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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Almeida Garrett</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Vida e Obra</title>
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      <description>João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, visconde de Almeida Garrett, escritor romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de Estado honorário português (Porto, 4 de Fevereiro de 1799  Lisboa, 9 de Dezembro de 1854).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de António Bernardo da Silva Garrett e Ana Augusta de Almeida Leitão, o escritor passou parte da infância em Portugal continental, mas teve de seguir para os Açores (Angra do Heroísmo) quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Açores foi instruído pelo tio, Dom Alexandre, bispo de Angra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1818 seguiu para Coimbra, onde se matriculou no curso de Direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 1818 publicou O Retrato de Vénus, trabalho que lhe custou um processo por ser considerado &quot;materialista, ateu e imoral&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participou da revolução liberal de 1820, seguindo para o exílio na Inglaterra em 1823, após a Vilafrancada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes havia casado com Luísa Midosi, de apenas 14 anos. Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento romântico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores e visitando castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas, vivências que se reflectiriam na sua obra posterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1824, seguiu para França, onde escreveu Camões (1825) e Dona Branca (1826), poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura romântica em Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1826 foi amnistiado e regressou à pátria com os últimos emigrados, mas teria de deixar Portugal novamente em 1828, com o regresso do Rei absolutista D. Miguel. Ainda nesse ano perdeu a filha recém-nascida. Novamente em Inglaterra, publica Adozinda (1828) e Catão (1828).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com Alexandre Herculano e Joaquim António de Aguiar, tomou parte no Desembarque do Mindelo em 1832. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória do Liberalismo permitiu-lhe instalar-se novamente em Portugal, após curta estadia em Bruxelas como cônsul-geral e encarregado de negócios, onde lê Schiller, Goethe e Herder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal exerceu cargos políticos, distinguindo-se nos anos 30 e 40 como um dos maiores oradores nacionais. Foram de sua iniciativa a criação do Conservatório de Arte Dramática, da Inspecção-Geral dos Teatros, do Panteão Nacional e do Teatro Normal (actualmente Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa). Mais do que construir um teatro, Garrett procurou sobretudo renovar a produção dramática nacional segundo os cânones já vigentes no estrangeiro. Em 1838, leva à cena Gil Vicente, pouco depois D. Filipa de Vilhena e, em 1842, O Alfageme de Santarém, todas sobre temas da história de Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1844 é publicada a sua obra-prima, Frei Luís de Sousa, que um crítico alemão, Otto Antscherl, considerou a &quot;obra mais brilhante que o teatro romântico produziu&quot;. Estas peças marcam uma viragem na literatura portuguesa não só na selecção dos temas, que privilegiam a história nacional em vez da antiguidade clássica, como sobretudo na liberdade da acção e na naturalidade dos diálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1843, Garrett publica o Romanceiro e o Cancioneiro Geral, colectâneas de poesias populares portuguesas, e em 1845 o primeiro volume d&#039;O Arco de Santana (o segundo apareceria em 1850), romance histórico inspirado pelo Notre Dame de Paris de Victor Hugo; esta obra seduz não só pela recriação do ambiente medieval do Porto, mas sobretudo pela qualidade da prosa, desespartilhada