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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Gustavo Teixeira</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>O Aranhol</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre bromélias, junto à quérula torrente&lt;br /&gt;Que do plaino em que habito um longo tracto banha,&lt;br /&gt;Num contínuo labor, uma operosa aranha&lt;br /&gt;Fia o rico enxoval de noiva, sutilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tecido brumal, que nunca se emaranha,&lt;br /&gt;É feito de um só fio, um tênue fio albente,&lt;br /&gt;Que vai, de volta em volta, ininterruptamente,&lt;br /&gt;Tramando o brocatel de contextura estranha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o sol se levanta enviando olhares d´oiro&lt;br /&gt;E a aranha, distendendo a fibra, no tesoiro&lt;br /&gt;Da renda leve embala as ilusões raiosas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na teia, que, filtrando orvalho, oscila e pende,&lt;br /&gt;A luz, que se refrange em cada gota, acende &lt;br /&gt;Uma aurora boreal de pedras preciosas!&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 11 Mar 2013 19:44:18 +0000</pubDate>
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      <title>O Ateu</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1886</link>
      <description>Nos dias da radiosa mocidade,&lt;br /&gt;Coroado de ouro, pérolas, rubis,&lt;br /&gt;Não cria em nada nem na Divindade&lt;br /&gt;Que a alma do crente em êxtase bendiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca lhe abrira a mão a Caridade&lt;br /&gt;Dos seus anéis o fúlgido matiz.&lt;br /&gt;Jamais iluminara a escuridade&lt;br /&gt;De um lar sem pão, tristíssimo, infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teve fim um dia essa ventura:&lt;br /&gt;A lepra hedionda, torvo mal sem cura,&lt;br /&gt;Fê-lo o mais desgraçado dos ateus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, visão dantesca, réu eterno,&lt;br /&gt;Transpõe em vida os círculos do inferno,&lt;br /&gt;Pedindo esmola pelo amor de Deus...</description>
      <pubDate>Thu, 07 Mar 2013 16:18:11 +0000</pubDate>
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      <title>Vida e Obra</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1885</link>
      <description>Gustavo de Paula Teixeira (São Pedro, 4 de Março de 1881  São Pedro, 22 de Setembro de 1937) foi um poeta brasileiro, de tendências literárias entre o Parnasianismo e Simbolismo, peculiares as primeiras décadas do Século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta Gustavo Teixeira nasceu em São Pedro, município de São Paulo em 4 de março de 1881, no sítio São Francisco. Conhecido como o Poeta das Rosas, estudou suas primeiras letras em sua própria casa com a mãe, que era professora, com o pai, um ex-seminarista, tendo também influências dos irmãos mais velhos. Aos 12 anos começou a fazer versos. Em 1898 atuou como professor particular, aos 17 anos de idade, para moradores da Fazenda Campestre.&lt;br /&gt;Em 1901 mudou-se para São Paulo, capital, onde continuou seus estudos, afeiçoando seu gosto artístico e pretendendo fazer um curso superior. Publicou os primeiros poemas, notadamente sonetos no Correio Paulistano e colaborou para jornais de Piracicaba e Campinas. Na capital, além do Correio, escrevia também para o Comércio de São Paulo, e para várias revistas culturais existentes na época. Seus versos foram parar em Portugal, sendo ainda traduzidos para o sueco, e publicados em jornais de Estocolmo. Fizera amizades com poetas como Martins Fontes e Amadeu Amaral, além do futuro político brasileiro Júlio Prestes.&lt;br /&gt;De personalidade retraída e tímida, não se adaptou a realidade da capital paulista retornando a São Pedro em 1905, ocupando o cargo de Secretário da Câmara Municipal e da Prefeitura de São Pedro, função modesta que cumpriu até o fim da vida.&lt;br /&gt;Gustavo Teixeira publicou dois livros apenas em vida. Ementário, publicado em 1908, trazia um prefácio de Vicente de Carvalho e poemas nos estilos romântico e parnasiano, notadamente utilizando versos alexandrinos, comuns à sua época. Em Poemas Líricos, de 1925, suas composições passaram a predominar em estilo através da estética simbolista. Um vultoso material literário ficou inédito, pois não haviam sido publicados quando ele morreu.&lt;br /&gt;Em julho de 1937 foi eleito à revelia para a Academia Paulista de Letras, como sucessor de Paulo Setúbal, passando a ocupar a cadeira de número 10, cujo patrono é Cesário Mota Jr., e o fundador, o Dr. Eduardo Guimarães.&lt;br /&gt;Gustavo Teixeira morreu em São Pedro, vítima de pneumonia, em 22 de setembro de 1937, antes de tomar posse na cadeira da Academia. Curiosamente, faleceu tendo à sua cabeceira, por desígnio do destino a figura do poeta e escritor Oswald de Andrade. Na altura de seu falecimento, Gustavo Teixeira dedicava-se a escrever o livro Último Evangelho (1934-1937), uma coleção de mais de duzentos sonetos inspirados a passagens de figuras bíblicas, descritas nos evangelhos do Novo Testamento.&lt;br /&gt;Postumamente, em 1959 a Editora Anhambi publicou a edição das Poesias Completas de Gustavo Teixeira, prefaciadas por Cassiano Ricardo, reunindo toda a obra poética do autor, sendo reeditadas em 1981 (ano do centenário do poeta) e 1998.&lt;br /&gt;O poeta são-pedrense foi agraciado em 1999 com o título post mortem por seus méritos humanos e poéticos, e, de acordo com os estatutos da Academia Internacional de Ciências, Letras, Artes e Filosofia do Rio de Janeiro, com o título do Colar da Ordem Poeta da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ementário (1908)  Tipografia Maré, São Paulo&lt;br /&gt;Poemas Líricos (1925)&lt;br /&gt;Poesias Completas (1959) - Com o prefácio de Cassiano Ricardo - Editora Anhambi - São Paulo.&lt;br /&gt;Poesias Completas (1998) - Com o prefácio de Maria de Lourdes Teixeira, com 527 páginas de poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Fonte: wikipédia e do Livro Poesias Completas de Gustavo Teixeira - Terceira Edição de 1998.</description>
      <pubDate>Thu, 07 Mar 2013 15:58:23 +0000</pubDate>
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