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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Lupicínio Rodrigues</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title> Esses MoÃ§os </title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses moÃ§os, pobres moÃ§os&lt;br /&gt;Ah! Se soubessem o que eu sei&lt;br /&gt;NÃ£o amavam, nÃ£o passavam&lt;br /&gt;Aquilo que jÃ¡ passei&lt;br /&gt;Por meu olhos, por meus sonhos&lt;br /&gt;Por meu sangue, tudo enfim&lt;br /&gt;Ã‰ que peÃ§o&lt;br /&gt;A esses moÃ§os&lt;br /&gt;Que acreditem em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eles julgam que hÃ¡ um lindo futuro&lt;br /&gt;SÃ³ o amor nesta vida conduz&lt;br /&gt;Saibam que deixam o cÃ©u por ser escuro&lt;br /&gt;E vÃ£o ao inferno Ã  procura de luz&lt;br /&gt;Eu tambÃ©m tive nos meus belos dias&lt;br /&gt;Essa mania e muito me custou&lt;br /&gt;Pois sÃ³ as mÃ¡goas que trago hoje em dia&lt;br /&gt;E estas rugas o amor me deixou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses moÃ§os, pobres moÃ§os&lt;br /&gt;Ah! Se soubessem o que eu sei&lt;br /&gt;NÃ£o amavam, nÃ£o passavam&lt;br /&gt;Aquilo que jÃ¡ passei&lt;br /&gt;Por meu olhos, por meus sonhos&lt;br /&gt;Por meu sangue ,tudo enfim&lt;br /&gt;Ã‰ que peÃ§o&lt;br /&gt;A esses moÃ§os&lt;br /&gt;Que acreditem em mim</description>
      <pubDate>Mon, 06 Oct 2014 19:01:57 +0000</pubDate>
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      <title>As aparÃªncias enganam</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Vejam como as aparÃªncias enganam&lt;br /&gt;Como difere a vida dos casais&lt;br /&gt;NÃ£o sÃ£o aqueles que mesmo se amam&lt;br /&gt;Que sempre moram em lugares iguais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns se casam porque se querem&lt;br /&gt;Outros somente por comprazer&lt;br /&gt;Sem nem pensar que por mais que fizerem&lt;br /&gt;Nunca haverÃ£o de deixar de sofrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu criado que estÃ¡ presente&lt;br /&gt;TambÃ©m se passa uma histÃ³ria assim&lt;br /&gt;Ela casou-se com outro vivente&lt;br /&gt;E eu tenho outra mulher para mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃ³ uma coisa eu sempre reclamo&lt;br /&gt;E atÃ© hoje nÃ£o me conformei&lt;br /&gt;Que quem casou com a pessoa que eu amo&lt;br /&gt;Beije na boca que eu tanto beijei</description>
      <pubDate>Fri, 19 Sep 2014 16:19:40 +0000</pubDate>
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      <title>Vida e Obra</title>
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      <description>LupicÃ­nio Rodrigues nasceu em Porto Alegre, 16 de setembro de 1914 e faleceu na mesma cidade em  27 de agosto de 1974, foi um cantor e compositor brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lupe, como era chamado desde pequeno, compÃ´s marchinhas de carnaval e sambas-canÃ§Ã£o, mÃºsicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia por um amor perdido. Foi o inventor do termo &#039;dor-de-cotovelo&#039;, que se refere Ã  prÃ¡tica de quem crava os cotovelos em um balcÃ£o ou mesa de bar, pede um uÃ­sque duplo, e chora pela perda da pessoa amada. Constantemente abandonado pelas mulheres, LupicÃ­nio buscou em sua prÃ³pria vida a inspiraÃ§Ã£o para suas canÃ§Ãµes, onde a traiÃ§Ã£o e o amor andavam sempre juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1935 a 1947, trabalhou como bedel da Faculdade de Direito da UFRGS. Nunca saiu de Porto Alegre, a nÃ£o ser por uns meses em 1939, para conhecer o ambiente musical carioca. Porto Alegre era seu berÃ§o querido e todo o seu universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BoÃªmio, foi proprietÃ¡rio de diversos bares, churrascarias e restaurantes com mÃºsica, que seguidamente ia abrindo e fechando, tudo apenas para ter, antes do lucro, um local para encontro com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torcedor do GrÃªmio, compÃ´s o hino tricolor, em 1953: AtÃ© a pÃ© nÃ³s iremos / para que der e vier / Mas o certo