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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Torquato Neto</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Agora não se fala mais</title>
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      <description>&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #006699;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não se fala mais&lt;br /&gt;toda palavra guarda uma cilada&lt;br /&gt;e qualquer gesto é o fim&lt;br /&gt;do seu início:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não se fala nada&lt;br /&gt;e tudo é transparente em cada forma&lt;br /&gt;qualquer palavra é um gesto&lt;br /&gt;e em sua orla&lt;br /&gt;os pássaros de sempre cantam&lt;br /&gt;nos hospícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não tem que me dizer&lt;br /&gt;o número de mundo deste mundo&lt;br /&gt;não tem que me mostrar&lt;br /&gt;a outra face&lt;br /&gt;face ao fim de tudo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só tem que me dizer&lt;br /&gt;o nome da república do fundo&lt;br /&gt;o sim do fim&lt;br /&gt;do fim de tudo&lt;br /&gt;e o tem do tempo vindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tem que me mostrar&lt;br /&gt;a outra mesma face ao outro mundo&lt;br /&gt;(não se fala. não é permitido:&lt;br /&gt;mudar de idéia. é proibido.&lt;br /&gt;não se permite nunca mais olhares&lt;br /&gt;tensões de cismas crises e outros tempos.&lt;br /&gt;está vetado qualquer movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torcato Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 14 Mar 2023 15:14:14 +0000</pubDate>
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      <title>Cogito</title>
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      <description>eu sou como eu sou&lt;br /&gt;pronome&lt;br /&gt;pessoal intransferível&lt;br /&gt;do homem que iniciei&lt;br /&gt;na medida do impossível&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;eu sou como eu sou&lt;br /&gt;agora&lt;br /&gt;sem grandes segredos dantes&lt;br /&gt;sem novos secretos dentes&lt;br /&gt;nesta hora&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;eu sou como eu sou&lt;br /&gt;presente&lt;br /&gt;desferrolhado indecente&lt;br /&gt;feito um pedaço de mim&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;eu sou como sou&lt;br /&gt;vidente&lt;br /&gt;e vivo tranquilamente&lt;br /&gt;todas as horas do fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Os últimos dias de paupéria, 1982)</description>
      <pubDate>Fri, 09 Jun 2017 03:14:43 +0000</pubDate>
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      <title>Literato Cantabile</title>
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      <description>agora não se fala mais &lt;br /&gt;toda palavra guarda uma cilada &lt;br /&gt;e qualquer gesto é o fim &lt;br /&gt;do seu início;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora não se fala nada &lt;br /&gt;e tudo é transparente em cada forma &lt;br /&gt;qualquer palavra é um gesto &lt;br /&gt;e em sua orla &lt;br /&gt;os pássaros de sempre cantam &lt;br /&gt;nos hospícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você não tem que me dizer &lt;br /&gt;o número de mundo deste mundo &lt;br /&gt;não tem que me mostrar &lt;br /&gt;a outra face &lt;br /&gt;face ao fim de tudo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só tem que me dizer &lt;br /&gt;o nome da república do fundo &lt;br /&gt;o sim do fim do fim de tudo &lt;br /&gt;e o tem do tempo vindo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tem que me mostrar &lt;br /&gt;a outra mesma face ao outro mundo &lt;br /&gt;(não se fala. não é permitido: &lt;br /&gt;mudar de idéia. é proibido. &lt;br /&gt;não se permite nunca mais olhares &lt;br /&gt;tensões de cismas crises e outros tempos. &lt;br /&gt;está vetado qualquer movimento</description>
      <pubDate>Tue, 26 Jan 2016 17:28:38 +0000</pubDate>