das convenções anteriores e muito mais próxima da linguagem falada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra que se lhe seguiu deu expressão ainda mais vigorosa a estas tendências: Viagens na minha terra, livro híbrido em que impressões de viagem, de arte, paisagens e costumes se entrelaçam com uma novela romântica sobre factos contemporâneos do autor e ocorridos na proximidade dos lugares descritos (outra inovação para a época, em que predominava o romance histórico). A naturalidade da narrativa disfarça a complexidade da estrutura desta obra, em que alternam e se entrecruzam situações discursivas, estilos, narradores e temas muito diversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na poesia, Garrett não foi menos inovador. As duas colectâneas publicadas na última fase da sua vida (Flores sem fruto, de 1844, e sobretudo Folhas caídas, de 1853) introduziram uma espontaneidade e uma simplicidade praticamente desconhecidas na poesia portuguesa anterior. Ao lado de poemas de exaltada expressão pessoal surgem pequenas obras-primas de singeleza ímpar como &quot;Pescador da barca bela&quot;, próximas da poesia popular quando não das cantigas medievais; a liberdade da metrificação, o vocabulário corrente, o ritmo e a pontuação carregados de subjectividade são as principais marcas destas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Garrett foi tão apaixonante quanto a sua obra. Revolucionário nos anos 20 e 30, distinguiu-se posteriormente sobretudo como o tipo perfeito do dandy, ou janota, tornando-se árbitro de elegâncias e príncipe dos salões mundanos. Separado da esposa, passa a viver em mancebia com D. Adelaide Pastor até à morte desta em 1841. A partir de 1846, a sua musa é a viscondessa da Luz, Rosa Montufar Infante, inspiradora dos arroubos românticos das Folhas caídas. Em 1851, Garrett é feito visconde de Almeida Garrett em duas vidas, e em 1852 sobraça, por poucos dias, a pasta dos Negócios Estrangeiros em governo presidido pelo Duque de Saldanha. Faleceu de cancro em 1854.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XIX e em boa parte do século XX, a obra literária de Garrett era geralmente tida como uma das mais geniais da língua, inferior apenas à de Camões. A crítica do século XX (notavelmente João Gaspar Simões) veio questionar esta apreciação, assinalando os aspectos mais fracos da produção garrettiana. No entanto, a sua obra conservará para sempre o seu lugar na história da literatura portuguesa, pelas inovações que a ela trouxe e que abriram novos rumos aos autores que se lhe seguiram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garrett, até pelo acentuado individualismo que atravessa toda a sua obra, merece ser considerado o autor mais representativo do romantismo em Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bibliografia ordenada e completada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Poemas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hino Patriótico, poema. Porto, 1820 &lt;br /&gt;Ao corpo académico, poema. Coimbra 1821 &lt;br /&gt;Retrato de Vénus, poema Coimbra, 1821 &lt;br /&gt;Camões, poema. Paris, 1825 &lt;br /&gt;Dona Branca ou a Conquista do Algarve, poema. Paris, 1826 (pseud. de F. E.) &lt;br /&gt;Adozinda, poema. Londres, 1828 &lt;br /&gt;Lyrica de João Mínimo. Londres, 1829 &lt;br /&gt;Miragaia, poesia. Lisboa, 1844 &lt;br /&gt;Flores sem Fruto, poesia. Lisboa, 1845 &lt;br /&gt;Os Exilados, À Senhora Rossi Caccia , poesia. Lisboa, 1845 &lt;br /&gt;Folhas Caídas, poesia. Rio de Janeiro e depois Lisboa,1853 &lt;br /&gt;Camões, poema. 