ferreira, in &#039;Conta-Corrente 3&#039;</description>
      <pubDate>Sat, 19 May 2012 15:32:41 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1754</guid>
    </item>
      </channel>
</rss>