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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>José Saramago</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>O EgoÃ­smo Pessoal Tapa Todos os Horizontes</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=3046</link>
      <description>&lt;br /&gt; O mal e o remÃ©dio estÃ£o em nÃ³s. A mesma espÃ©cie humana que agora nos indigna, indignou-se antes e indignar-se-Ã¡ amanhÃ£. Agora vivemos um tempo em que o egoÃ­smo pessoal tapa todos os horizontes. Perdeu-se o sentido da solidariedade, o sentido cÃ­vico, que nÃ£o deve confundir-se nunca com a caridade. Ã‰ um tempo escuro, mas chegarÃ¡, certamente, outra geraÃ§Ã£o mais autÃªntica. Talvez o homem nÃ£o tenha remÃ©dio, nÃ£o tenhamos progredido muito em bondade em milhares e milhares de anos sobre a Terra. Talvez estejamos a percorrer um longo e interminÃ¡vel caminho que nos leva ao ser humano. Talvez, nÃ£o sei onde nem quando, cheguemos a ser aquilo que temos de ser. Quando metade do mundo morre de fome e a outra metade nÃ£o faz nada... alguma coisa nÃ£o funciona. Talvez um dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JosÃ© Saramago, in &#039;La Verdade (1994)&#039;</description>
      <pubDate>Tue, 18 Feb 2014 21:25:51 +0000</pubDate>
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      <title>A Minha Lista dos Grandes Autores</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=2433</link>
      <description>Uma revista espanhola teve a ideia de pedir a uns quantos escritores que elaborassem a sua Ã¡rvore genealÃ³gica literÃ¡ria, isto Ã©, a que outros autores consideravam eles como avoengos seus, directos ou indirectos, excluindo-se do inventado parentesco, obviamente, qualquer presunÃ§Ã£o de relaÃ§Ãµes ou equivalÃªncias de mÃ©rito que a realidade, pelo menos no meu caso, logo se encarregaria de desmentir. TambÃ©m se pedia que, em brevÃ­ssimas palavras, fosse dada a justificaÃ§Ã£o dessa espÃ©cie de adopÃ§Ã£o ao contrÃ¡rio, em que era o Â«descendenteÂ» a escolher o Â«ascendenteÂ». A cada escritor consultado foi entregue o desenho de uma Ã¡rvore com onze molduras dispersas pelos diferentes ramos, onde suponho que hÃ£o-de vir a aparecer os retratos dos autores escolhidos. A minha lista, com a respectiva fundamentaÃ§Ã£o, foi esta: LuÃ­s de CamÃµes, porque, como escrevi no Â«Ano da Morte de Ricardo ReisÂ», todos os caminhos portugueses a ele vÃ£o dar; Padre AntÃ³nio Vieira, porque a lÃ­ngua portuguesa nunca foi mais bela que quando ele a escreveu; Cervantes, porque sem ele a PenÃ­nsula IbÃ©rica seria uma casa sem telhado; Montaigne, porque nÃ£o precisou de Freud para saber quem era; Voltaire, porque perdeu as ilusÃµes sobre a humanidade e sobreviveu a isso; Raul BrandÃ£o, porque demonstrou que nÃ£o Ã© preciso ser-se gÃ©nio para escrever um livro genial, o Â«HÃºmusÂ»; Fernando Pessoa, porque a porta por onde se chega a ele Ã© a porta por onde se chega a Portugal; Kafka, porque provou que o homem Ã© um coleÃ³ptero; EÃ§a de Queiroz, porque ensinou a ironia aos portugueses; Jorge Luis Borges, porque inventou a literatura virtual; Gogol, porque contemplou a vida humana e achou-a triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JosÃ© Saramago, in &#039;Cadernos de Lanzarote (1996)&#039;</description>
      <pubDate>Sat, 23 Nov 2013 12:45:30 +0000</pubDate>
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      <title>Que Humanidade Ã© Esta?</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1777</link>
