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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Antero de Quental</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Jura</title>
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      <description>Pelas rugas da fronte que medita...&lt;br /&gt;Pelo olhar que interroga  e não vê nada...&lt;br /&gt;Pela miséria e pela mão gelada&lt;br /&gt;Que apaga a estrela que nossa alma fita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo estertor da chama que crepita&lt;br /&gt;No ultimo arranco d&#039;uma luz minguada...&lt;br /&gt;Pelo grito feroz da abandonada&lt;br /&gt;Que um momento de amante fez maldita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quanto há de fatal, que quanto há misto&lt;br /&gt;De sombra e de pavor sob uma lousa...&lt;br /&gt;Oh pomba meiga, pomba de esperança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu t&#039;o juro, menina, tenho visto&lt;br /&gt;Cousas terriveis  mas jamais vi cousa&lt;br /&gt;Mais feroz do que um riso de criança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antero de Quental, in &quot;Sonetos&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 07 Oct 2013 00:15:39 +0000</pubDate>
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      <title>Evolução</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1819</link>
      <description>Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo &lt;br /&gt;tronco ou ramo na incógnita floresta... &lt;br /&gt;Onda, espumei, quebrando-me na aresta &lt;br /&gt;Do granito, antiquíssimo inimigo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rugi, fera talvez, buscando abrigo &lt;br /&gt;Na caverna que ensombra urze e giesta; &lt;br /&gt;O, monstro primitivo, ergui a testa &lt;br /&gt;No limoso paúl, glauco pascigo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou homem, e na sombra enorme &lt;br /&gt;Vejo, a meus pés, a escada multiforme, &lt;br /&gt;Que desce, em espirais, da imensidade... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrogo o infinito e às vezes choro... &lt;br /&gt;Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro &lt;br /&gt;E aspiro unicamente à liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antero de Quental, in &quot;Sonetos&quot;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 16 Oct 2012 18:52:17 +0000</pubDate>
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      <title>A Importância da Mulher no Progresso da Civilização</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1772</link>
      <description>Se na história não procurarmos só uma data ou um facto descarnado, mas tentarmos nela descobrir alguma coisa mais, um princípio harmónico e as leis que governam esses factos, ainda nas suas menores evoluções, veremos que a história da civilização da mulher, do seu desenvolvimento e da sua moralidade, anda sempre ligada aos factos do desenvolvimento da civilização e da moralidade dos povos: veremos que aonde a sua condição se amesquinha, onde desce em dignidade, onde a mulher em vez do triplo e sagrado carácter de amante, esposa e mãe passa a ser escrava sem liberdade nem vontade, só destinada a saciar as paixões brutais dum senhor devasso, aí também veremos descer o nível da civilização e moralidade: à doçura dos costumes suceder a fereza e a brutalidade; e em vez do amor, essa flor do sentimento pura e recatada, só apareceram a paixão instintiva e brutal, necessidade puramente física do animal que obedece à lei da reprodução, à devassidão e à poligamia! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antero de Quental, in &#039;Prosas da Época de Coimbra&#039;</description>
      <pubDate>Fri, 06 Jul 2012 19:29:12 +0000</pubDate>
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      <title>Mãe...</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1688</link>
      <description>Mãe  que adormente este viver dorido, &lt;br /&gt;E me vele esta noite de tal frio, &lt;br /&gt;E com as mãos piedosas ate o fio &lt;br /&gt;Do meu pobre existir, meio partido... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me leve consigo, adormecido, &lt;br /&gt;Ao passar pelo sítio mais sombrio... &lt;br /&gt;Me banhe e lave a alma lá no rio &lt;br /&gt;Da clara luz do seu olhar querido... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dava o meu orgulho de homem  dava &lt;br /&gt;Minha estéril ciência, sem receio, &lt;br /&gt;E em débil criancinha me tornava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descuidada, feliz, dócil também, &lt;br /&gt;Se eu podesse dormir sobre o teu seio, &lt;br /&gt;Se tu fosses, querida, a minha mãe! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antero de Quental, in &quot;Sonetos&quot;</description>
      <pubDate>Fri, 04 May 2012 18:35:02 +0000</pubDate>
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      <title>Espiritualismo</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1252</link>
      <description>Junto do mar, que erguia gravemente&lt;br /&gt;A trágica voz rouca, enquanto o vento&lt;br /&gt;Passava como o voo dum pensamento&lt;br /&gt;Que busca e hesita, inquieto e intermitente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto do mar sentei-me tristemente,&lt;br /&gt;Olhando o céu pesado e nevoento,&lt;br /&gt;E interroguei, cismando, esse lamento&lt;br /&gt;Que saía das coisas vagamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que inquieto desejo vos tortura,&lt;br /&gt;Seres elementares, força obscura?&lt;br /&gt;Em volta de que ideia gravitais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na imensa extensão onde se esconde&lt;br /&gt;O inconsciente imortal só me responde&lt;br /&gt;Um bramido, um queixume e nada mais.</description>
      <pubDate>Tue, 09 Nov 2010 16:38:46 +0000</pubDate>
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