4ª ed. revista, com estudo de Camilo Castelo Branco. Porto, 1854 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras póstumas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Branca ou a Conquista do Algarve, poema. Porto Alegre, 1859 &lt;br /&gt;Dona Branca ou a Conquista do Algarve, poema. Nova York, 1860 &lt;br /&gt;Bastardo do Fidalgo, poema. Porto, 1877 &lt;br /&gt;Odes Anacreônticas: Ilha Graciosa. Évora, 1903 &lt;br /&gt;A Anália, poesia inédita de Garrett. Lisboa 1932 (redac., Porto 1819) &lt;br /&gt;Magriço ou Os Doze de Inglaterra, poema. Coimbra, 1948 &lt;br /&gt;Roubo das Sabinas, poemas libertinos I. Lisboa, 1968 &lt;br /&gt;Afonseida, ou Fundação do Império Lusitano, poema. Lisboa 1985 (pseud.: Josino Duriense, redac., Angra 1815-16) &lt;br /&gt;Poesias Dispersas. Lisboa, 1985 &lt;br /&gt;Magriço e os Doze de Inglaterra, poema incompleto, Lisboa, 1914 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Peças teatrais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catão, tragédia. Coimbra, 1822 &lt;br /&gt;Catão, tragédia. Londres, 1830 &lt;br /&gt;Catão, tragédia. Rio de Janeiro, 1833 &lt;br /&gt;Mérope, tragédia. Lisboa, 1841 &lt;br /&gt;O Alfageme de Santarém ou A Espada do Condestável. Lisboa, 1842 &lt;br /&gt;Um Auto de Gil Vicente. Lisboa, 1842 &lt;br /&gt;Dona Filipa de Vilhena, comédia. Lisboa, 1846 &lt;br /&gt;Falar Verdade a Mentir, comédia. Lisboa 1846 &lt;br /&gt;Camões do Rossio, comédia. Lisboa, 1852 (co-autoria de Inácio Feijó) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras póstumas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um noivado no Dafundo ou cada terra com seu uso cada roca com seu fuso: provérbio n&#039;um acto. 1ª ed. Lisboa, 1857 (redac., Lisboa, 1847) &lt;br /&gt;Átala, drama. Lisboa, 1914 (redac., Coimbra 1817), &lt;br /&gt;Lucrécia, tragédia, Lisboa, 1914 &lt;br /&gt;Afonso de Albuquerque, tragédia; Lisboa, 1914 &lt;br /&gt;Sofonisba, tragédia; Lisboa, 1914 &lt;br /&gt;O Amor da Pátria, elogio dramático; Lisboa, 1914 &lt;br /&gt;La Lezione Agli Amanti, ópera bufa; Lisboa, 1914 &lt;br /&gt;Conde de Novion, comédia; Lisboa, 1914 &lt;br /&gt;Édipo em Colona, tragédia. Lisboa, 1952 (redac.: Porto 1820) &lt;br /&gt;Ifigénia em Tauride, tragédia. Lisboa, 1952 (redac., Angra do Heroísmo 1816) &lt;br /&gt;Falar Verdade a Mentir, comédia. Rio de Janeiro, 1858 &lt;br /&gt;As Profecias do Bandarra, comédia. Lisboa, 1877 (redac., Lisboa 1845) &lt;br /&gt;Os Namorados Extravagantes, drama. Coimbra 1974 (redac., Sintra 1822) &lt;br /&gt;Impronto de Sintra, comédia. Lisboa, Guimarães, Libanio, ???? (redac., Sintra, 1822) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Artigos, ensaios, biografias e folhetos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proclamações Académicos, Coimbra, 1820, folhetos &lt;br /&gt;O Dia Vinte e Quatro de Agosto, ensaio político. Lisboa, 1821, 53 p. &lt;br /&gt;Aos Mortos no Campo da Honra de Madrid, folheto. Lisboa, Jornal da Sociedade Literária Patriótica, 1822 &lt;br /&gt;Da Europa e da América e de Sua Mútua Influência na Causa da Civilização e da Liberdade, ensaio político. Londres 1826 &lt;br /&gt;Da Educação. Londres, 1829 &lt;br /&gt;Portugal na Balança da Europa: do que tem sido e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado, Londres, 1830 &lt;br /&gt;Relatório dos Decretos nº 22, 23 e 24 (Reorganização da Fazenda, Administração Pública e Justiça). Lisboa, 1832, folheto &lt;br /&gt;Manifesto das Cortes Constituintes à Nação, folheto. Lisboa, 1837 &lt;br /&gt;Necrologia do Conselheiro Francisco Manuel Trigoso de Aragão Morato, Lisboa, 1838 &lt;br /&gt;Relatório ao Projecto de Lei sobre a Propriedade Literária e Artística, Lisboa, 1839 &lt;br /&gt;Memória Histórica do Conselheiro A. M. L. Vieira de Castro, Lisboa, 1843 &lt;br /&gt;Conselheiro J. B. de Almeida Garrett, autobiografia. Lisboa, 1844 &lt;br /&gt;Memória Historica da Duqueza de Palmella: D. Eugénia Francisca Xavier Telles da Gama, Lisboa, 1845 &lt;br /&gt;Memória Histórica do Conde de Avilez, 1ª ed., Lisboa, 1845 &lt;br /&gt;Da Poesia Popular em Portugal, ensaio literário. Lisboa, 1846 &lt;br /&gt;Sermão pregado na dedicação da capela de Nª Srª da Bonança, folheto, Lisboa, 1847 &lt;br /&gt;A Sobrinha do Marquês, Lisboa, 1848, 176 p. &lt;br /&gt;Memória Histórica de J. Xavier Mousinho da Silveira, Lisboa, 1849 &lt;br /&gt;Necrologia de D.