      <description>Se o homem nÃ£o for capaz de organizar a economia mundial de forma a satisfazer as necessidades de uma humanidade que estÃ¡ a morrer de fome e de tudo, que humanidade Ã© esta? NÃ³s, que enchemos a boca com a palavra humanidade, acho que ainda nÃ£o chegÃ¡mos a isso, nÃ£o somos seres humanos. Talvez cheguemos um dia a sÃª-lo, mas nÃ£o somos, falta-nos mesmo muito. Temos aÃ­ o espectÃ¡culo do mundo e Ã© uma coisa arrepiante. Vivemos ao lado de tudo o que Ã© negativo como se nÃ£o tivesse qualquer importÃ¢ncia, a banalizaÃ§Ã£o do horror, a banalizaÃ§Ã£o da violÃªncia, da morte, sobretudo se for a morte dos outros, claro. Tanto nos faz que esteja a morrer gente em Sarajevo, e tambÃ©m nÃ£o devemos falar desta cidade, porque o mundo Ã© um imenso Sarajevo. E enquanto a consciÃªncia das pessoas nÃ£o despertar isto continuarÃ¡ igual. Porque muito do que se faz, faz-se para nos manter a todos na abulia, na carÃªncia de vontade, para diminuir a nossa capacidade de intervenÃ§Ã£o cÃ­vica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JosÃ© Saramago, in &#039;Canarias7 (1994)&#039;</description>
      <pubDate>Thu, 19 Jul 2012 20:51:38 +0000</pubDate>
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      <title>A RevoluÃ§Ã£o da Bondade</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1717</link>
      <description>Acho que a grande revoluÃ§Ã£o, e o livro Â«Ensaio sobre a CegueiraÂ» fala disso, seria a revoluÃ§Ã£o da bondade. Se nÃ³s, de um dia para o outro, nos descobrÃ­ssemos bons, os problemas do mundo estariam resolvidos. Claro que isso nem Ã© uma utopia, Ã© um disparate. Mas a consciÃªncia de que isso nÃ£o acontecerÃ¡, nÃ£o nos deve impedir, cada um consigo mesmo, de fazer tudo o que pode para reger-se por princÃ­pios Ã©ticos. Pelo menos a sua passagem por este mundo nÃ£o terÃ¡ sido inÃºtil e, mesmo que nÃ£o seja extremamente Ãºtil, nÃ£o terÃ¡ sido perniciosa. Quando nÃ³s olhamos para o estado em que o mundo se encontra, damo-nos conta de que hÃ¡ milhares e milhares de seres humanos que fizeram da sua vida uma sistemÃ¡tica acÃ§Ã£o perniciosa contra o resto da humanidade. Nem Ã© preciso dar-lhes nomes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JosÃ© Saramago, in &quot; Folha de S. Paulo, Outubro 1995&quot; </description>
      <pubDate>Sun, 06 May 2012 15:40:55 +0000</pubDate>
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      <title>Eu luminoso nÃ£o sou</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1249</link>
      <description>Eu luminoso nÃ£o sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu luminoso nÃ£o sou. Nem sei que haja &lt;br /&gt;Um poÃ§o mais remoto, e habitado &lt;br /&gt;De cegas criaturas, de histÃ³rias e assombros. &lt;br /&gt;Se, no fundo poÃ§o, que Ã© o mundo &lt;br /&gt;Secreto e intratÃ¡vel das Ã¡guas interiores, &lt;br /&gt;Uma roda de cÃ©u ondulando se alarga, &lt;br /&gt;Digamos que Ã© o mar: como o rÃ¡pido canto &lt;br /&gt;Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirÃ¡vel &lt;br /&gt;O movimento de asas. O musgo Ã© um silÃªncio, &lt;br /&gt;E as cobras-d&#039;Ã¡gua dobram rugas no cÃ©u, &lt;br /&gt;Enquanto, devagar, as aves se recolhem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(in PROVAVELMENTE ALEGRIA, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1985, 3Âª EdiÃ§Ã£o)</description>
      <pubDate>Mon, 08 Nov 2010 19:15:48 +0000</pubDate>
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