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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Ruy Belo</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Emprego e Desemprego do Poeta</title>
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      <description>Deixai que em suas mãos cresça o poema &lt;br /&gt;como o som do avião no céu sem nuvens &lt;br /&gt;ou no surdo verão as manhãs de domingo &lt;br /&gt;Não lhe digais que é mão-de-obra a mais &lt;br /&gt;que o tempo não está para a poesia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicar versos em jornais que tiram milhares &lt;br /&gt;talvez até alguns milhões de exemplares &lt;br /&gt;haverá coisa que se lhe compare? &lt;br /&gt;Grandes mulheres como semiramis &lt;br /&gt;públia hortênsia de castro ou vitória colonna &lt;br /&gt;todas aquelas que mais íntimo morreram &lt;br /&gt;não fizeram tanto por se imortalizar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh que agradável não é ver um poeta em exercício &lt;br /&gt;chegar mesmo a fazer versos a pedido &lt;br /&gt;versos que ao lê-los o mais arguto crítico em vão procuraria &lt;br /&gt;quem evitasse a guerra maiúsculas-minúsculas melhor &lt;br /&gt;Bem mais do que a harmonia entre os irmãos &lt;br /&gt;o poeta em exercício é como azeite precioso derramado &lt;br /&gt;na cabeça e na barba de aarão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorai profissionais da caridade &lt;br /&gt;pelo pobre poeta aposentado &lt;br /&gt;que já nem sabe onde ir buscar os versos &lt;br /&gt;Abandonado pela poesia &lt;br /&gt;oh como são compridos para ele os dias &lt;br /&gt;nem mesmo sabe aonde pôr as mãos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruy Belo, in &quot;Aquele Grande Rio Eufrates&quot;</description>
      <pubDate>Thu, 22 Aug 2013 20:45:24 +0000</pubDate>
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      <title>Grandeza do Homem</title>
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      <description>Somos a grande ilha do silêncio de deus &lt;br /&gt;Chovam as estações soprem os ventos &lt;br /&gt;jamais hão-de passar das margens &lt;br /&gt;Caia mesmo uma bota cardada &lt;br /&gt;no grande reduto de deus e não conseguirá &lt;br /&gt;desvanecer a primitiva pegada &lt;br /&gt;É esta a grande humildade a pequena &lt;br /&gt;e pobre grandeza do homem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruy Belo, in &quot;Aquele Grande Rio Eufrates&quot;</description>
      <pubDate>Tue, 30 Jul 2013 16:16:04 +0000</pubDate>
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      <title>Portugal, Sacro-Profano Lugar Onde</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1416</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste país sem olhos e sem boca&lt;br /&gt;hábito dos rios castanheiros costumados&lt;br /&gt;país palavra húmida e translúcida&lt;br /&gt;palavra tensa e densa com certa espessura&lt;br /&gt;(pátria de palavra apenas tem a superfície)&lt;br /&gt;os comboios são mansos têm dorsos alvos&lt;br /&gt;engolem povoados limpamente&lt;br /&gt;tiram gente de aqui e põem-na ali&lt;br /&gt;retalham os campos congregam-se&lt;br /&gt;dividem-se nas várias direcções&lt;br /&gt;e os homens dão-lhes boas digestões;&lt;br /&gt;cordeiros de metal ou talvez grilos&lt;br /&gt;que mãe aperta ao peito os filhos ao ouvi-los?&lt;br /&gt;Neste país do espaço raso do silêncio e solidão&lt;br /&gt;solidão da vidraça solidão da chuva&lt;br /&gt;país natal dos barcos e do mar&lt;br /&gt;do preto como cor profissional&lt;br /&gt;dos templos onde a devoção se multiplica em luzes&lt;br /&gt;do natal que há no mar da póvoa do varzim&lt;br /&gt;país do sino objecto inútil&lt;br /&gt;única coisa a mais sobre estes dias&lt;br /&gt;Aqui é que eu coisa feita de dias única razão&lt;br /&gt;vou polindo o poema sensação de segurança&lt;br /&gt;com a saúde de um grito ao sol&lt;br /&gt;combalido tirito imito a dor&lt;br /&gt;de se poder estar só e haver casas&lt;br /&gt;cuidados mastigados coisas sérias&lt;br /&gt;o bafo sobre o aço como o vento na água&lt;br /&gt;País poema homem&lt;br /&gt;matéria para mais esquecimento&lt;br /&gt;do fundo deste dia solitário e triste&lt;br /&gt;após as sucessivas quebras de calor&lt;br /&gt;antes da morte pequenina celular e muito pessoal&lt;br /&gt;natural como descer da camioneta ao fim da rua&lt;br /&gt;neste país sem olhos e sem boca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem de Palavra(s) Editorial Presença, 1978 (reedição)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 03 Jul 2011 20:40:04 +0000</pubDate>
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      <title>Mas que sei eu</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1312</link>