ª Maria Teresa Midosi, Lisboa, 1950 &lt;br /&gt;Protesto Contra a Proposta sobre a Liberdade de Imprensa, abaixo-assinado/folheto. Lisboa 1850 (subscrito, à cabeça, por Alexandre Herculano e mais cinquenta personalidades, contra o projecto de «lei das rolhas» apresentado pelo governo)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obras póstumas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discursos Parlamentares e Memorias Biographicas, Lisboa, Imprensa Nacional, 1871, 438, p. &lt;br /&gt;Necrologia do Sr. Francisco Krus; Monumento ao Duque de Palmela, D. Pedro de Sousa Holstein, Lisboa, 1899 (redac., Lisboa, 1839); &lt;br /&gt;Memórias Biográficas, Lisboa, Empreza da História de Portugal, 1904 &lt;br /&gt;Necrologia à Morte de D. Leocádia Teresa de Lima e Melo Falcão Vanzeler, Lisboa, 1904 (redac., Lisboa, 1848) &lt;br /&gt;Apontamentos Biográficos do Visconde d&#039;Almeida Garrett, autobiografia. Porto, 1916 &lt;br /&gt;Entremez dos Velhos Namorados que Ficaram Logrados, Bem Logrados, Lisboa, 1954 (redac., 1841) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Romances, cancioneiros e contos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bosquejo da História da Poesia e da Língua Portuguesa, Paris, 1826 &lt;br /&gt;Lealdade, ou a Vitória da Terceira, canção. Londres, 1829 &lt;br /&gt;Romanceiro e Cancioneiro Geral, vol. I. Lisboa, 1843 &lt;br /&gt;O Arco de Sant&#039;Ana, romance. Lisboa, na Imprensa Nacional, 1845, vol. 1 &lt;br /&gt;Viagens na Minha Terra, romance. Lisboa, Typ. Gazeta dos Tribunais, 1846, 2 v. &lt;br /&gt;O Arco de Sant&#039;Ana, romance. Lisboa, na Imprensa Nacional, 1850, vol. 2 &lt;br /&gt;Romanceiro e Cancioneiro Geral, vols. II e III, Lisboa 1851 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras póstumas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena: fragmento de um romance inédito. Lisboa, 1871 &lt;br /&gt;Memórias de João Coradinho, aventuras picarescas. Lisboa, 1881 (redac., 1825) &lt;br /&gt;Joaninha dos Olhos Verdes. Lisboa, 1941 &lt;br /&gt;Komurahi - História Brasileira, conto. 1956 (redac., 1825) &lt;br /&gt;Cancioneiro de romances, xácaras e soláus e outros vestígios da antiga poesia nacional. Lisboa, 1987 (redac., 1824) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cartas e diários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta de Guia para Eleitores, em Que se Trata da Opinião Pública, das Qualidades para Deputado e do Modo de as Conhecer, ensaio político. Lisboa, 1826 &lt;br /&gt;Carta de M. Cévola ao futuro editor do primeiro jornal liberal que em português se publicar, panfleto político. Londres, 1830 (pseud.: Múcio Cévola) &lt;br /&gt;Carta sobre a origem da língua portuguesa, ensaio literário. Lisboa, 1844 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras póstumas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário da minha viagem a Inglaterra, Lisboa 1881 (redac., Birmingham, 1823 &lt;br /&gt;Cartas a Agostinho José Freire, Lisboa, 1904, 132 p. (redac., Bruxelas, 1834) &lt;br /&gt;Cartas Íntimas, edição revista, coordenada e dirigida por Teófilo Braga. Lisboa, Empresa da História de Portugal, 1904, 172 p. &lt;br /&gt;Cartas de Amor à Viscondessa da Luz, Lisboa, 1955 &lt;br /&gt;Correspondência do Conservatório, Lisboa, 1995 (redac.: Lisboa 1836  1841) &lt;br /&gt;Cartas de Amor à Viscondessa da Luz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Discursos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oração Fúnebre de Manuel Fernandes Tomás, Lisboa, 1822 &lt;br /&gt;Parnaso Lusitano ou Poesias Selectas de Autores Antigos e Modernos, Paris, 1826-1827, 5 v. &lt;br /&gt;Elogio Fúnebre de Carlos Infante de Lacerda, Barão de Sabrozo, Londres, 1830 &lt;br /&gt;Da formação da segunda Câmara das Côrtes: discursos pronunciados pelo deputado J. B. de Almeida Garrett nas sessões de 9 a 12 de Outubro de 1837, Lisboa, Imprensa Nacional, 1837 &lt;br /&gt;Discurso do Sr. Deputado pela Terceira J. B. de Almeida Garrett na discussão, Lisboa, 1840 &lt;br /&gt;Discurso do Sr. Deputado por Lisboa J. B. de Almeida Garrett, na discussão da Lei da Decima, Lisboa, 1841 &lt;br /&gt;Discussão da Resposta ao Discurso da Coroa, pronunciado na sessão de 8 de Fevereiro de 1840, Lisboa, 1840 &lt;br /&gt;Elogio Histórico do Sócio Barão da Ribeira de Saborosa, Lisboa, 1843 &lt;br /&gt;Parecer da Comissão sobre a Unidade Literária, Lisboa, 1846 (dito Parecer sobre a Neutralidade Literária, da Associação Protectora da Imprensa Portuguesa, assinado por Rodrigo da Fonseca Magalhães, Visconde de Juromenha, Alexandre Herculano e João Baptista de Almeida Garrett) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras póstumas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política: reflexões e opúsculos, correspondência diplomática. Lisboa, 1904, 2 v. