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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Teixeira de Pascoaes</category>
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      <title>O Que Eu Sou</title>
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      <description>&lt;span style=&quot;color: #006699;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Que Eu Sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nocturna e dubia luz&lt;br /&gt;Meu sêr esboça e tudo quanto existe...&lt;br /&gt;Sou, num alto de monte, negra cruz,&lt;br /&gt;Onde bate o luar em noite triste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o espirito triste que murmura&lt;br /&gt;Neste silencio lúgubre das Cousas...&lt;br /&gt;Eu é que sou o Espectro, a Sombra escura&lt;br /&gt;De falecidas formas mentirosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu, Sombra infantil do meu Amôr,&lt;br /&gt;És o Sêr vivo, o Sêr Espiritual,&lt;br /&gt;A Presença radiosa...&lt;br /&gt;                        Eu sou a Dôr,&lt;br /&gt;Sou a tragica Ausencia glacial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois tu vives, em mim, a vida nova,&lt;br /&gt;E eu já não vivo em ti...&lt;br /&gt;                        Mas quem morreu?&lt;br /&gt;Fôste tu que baixaste á fria cova?&lt;br /&gt;Oh, não! Fui eu! Fui eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horrivel cataclismo e negra sorte!&lt;br /&gt;Tu fôste um mundo ideal que se desfez&lt;br /&gt;E onde sonhei viver apoz a morte!&lt;br /&gt;Vendo teus lindos olhos, quanta vez,&lt;br /&gt;Dizia para mim: eis o logar&lt;br /&gt;Da minha espiritual, futura imagem...&lt;br /&gt;E viverei á luz daquele olhar,&lt;br /&gt;Divino sol de mistica Paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era minha ambição primordial&lt;br /&gt;Legar-lhe a minha imagem de saudade;&lt;br /&gt;Mas um vento cruel de temporal,&lt;br /&gt;Vento de eternidade,&lt;br /&gt;Arrebatou meu sonho! E fugitiva&lt;br /&gt;Deste mundo se fez minha alegria;&lt;br /&gt;Mais morta do que viva,&lt;br /&gt;Partiu comtigo, Amôr, á luz do dia&lt;br /&gt;Que doirou de tristêsa o teu caixão...&lt;br /&gt;Partiu comtigo, ao pé de ti murmura;&lt;br /&gt;É maguada voz na solidão,&lt;br /&gt;Dôce alvor de luar na noite escura...&lt;br /&gt;E beija o teu sepulcro pequenino;&lt;br /&gt;Sobre ele vôa e erra,&lt;br /&gt;Porque o teu Sêr amado é já divino&lt;br /&gt;E o teu sepulcro, abrindo-se na terra,&lt;br /&gt;Penetrou-a de luz e santidade...&lt;br /&gt;E para mim a terra é um grande templo&lt;br /&gt;E, dentro dele, a Imagem da Saudade...&lt;br /&gt;E reso de joelhos, e contemplo&lt;br /&gt;Meu triste coração, saudoso altar&lt;br /&gt;Alumiado de sombra, escura luz...&lt;br /&gt;Nele deitado estás como a sonhar,&lt;br /&gt;Meu pequenino e mistico Jesus...&lt;br /&gt;Lagrimas dos meus olhos são as flôres&lt;br /&gt;Que a teus pés eu deponho...&lt;br /&gt;Enfeitam tua Imagem minhas dôres,&lt;br /&gt;E alumia-te, ás noites, o meu sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo me dou em sacrificio á tua&lt;br /&gt;Imagem que eu adoro.&lt;br /&gt;Sou branco incenso á triste luz da lua:&lt;br /&gt;Eu sou, em nevoa, as lagrimas que choro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teixeira de Pascoaes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; in &amp;#039;Elegias&amp;#039;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 14 Mar 2023 15:13:13 +0000</pubDate>
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      <title>Vida e Obra</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1805</link>
      <description>Teixeira de Pascoaes, pseudónimo literário de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, nasceu em Amarante, 8 de novembro de 1877 e faleceu em Gatão, 14 de dezembro de 1952, foi um poeta e escritor português, principal representante do Saudosismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu no seio de uma família aristocrática de Amarante, o segundo filho (de sete) de João Pereira Teixeira de Vasconcelos, juiz e deputado às Cortes e de Carlota Guedes Monteiro. Foi uma criança solitária, introvertida e sensível, muito propenso à contemplação nostálgica da Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1883, inicia os estudos primários em Amarante, e em 1887 ingressa no liceu da vila. Em 1895, muda-se para Coimbra onde termina os seus estudos secundários (em Amarante não foi bom aluno, tendo até reprovado em Português) e em 1896 inscreve-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra. Ao contrário da maioria dos seus camaradas, não faz parte da boémia coimbrã, e passa o seu tempo, monasticamente, no quarto, a ler, a escrever e a reflectir.