      <description>&lt;br /&gt;Mas que sei eu das folhas no outono&lt;br /&gt;ao vento vorazmente arremessadas&lt;br /&gt;quando eu passo pelas madrugadas&lt;br /&gt;tal como passaria qualquer dono?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que é vão o vento e lento o sono&lt;br /&gt;e acabam coisas mal principiadas&lt;br /&gt;no ínvio precipício das geadas&lt;br /&gt;que pressinto no meu fundo abandono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum súbito súbdito lamenta&lt;br /&gt;a dor de assim passar que me atormenta&lt;br /&gt;e me ergue no ar como outra folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;qualquer. Mas eu que sei destas manhãs?&lt;br /&gt;As coisas vêm vão e são tão vãs&lt;br /&gt;como este olhar que ignoro que me olha&lt;br /&gt; </description>
      <pubDate>Mon, 31 Jan 2011 21:38:02 +0000</pubDate>
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      <title>Vida e Obra</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1302</link>
      <description>Ruy de Moura Belo, nasceu em São João da Ribeira, Rio Maior, 27 de Fevereiro de 1933 Queluz, e faleceu em 8 de Agosto de 1978, foi um poeta e ensaísta português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1951 entrou para a Universidade de Coimbra como aluno de Direito e tornou-se membro da Opus Dei. Concluiu o curso de direito em Lisboa, em 1956, ano em que partiu para Roma, doutorando-se em direito canónico pela Universidade S. Tomás de Aquino (Angelicum), dois anos depois, com uma tese intitulada &quot;Ficção Literária e Censura Eclesiástica&quot;.&lt;br /&gt;Regressado a Portugal, trabalhou no campo editorial e em 1961 entrou na Faculdade de Letras de Lisboa, recebendo uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para investigação, abandonou a Opus Dei e foi leitor de Português em Madrid entre 1971 e 1977.&lt;br /&gt;Exerceu, ainda que brevemente, um cargo de director-adjunto no então ministério da Educação Nacional, mas o seu relacionamento com opositores ao regime da época, a participação na greve académica de 1962 e a sua candidatura a deputado, em 1969, pelas listas da Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, levaram a que as suas actividades fossem vigiadas e condicionadas. Ocupou, ainda, um lugar de leitor de Português na Universidade de Madrid (1971-1977). Regressado, então, a Portugal, foi-lhe recusada a possibilidade de leccionar na Faculdade de Letras de Lisboa, dando aulas na Escola Técnica do Cacém, no ensino nocturno. Em 1991 foi condecorado, a título póstumo, com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant&#039;iago da Espada.&lt;br /&gt;Foi, na sua passagem pela imprensa, director literário da Editorial Aster e chefe de redacção da revista Rumo, os seus primeiros livros de poesia foram Aquele Grande Rio Eufrates de 1961 e O Problema da Habitação de 1962. Às colectâneas de ensaios Poesia Nova de 1961 e Na Senda da Poesia de 1969, seguiram-se obras cuja temática se prende ao religioso e ao metafísico, sob a forma de interrogações acerca da existência. É o caso de Boca Bilingue de 1966, Homem de Palavras(s) de 1969, País Possível de 1973, antologia), Transporte no Tempo de 1973, A Margem da Alegria de 1974, Toda a Terra de 1976 e Despeço-me da Terra da Alegria de 1977. O versilibrismo dos seus poemas conjuga-se com um domínio das técnicas poéticas tradicionais. A sua obra, organizada em três volumes sob o título Obra Poética de Ruy Belo, em 1981, foi, entretanto, alvo de revisitação crítica, sendo considerada uma das obras cimeiras, apesar da brevidade da vida do poeta, da poesia portuguesa contemporânea.&lt;br /&gt;Apesar do curto período de actividade literária, Ruy Belo tornou-se um dos maiores poetas portugueses da segunda metade do século XX, tendo as suas obras sido reeditadas diversas vezes.&lt;br /&gt;Destacou-se ainda pela tradução de autores como Antoine de Saint-Exupéry, Montesquieu, Jorge Luís Borges e Federico García Lorca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, publica-se Todos os Poemas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras poéticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele Grande Rio Eufrates (1961)&lt;br /&gt;O Problema da Habitação (1962)&lt;br /&gt;Boca Bilingue (1966)&lt;br /&gt;Homem de Palavra(s) (1969)&lt;br /&gt;Transporte no Tempo (1973)&lt;br /&gt;País Possível (1973)&lt;br /&gt;A Margem da Alegria (1974)&lt;br /&gt;Toda a Terra (1976)&lt;br /&gt;Despeço-me da Terra da Alegria (1978).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em espanhol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problema de la habitación, Ediciones Sequitur, Madrid, 2009. ISBN: 978-84-95363-50-3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*pesquisa realizada em sites da rede.</description>
      <pubDate>Sun, 16 Jan 2011 22:00:00 +0000</pubDate>
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