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Participação em publicações periódicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toucador - Periódico sem política, dedicado às senhoras portuguesas. Lisboa, 1822 (direcção e redacção) &lt;br /&gt;Heraclito e Demócrito. Lisboa, 1823 &lt;br /&gt;Português - Diário político, literário e comercial. Lisboa, 1826  1827 (direcção e redacção) &lt;br /&gt;Cronista - Semanário de política, literatura, ciências e artes. Lisboa, 1827 (direcção e redacção) &lt;br /&gt;Chaveco Liberal. Londres, 1829 (direcção e redacção) &lt;br /&gt;Precursor. Londres, 1831 &lt;br /&gt;Português Constitucional. Lisboa, 1836 (direcção e redacção) &lt;br /&gt;Entreacto, Jornal de Teatros. Lisboa, 1837 (fundação, direcção e redacção) &lt;br /&gt;Jornal do Conservatório. Lisboa, 1841 (fundação) &lt;br /&gt;Jornal das Belas-Artes. Lisboa, 1843  1846 (fundação) &lt;br /&gt;Ilustração - Jornal Universal. Lisboa, 1845  1846 (fundação) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*pesquisa realizada em sites da internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 11:12:43 +0000</pubDate>
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      <title>A cor da rosa</title>
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      <description>Alvejava de neve outrora a rosa,&lt;br /&gt;Nem como agora, doce recendia;&lt;br /&gt;Baixo voava Amor sem tento um dia,&lt;br /&gt;          E na rama espinhosa&lt;br /&gt;De sua flor virgínea se feria.&lt;br /&gt;Do sangue divina! gota amorosa&lt;br /&gt;Da ligeira ferida lhe corria,&lt;br /&gt;E as flores da roseira onde caía&lt;br /&gt;Tomavam do encarnado a cor lustrosa.&lt;br /&gt;          Agora formosa&lt;br /&gt;          A rúbida flor&lt;br /&gt;          Recorda de Amor&lt;br /&gt;          A chaga ditosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os braços da mãe voou chorando;&lt;br /&gt;Um beijo lhe acalmou penas e ardores:&lt;br /&gt;E tão doce o remédio achou das dores,&lt;br /&gt;Que Amor só desejou de quando em quando&lt;br /&gt;          Que assim penando,&lt;br /&gt;          Com seus clamores&lt;br /&gt;          Novos favores&lt;br /&gt;          Fosse alcançando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Súbito voa, pelos ares fende;&lt;br /&gt;As rosas viu de sua dor trajadas,&lt;br /&gt;E que só de suas glórias namoradas&lt;br /&gt;Nada dissessem com razão se ofende:&lt;br /&gt;          A mão lhe estende,&lt;br /&gt;          E delicioso&lt;br /&gt;          Cheiro amoroso&lt;br /&gt;          Nelas recende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós que as rosas gentis buscais, amantes,&lt;br /&gt;          Nos jardins do prazer,&lt;br /&gt;E, em vez da flor, espinhos penetrantes&lt;br /&gt;          Só chegais acolher,&lt;br /&gt;Resignados sofrei, sede constantes,&lt;br /&gt;          Que a desventura,&lt;br /&gt;          Que a mágoa e dor&lt;br /&gt;          Sempre em doçura&lt;br /&gt;          Converte Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Fri, 17 Aug 2007 18:20:00 +0000</pubDate>
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      <title>Os cinco sentidos</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=202</link>