&lt;br /&gt;Licencia-se em 1901 e, renitentemente, estabelece-se como advogado, primeiro em Amarante e, a partir de 1906, no Porto. Em 1911, é nomeado juiz substituto em Amarante, cargo que exerce durante dois anos. Em 1913, com alívio, dá por terminada a sua carreira judicial. Sobre esta sua penosa experiência jurídica dirá: &quot;Eu era um Dr. Joaquim na boca de toda a gente. Precisava de honrar o título. Entre o poeta natural e o bacharel à força, ia começar um duelo que durou dez anos, tanto como o cerco de Tróia e a formatura de João de Deus. Vivi dez anos, num escritório, a lidar com almas deste mundo, o mais deste mundo que é possível  eu que nascera para outras convivências.&quot; &lt;br /&gt;Sendo um proprietário abastado, não tinha necessidade de exercer nenhuma profissão para o seu sustento, e passou a residir no solar de família em São João do Gatão, perto de Amarante, com a mãe e outros membros da sua família. Dedicava-se à gestão das propriedades, à incansável contemplação da natureza e da sua amada Serra do Marão, à leitura e sobretudo à escrita. Era um eremita, um místico natural e não raras vezes foi descrito como detentor de poderes sobrenaturais.&lt;br /&gt;Apesar de ser um solitário, Gatão era local de peregrinação de inúmeros intelectuais e artistas, nacionais e estrangeiros, que o iam visitar frequentemente. No final da vida, seria amigo dos poetas Eugénio de Andrade e Mário Cesariny de Vasconcelos. Este último haveria de o eleger como poeta superior a Fernando Pessoa, chegando a ser o organizador da reedição de alguns dos textos de Pascoais, bem como de uma antologia poética, nos anos 70 e 80.&lt;br /&gt;Pascoaes morreu aos 75 anos, em Gatão, de bacilose pulmonar, alguns meses depois da morte da sua mãe, em 1952.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com António Sérgio e Raul Proença foi um dos líderes do chamado movimento da &quot;Renascença Portuguesa&quot; e lançou em 1910 no Porto, juntamente com Leonardo Coimbra e Jaime Cortesão, a revista A Águia, principal órgão do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1895 - Embriões&lt;br /&gt;1896 - Belo 1ª parte&lt;br /&gt;1897 - Belo 2ª parte&lt;br /&gt;1898 - À Minha Alma e Sempre&lt;br /&gt;1899 - Profecia (colaboração com Afonso Lopes Vieira)&lt;br /&gt;1901 - À Ventura (eBook)&lt;br /&gt;1903 - Jesús e Pan&lt;br /&gt;1904 - Para a Luz&lt;br /&gt;1906 - Vida Etérea&lt;br /&gt;1907 - As Sombras&lt;br /&gt;1909 - Senhora da Noite&lt;br /&gt;1911 - Marânus&lt;br /&gt;1912 - Regresso ao Paraíso&lt;br /&gt;Elegias (eBook)&lt;br /&gt;1913 - O Doido e a Morte (eBook)&lt;br /&gt;1920 - Elegia da Solidão (eBook)&lt;br /&gt;1921 - Cantos Indecisos&lt;br /&gt;1924 - A Elegia do Amor&lt;br /&gt;O Pobre Tolo&lt;br /&gt;1925 - D. Carlos&lt;br /&gt;Cânticos&lt;br /&gt;Sonetos&lt;br /&gt;1949 - Versos Pobre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1915 - A Arte de Ser Português&lt;br /&gt;1916 - A Beira Num Relâmpago&lt;br /&gt;1919 - Os Poetas Lusíadas (conjunto de conferências proferidas na Catalunha)&lt;br /&gt;1921 - O Bailado&lt;br /&gt;1923 - A Nossa Fome&lt;br /&gt;1928 - Livro de memórias (autobiografia)&lt;br /&gt;1934 - S.Paulo (biografia romanceada)&lt;br /&gt;1936 - S. Jerónimo e a trovoada (biografia romanceada)&lt;br /&gt;1937 - O Homem Universal&lt;br /&gt;1940 - Napoleão (biografia romanceada)&lt;br /&gt;1942 - Camilo Castelo Branco o penitente (biografia romanceada)&lt;br /&gt;Duplo passeio&lt;br /&gt;1945 - Santo Agostinho (biografia romanceada)&lt;br /&gt;1951 - Dois Jornalistas (Novela)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1919 - Os Poetas Lusíadas (conjunto de conferências proferidas na Catalunha)&lt;br /&gt;1922 - Conferência&lt;br /&gt;A Caridade (conferência)&lt;br /&gt;1950 - Duas Conferências em Defesa da Paz&lt;br /&gt;1951 - João Lúcio (conferência, não professada mas publicada posteriormente, sobre o poeta olhanense)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1926 - Jesus Cristo em Lisboa (colaboração com Raul Brandão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: sites da rede e wikipédia.</description>
      <pubDate>Thu, 20 Sep 2012 13:54:34 +0000</pubDate>
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