Ã© que nÃ³s estaremos / com o GrÃªmio onde o GrÃªmio estiver. Seu retrato estÃ¡ na Galeria dos Gremistas Imortais, no salÃ£o nobre do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou cerca de uma centena e meia de canÃ§Ãµes editadas; outras centenas que compÃ´s foram perdidas, esquecidas ou estÃ£o Ã  espera de quem as resgate. Encontra-se sepultado no CemitÃ©rio SÃ£o Miguel e Almas em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Aves daninhas&lt;br /&gt;    Cadeira vazia&lt;br /&gt;    Cevando o amargo&lt;br /&gt;    Ela disse-me assim&lt;br /&gt;    Esses moÃ§os, pobres moÃ§os&lt;br /&gt;    Exemplo&lt;br /&gt;    Felicidade&lt;br /&gt;    Foi assim&lt;br /&gt;    Hino do GrÃªmio Foot-Ball Porto Alegrense&lt;br /&gt;    Judiaria&lt;br /&gt;    Loucura&lt;br /&gt;    Maria Rosa&lt;br /&gt;    Migalhas&lt;br /&gt;    Nervos de AÃ§o&lt;br /&gt;    Nunca&lt;br /&gt;    Quem hÃ¡ de dizer&lt;br /&gt;    Se acaso vocÃª chegasse&lt;br /&gt;    Se Ã© verdade&lt;br /&gt;    Sozinha&lt;br /&gt;    Torre de Babel&lt;br /&gt;    Um favor&lt;br /&gt;    VinganÃ§a&lt;br /&gt;    Volta&lt;br /&gt;    ZÃ© Ponte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas curiosidades sobre o autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de boÃªmio, no fim de semana ele virava caseiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â– Quando falam do boÃªmio, tu sempre imagina um camarada que vive na noite, de bar em bar. Mas ele tinha um lado caseiro muito grande. Ele sÃ³ era boÃªmio de segunda a sexta, no fim de semana gostava de reunir a famÃ­lia, fazer churrasco, cozinhar para os amigos. Mais tarde, comprou um sÃ­tio na Cavalhada, ali perto da Avenida Otto Niemeyer, onde criava porco, galinha, pato, e adorava essa vida Â– conta Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃ£o podia chegar em casa depois das 4h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â– Quando ia para a noite, LupicÃ­nio tinha uma carta de alforria da mulher atÃ© as 4h da manhÃ£. Se chegasse Ã s 4h01min, a casa caia. EntÃ£o, ele tinha uma rotina: chegava em casa pontualmente Ã s 4h, tomava uma sopinha e ia deitar. Perto do meio dia, acordava e ia cozinhar. AlmoÃ§ava, tirava uma sesta e, pelas 15h, comeÃ§ava o ritual: vestia o melhor terno e saÃ­a. Como ele era representante da SBACEM (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de MÃºsica), dava uma passada na sede e, logo depois, ia de bar em bar. Usava como desculpa a funÃ§Ã£o de representante do sindicato, mas era sÃ³ isto: uma desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhou na Carris antes da fama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â– Ele chegou a trabalhar na Carris, como auxiliar de mecÃ¢nico, uma espÃ©cie de aprendiz, mas nÃ£o deu certo. Depois, foi ser bedel da faculdade de direito da UFRGS, aquele cara que fica cuidando dos corredores, faz serviÃ§o para os professores. Nessa profissÃ£o, ele ficou muito tempo Â– lembra o diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu melhor amigo era um boxeador que cantava na noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â– O maior amigo do Lupi era o Orlando Silva, um cara conhecido como Johnson. Eram corda e caÃ§amba. O Johnson era boxeador, teve atÃ© grande destaque em Porto Alegre. E o cara era um doce de pessoa: chegou a apanhar de um amigo em comum deles, e apanhou quieto, porque sabia que era muito mais forte que o outro. O Johnson era um dos maiores intÃ©rpretes das composiÃ§Ãµes do LupicÃ­nio, cantava na noite. Era um grande amigo, tanto que as pessoas contam que, no enterro do Lupi, o Johnson nÃ£o conseguia aceitar que ele estava morto, perdeu totalmente a noÃ§Ã£o da realidade, a referÃªncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o culpado por falir todos os investimentos em que punha a mÃ£o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â– Ele foi proprietÃ¡rio de alguns bares e restaurantes. Era sÃ³cio do Rubens Santos. Alguns nÃ£o deram certo, outros