      <description>São belas - bem o sei, essas estrelas,&lt;br /&gt;Mil cores - divinais têm essas flores;&lt;br /&gt;Mas eu não tenho, amor, olhos para elas:&lt;br /&gt;          Em toda a natureza&lt;br /&gt;          Não vejo outra beleza&lt;br /&gt;          Senão a ti - a ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divina - ai! sim, será a voz que afina&lt;br /&gt;Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.&lt;br /&gt;Será: mas eu do rouxinol que trina&lt;br /&gt;          Não oiço a melodia,&lt;br /&gt;          Nem sinto outra harmonia&lt;br /&gt;          Senão a ti - a ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respira - n&amp;#039;aura que entre as flores gira,&lt;br /&gt;Celeste - incenso de perfume agreste.&lt;br /&gt;Sei... não sinto: a minha alma não aspira,&lt;br /&gt;          Não percebe, não toma&lt;br /&gt;          Senão o doce aroma&lt;br /&gt;          Que vem de ti - de ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formosos - são os pomos saborosos,&lt;br /&gt;É um mimo - de néctar o racimo:&lt;br /&gt;E eu tenho fome e sede... sequiosos,&lt;br /&gt;          Famintos meus desejos&lt;br /&gt;          Estão... mas é de beijos&lt;br /&gt;          É só de ti - de ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macia - deve a relva luzidia&lt;br /&gt;Do leito - ser por certo em que me deito&lt;br /&gt;Mas quem, ao pé de ti, quem poderia&lt;br /&gt;          Sentir outras carícias,&lt;br /&gt;          Tocar noutras delícias&lt;br /&gt;          Senão em ti - em ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ti! ai, a ti só os meus sentidos,&lt;br /&gt;Todos num confundidos,&lt;br /&gt;Sentem, ouvem, respiram;&lt;br /&gt;Em ti, por ti deliram.&lt;br /&gt;Em ti a minha sorte,&lt;br /&gt;A minha vida em ti;&lt;br /&gt;E, quando venha a morte,&lt;br /&gt;Será morrer por ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Thu, 14 Jun 2007 19:10:00 +0000</pubDate>
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      <title>Não te amo</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=100</link>
      <description>Não te amo, quero-te: o amar vem d&amp;#039;alma.&lt;br /&gt;E eu n&amp;#039;alma - tenho a calma,&lt;br /&gt;A calma do jazigo.&lt;br /&gt;Ai!, não te amo, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te amo, quero-te: o amor é vida.&lt;br /&gt;E a vida - nem sentida&lt;br /&gt;A trago eu já comigo.&lt;br /&gt;Ai!, não te amo, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai!, não te amo, não; e só te quero&lt;br /&gt;De um querer bruto e fero&lt;br /&gt;Que o sangue me devora,&lt;br /&gt;Não chega ao coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.&lt;br /&gt;Quem ama a aziaga estrela&lt;br /&gt;Que lhe luz na má hora&lt;br /&gt;Da sua perdição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quero-te, e não te amo, que é forçado.&lt;br /&gt;De mau, feitiço azado&lt;br /&gt;Este indigno furor.&lt;br /&gt;Mas oh! Não te amo, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E infame sou, porque te quero; e tanto&lt;br /&gt;Que de mim tenho espanto,&lt;br /&gt;De ti medo e terror...&lt;br /&gt;Mas amar!... não te amo, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 02 May 2007 21:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Este inferno de amar</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=47</link>
      <description>Este inferno de amar - como eu amo!&lt;br /&gt;Quem mo pôs aqui n&amp;#039;alma... quem foi?&lt;br /&gt;Esta chama que alenta e consome,&lt;br /&gt;Que é a vida - e que a vida destrói -&lt;br /&gt;Como é que se veio a atear,&lt;br /&gt;Quando - ai quando se há-de ela apagar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei, não me lembro: o passado,&lt;br /&gt;A outra vida que dantes vivi&lt;br /&gt;Era um sonho talvez... - foi um sonho -&lt;br /&gt;Em que paz tão serena a dormi!&lt;br /&gt;Oh! que doce era aquele sonhar...&lt;br /&gt;Quem me veio, ai de mim! despertar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me lembra que um dia formoso&lt;br /&gt;Eu passei... dava o sol tanta luz!&lt;br /&gt;E os meus olhos, que vagos giravam,&lt;br /&gt;Em seus olhos ardentes os pus.&lt;br /&gt;Que fez ela? eu que fiz? - não no sei;&lt;br /&gt;Mas nessa hora a viver comecei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Wed, 25 Apr 2007 12:40:00 +0000</pubDate>
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