<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0">
  <channel>
    <title>Luso-Poemas</title>
    <link>https://www.luso-poemas.net/</link>
    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Mon, 04 May 2026 01:20:10 +0000</lastBuildDate>
    <docs>http://backend.userland.com/rss/</docs>
    <generator>XOOPS</generator>
    <category>Antoine de Saint-Exupéry</category>
    <managingEditor>admin at luso-poemas dot net</managingEditor>
    <webMaster>admin at luso-poemas dot net</webMaster>
    <language>pt_BR</language>
        <image>
      <title>Luso-Poemas</title>
      <url>https://www.luso-poemas.net/images/logo.gif</url>
      <link>https://www.luso-poemas.net/</link>
      <width>144</width>
      <height>150</height>
    </image>
            <item>
      <title>Ã‰ Preciso Restaurar o Homem</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1821</link>
      <description>A minha civilizaÃ§Ã£o repousa sobre o culto do Homem atravÃ©s dos indivÃ­duos. Teve o desÃ­gnio, durante sÃ©culos, de mostrar o Homem, assim como ensinou a distinguir uma catedral atravÃ©s das pedras. Pregou esse Homem que dominava o indivÃ­duo... &lt;br /&gt;Porque o Homem da minha civilizaÃ§Ã£o nÃ£o se define atravÃ©s dos homens. SÃ£o os homens que se definem atravÃ©s dele. HÃ¡ nele, como em todo o Ser, qualquer coisa que os materiais que o compÃµem nÃ£o explicam. Uma catedral Ã© uma coisa muito diferente de uma soma de pedras. Ã‰ geometria e arquitectura. NÃ£o sÃ£o as pedras que a definem, Ã© ela que enriquece as pedras com o seu prÃ³prio significado. Essas pedras ficam enobrecidas por serem pedras de uma catedral. As pedras mais diversas servem a sua unidade. A catedral as absorve, atÃ© Ã s gÃ¡rgulas mais horrendas, no seu cÃ¢ntico. &lt;br /&gt;Mas, pouco a pouco, esqueci a minha verdade. Julguei que o Homem resumia os homens, tal como a Pedra resume as pedras. Confundi catedral e soma de pedras, e, pouco a pouco, a heranÃ§a desvaneceu-se. Ã‰ preciso restaurar o Homem. Ele Ã© a essÃªncia da minha cultura. Ele Ã© a chave da minha Comunidade. Ele Ã© o princÃ­pio da minha vitÃ³ria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antoine de Saint-ExupÃ©ry, in &#039;Piloto de Guerra&#039;</description>
      <pubDate>Tue, 30 Oct 2012 16:18:13 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1821</guid>
    </item>
        <item>
      <title>Os actos valem mais que as palavras</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1788</link>
      <description>Nenhuma explicaÃ§Ã£o verbal poderÃ¡ alguma vez substituir a contemplaÃ§Ã£o. A unidade do Ser nÃ£o Ã© transmissÃ­vel pelas palavras. Se eu quisesse ensinar a homens, cuja civilizaÃ§Ã£o o desconhecesse, o que Ã© o amor a uma pÃ¡tria ou a uma quinta, nÃ£o disporia de argumento algum para os convencer. SÃ£o os campos, as pastagens e o gado que constituem uma quinta. Todos e cada um deles tÃªm como missÃ£o produzir riqueza. No entanto, hÃ¡ alguma coisa na quinta que escapa Ã  anÃ¡lise dos seus componentes, pois existem proprietÃ¡rios que, por amor Ã  sua quinta, se arruinariam para a salvar. Pelo contrÃ¡rio, Ã© essa Â«alguma coisaÂ» que enriquece com uma qualidade particular os componentes. Estes tornam-se gado de uma quinta, prados de uma quinta, campos de uma quinta...&lt;br /&gt;Assim se passa a ser homem de uma pÃ¡tria, de um ofÃ­cio, de uma civilizaÃ§Ã£o, de uma religiÃ£o. Mas, para que alguÃ©m se reclame de tais Seres, convÃ©m, antes de mais, fundÃ¡-los em si prÃ³prio. E, se nÃ£o existir o sentimento da pÃ¡tria, nenhuma linguagem o transmitirÃ¡. O Ser de que nos reinvindicamos nÃ£o o fundamos em nÃ³s senÃ£o por actos. Um Ser nÃ£o pertence ao domÃ­nio da linguagem, mas dos actos. O nosso Humanismo desprezou os actos. Fracassou na sua tentativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antoine de Saint-ExupÃ©ry, in &#039;Piloto de Guerra&#039;</description>
      <pubDate>Tue, 21 Aug 2012 10:31:53 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1788</guid>
    </item>
        <item>
      <title>Cerimonial do Amor</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1758</link>
      <description>Se nÃ£o houver esperanÃ§as de que o teu amor seja recebido, o que tens a fazer Ã© nÃ£o o declarar. PoderÃ¡ desenvolver-se em ti, num ambiente de silÃªncio. Esse amor proporciona-te entÃ£o uma direcÃ§Ã£o que permite aproximares-te, afastares-te, entrares, saÃ­res, encontrares, perderes. Porque tu Ã©s aquele que tem de viver. E nÃ£o hÃ¡ vida se nenhum deus te criou linhas de forÃ§a. &lt;br /&gt;Se o teu amor nÃ£o Ã© recebido, se ele se transforma em sÃºplica vÃ£ como recompensa da tua fidelidade, se nÃ£o tens coraÃ§Ã£o para te calares, nessa altura vai ter com um mÃ©dico para ele te curar. Ã‰ bom nÃ£o confundir o amor com a escravatura do coraÃ§Ã£o. O amor que pede Ã© belo, mas aquele que suplica Ã© amor de criado.&lt;br /&gt;Se o teu amor esbarra com o absoluto das coisas, se por exemplo tem de franquear a impenetrÃ¡vel parede de um mosteiro ou do exÃ­lio, agradece a Deus que ela por hipÃ³tese retribua o teu amor, embora na aparÃªncia se mostre surda e cega. HÃ¡ uma lamparina acesa para ti neste mundo. Pouco me importa que tu nÃ£o possas servir-te dela. Aquele que morre no deserto tem a riqueza de uma casa longÃ­nqua, embora morra. &lt;br /&gt;Se eu construir almas grandes e escolher a mais perfeita para a rodear de silÃªncio, ficarÃ¡s com a impressÃ£o de que ninguÃ©m recebe nada com isso. E, no entanto, ela enobrece todo o meu impÃ©rio. Quem quer que passa ao longe, prosterna-se. E nascem os sinais e os milagres. &lt;br /&gt;NÃ£o importa que o amor que alguÃ©m nutre por ti seja um amor inÃºtil. Desde que tu lhe correspondas, caminharÃ¡s na luz. Grande Ã© a oraÃ§Ã£o Ã  qual sÃ³ responde o silÃªncio; basta que o deus exista. &lt;br /&gt;Se o teu amor Ã© aceite e hÃ¡ braÃ§os que se abrem para ti, entÃ£o pede a Deus que salve esse amor de apodrecer. Eu temo pelos coraÃ§Ãµes cumulados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antoine de Saint-ExupÃ©ry, in &quot;Cidadela&quot;</description>
      <pubDate>Fri, 08 Jun 2012 01:16:30 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1758</guid>
    </item>
      </channel>
</rss>