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      <title>Daqui Pra Lá de Lá Pra Cá</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Era um pacato cidadão&lt;br /&gt;sem documento&lt;br /&gt;não tinha nome profissão&lt;br /&gt;não teve tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas certo dia deu-se um caso&lt;br /&gt;e ele embarcou num disco&lt;br /&gt;e foi levado pra bem longe do asterisco&lt;br /&gt;em que vivemos&lt;br /&gt;ele partiu e não voltou&lt;br /&gt;e não voltou porque não quis&lt;br /&gt;quero dizer&lt;br /&gt;ficou por lá&lt;br /&gt;já que por lá se é mais feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e um espaçograma ele enviou&lt;br /&gt;pra quem quisesse compreender&lt;br /&gt;mas ninguém nunca decifrou&lt;br /&gt;o que ele nos mandou dizer&lt;br /&gt;terramarear atenção&lt;br /&gt;o futuro é hoje&lt;br /&gt;e cabe na mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vietvistavisão&lt;br /&gt;para azar de quem não sabe&lt;br /&gt;e não crê&lt;br /&gt;que se pode sempre a sorte escolher&lt;br /&gt;e enterrar qualquer estrela&lt;br /&gt;no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vietvistavisão&lt;br /&gt;terramarear atenção&lt;br /&gt;fica a morte por medida&lt;br /&gt;fica a vida por prisão</description>
      <pubDate>Mon, 06 Oct 2014 15:15:12 +0000</pubDate>
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      <title>Vida e Obra</title>
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      <description>Torquato Pereira de Araújo Neto (Teresina, 9 de novembro de 1944  Rio de Janeiro, 10 de novembro de 1972) foi um poeta, jornalista, letrista de música popular, experimentador da contracultura brasileiro.&lt;br /&gt;Torquato Neto era filho de um defensor público (Heli da Rocha Nunes) e de uma professora primária de Teresina (Maria Salomé Nunes). Mudou-se para Salvador aos 16 anos para os estudos secundários, onde foi contemporâneo de Gilberto Gil no Colégio Nossa Senhora da Vitória e trabalhou como assistente no filme Barravento, de Gláuber Rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torquato envolveu-se ativamente na cena cultural soteropolitana, onde conheceu, além de Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar jornalismo na universidade, mas nunca chegou a se formar. Trabalhou para diversos veículos da imprensa carioca, com colunas sobre cultura no Correio da Manhã, Jornal dos Sports e Última Hora. Torquato atuava como um agente cultural e polemista defensor das manifestações artísticas de vanguarda, como a Tropicália, o Cinema Marginal e a Poesia Concreta, circulando no meio cultural efervescente da época, ao lado de amigos como os poetas Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos, o cineasta Ivan Cardoso e o artista plástico Hélio Oiticica. Nesta época, Torquato passou a ser visto como um dos participantes do Tropicalismo, tendo escrito o breviário &quot;Tropicalismo para principiantes&quot;, onde defendeu a necessidade de criar um &quot;pop&quot; genuinamente brasileiro: &quot;Assumir completamente tudo que a vida dos trópicos pode dar, sem preconceitos de ordem estética, sem cogitar de cafonice ou mau gosto, apenas vivendo a tropicalidade e o novo universo que ela encerra, ainda desconhecido&quot;. Torquato também foi um importante letrista de canções icônicas do movimento tropicalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da década de 1960, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano, viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher Ana Maria e morou em Londres por um breve período. De volta ao Brasil, no início dos anos 1970, Torquato começou a se isolar, sentindo-se alienado tanto pelo regime militar quanto pela &quot;patrulha ideológica&quot; de esquerda. Passou por uma série de internações para tratar do alcoolismo, e rompeu diversas amizades. Em julho de 1971, escreveu a Hélio Oiticica: &quot;O chato, Hélio, aqui, é que ninguém mais tem opinião sobre coisa alguma. Todo mundo virou uma espécie de Capinam (esse é o único de quem eu não gosto mesmo: é muito burro e mesquinho), e o que eu chamo de conformismo geral é isso mesmo, a burrice, a queimação de fumo o dia inteiro, como se isso fosse curtição, aqui é escapismo, vanguardismo de Capinam que é o geral, enfim, poesia sem poesia, papo furado, ninguém está em jogo, uma droga. Tudo parado, odeio.