duraram mais algum tempo. Mas nenhum existe mais. O Rubens Cardoso reclamava muito, porque o LupicÃ­nio ia de bar em bar e aproveitava para dar uma canja, cantava um pouquinho, e os fÃ£s iam de bar em bar com ele. E acabavam nÃ£o indo no bar dele! Por essas, que ele faliu algumas vezes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quase aposentado pela bossa nova e pela jovem guarda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â– Na dÃ©cada de 1960, ele foi quase ao ostracismo, sofreu muito com a invasÃ£o da jovem guarda, do rock, da tropicÃ¡lia, da bossa nova. O gÃªnero em que ele compunha ficou em segundo plano, principalmente em Porto Alegre. Ele foi voltar sÃ³ depois, nos anos 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi salvo por Caetano Veloso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â– Uma vez, ele encontrou Caetano num bar aqui em Porto Alegre. Caetano saiu de um show todo maquiado e a gauchada ficou com o pÃ© um pouco atrÃ¡s. Baiano, de batom, nÃ£o foi bem recebido. Mas Lupi o acolheu, eles ficaram uma madrugada inteira conversando. Caetano gravou Felicidade. Foi um marco, porque depois ele comeÃ§ou a ser gravado por BethÃ¢nia, Gal, JamelÃ£o, Elza Soares, Elis Regina. Ele acabou voltando. Quando morreu, em 1974, estava no auge de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 14 anos, jÃ¡ circulava pelas rodas de samba (e compunha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â– LupicÃ­nio era um papa-prÃªmio. Onde ele colocava mÃºsica, ganhava trofÃ©u. Com 14 anos, jÃ¡ estava fazendo samba. O pai viu que o guri nÃ£o era flor, gostava de samba, de mulher, de noite, jÃ¡ tinha roda de amigos... Tanto que ele gravou o primeiro samba com 14 anos. Gravou e jÃ¡ ganhou prÃªmio. A mÃºsica se chamava Carnaval. O pai dele, seu Francisco, preocupado com o futuro do guri, alistou o Lupi no exÃ©rcito. Achou que ia mudar a personalidade dele, sÃ³ que nÃ£o deu muito certo. Em Santa Maria, onde ele foi ser praÃ§a, acabou formando um grupo de amigos, formou um grupo para passar a noite inteira tocando samba no quartel. O que fazia com que ele passasse o dia inteiro dormindo pelos cantos do quartel, muito mais do que trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor de cotovelo tinha muito de marketing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nervos de AÃ§o, Cadeira Vazia e Se Acaso VocÃª Chegasse. A cada experiÃªncia amorosa, ele fazia mÃºsica para sublimar a dor. Mas acho que essa histÃ³ria de dor de cotovelo foi uma escolha bastante profissional, nem tanto de catarse artÃ­stica. Porque ele viu que fazia sucesso, as pessoas gostavam e compravam, e ele se firmou no gÃªnero. MÃºsica de dor de cotovelo era muito bem aceita, as pessoas curtiam Â– conta Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu o troco em um dono de restaurante racista da melhor maneira possÃ­vel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â– Ele costumava ir ao restaurante de um portuguÃªs em Porto Alegre. Certo dia, o garÃ§om se recusou a atendÃª-lo, informou que o dono nÃ£o queria mais receber negros. LupicÃ­nio protestou, chamou a polÃ­cia e citou a lei Afonso Arinos (assinada por GetÃºlio Vargas em 1951, que proÃ­be a discriminaÃ§Ã£o racial no Brasil), que tinha sido aprovada havia pouco. Isso foi interessante, porque era quase inÃ©dito um negro protestar dessa maneira, como tambÃ©m era muito difÃ­cil que um delegado acatasse a queixa. O dono do restaurante foi citado judicialmente, respondeu processo. E a vinganÃ§a do Lupi foi ir em um outro restaurante do mesmo dono, para ser servido por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano comemoramos o seu centenÃ¡rio nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: WikipÃ©dia e &lt;a href=&quot;http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/&quot; title=&quot;http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 17 Sep 2014 15:25:15 +0000</pubDate>
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