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torquato se matou um dia depois de seu 28º aniversário, em 1972. Depois de voltar de uma festa, trancou-se no banheiro e abriu o gás. Sua mulher dormia em outro aposento da casa. O escritor foi encontrado na manhã seguinte pela empregada da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua nota suicida dizia: &quot;FICO. Não consigo acompanhar a marcha do progresso de minha mulher ou sou uma grande múmia que só pensa em múmias mesmo vivas e lindas feito a minha mulher na sua louca disparada para o progresso. Tenho saudades como os cariocas do tempo em que eu me sentia e achava que era um guia de cegos. Depois começaram a ver e enquanto me contorcia de dores o cacho de banana caía. De modo que FICO sossegado por aqui mesmo enquanto dure. Ana é uma SANTA de véu e grinalda com um palhaço empacotado ao lado. Não acredito em amor de múmias e é por isso que eu FICO e vou ficando por causa de este amor. Pra mim chega! Vocês aí, peço o favor de não sacudirem demais o Thiago. Ele pode acordar&quot;. Thiago era o filho de dois anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1980, a partir de 1984, as gerações mais recentes puderam apreciar o talento poético de Torquato através de seu obscuro poema, &quot;Go Back&quot;, que naquele ano recebeu a primeira gravação musical do grupo Titãs, com música feita pelo tecladista e um dos cantores do grupo, Sérgio Britto. A popularidade seria consagrada em 1988, quando os Titãs deram um arranjo ainda mais vigoroso à música, faixa-título de um disco gravado em Montreux, na Suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada do dia 27 de setembro de 2010, seu pai, o defensor público Dr. Heli Rocha Nunes, 92 anos de idade, morreu em Teresina, após uma parada cardíaca. A família aguardou a chegada do único filho do poeta piauiense, Thiago de Araújo Nunes (piloto de aeronave em uma companhia aérea brasileira), para realizar o sepultamento do avô.&lt;br /&gt;Frases&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela (). Quem não se arrisca não pode berrar.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A coisa mais linda que existe (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    A rua (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Ai de mim, Copacabana (com Caetano Veloso)&lt;br /&gt;    Andarandei (com Renato Piau)&lt;br /&gt;    Cantiga (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Capitão Lampião (com Caetano Veloso)&lt;br /&gt;    Começar pelo recomeço (com Luiz Melodia)&lt;br /&gt;    Daqui pra lá, de lá pra cá&lt;br /&gt;    Dente por dente (com Jards Macalé)&lt;br /&gt;    Destino (com Jards Macalé)&lt;br /&gt;    Deus vos salve a casa santa (com Caetano Veloso)&lt;br /&gt;    Domingou (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Fique sabendo (com João Bosco e Chico Enói)&lt;br /&gt;    Geleia geral (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Go back (com Sérgio Britto)&lt;br /&gt;    Juliana (com Caetano Veloso)&lt;br /&gt;    Let&#039;s play that (com Jards Macalé)&lt;br /&gt;    Lost in the paradise (com Caetano Veloso)&lt;br /&gt;    Louvação (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Lua nova (com Edu Lobo)&lt;br /&gt;    Mamãe coragem (com Caetano Veloso)&lt;br /&gt;    Marginália II (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Meu choro pra você (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Minha Senhora (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Nenhuma dor (com Caetano Veloso)&lt;br /&gt;    O bem, o mal (com Sérgio Britto)&lt;br /&gt;    O homem que deve morrer (com Nonato Buzar)&lt;br /&gt;    O nome do mistério (com Geraldo Azevedo)&lt;br /&gt;    Pra dizer adeus (com Edu Lobo)&lt;br /&gt;    Quase adeus (com Nonato Buzar e Carlos Monteiro de Sousa)&lt;br /&gt;    Que película (com Nonato Buzar)&lt;br /&gt;    Que tal (com Luís Melodia)&lt;br /&gt;    Rancho da boa-vinda (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Rancho da rosa encarnada (com Gilberto Gil e Geraldo Vandré)&lt;br /&gt;    Soy loco por ti, América (com Gilberto Gil e Capinam)&lt;br /&gt;    Todo dia é dia D (com Carlos Pinto)&lt;br /&gt;    Três da madrugada (com Carlos Pinto)&lt;br /&gt;    Tudo muito azul (com Roberto Menescal)&lt;br /&gt;    Um dia desses eu me caso com você (com Paulo Diniz)&lt;br /&gt;    Veleiro (com Edu Lobo)&lt;br /&gt;    Vem menina (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Venho de longe (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Vento de maio (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;    Zabelê (com Gilberto Gil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Wikipédia&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 29 Sep 2014 16:35:47 +0000</pubDate>
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