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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Miguel Torga</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Poema Melancólico a não sei que Mulher</title>
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      <description>Dei-te os dias, as horas e os minutos&lt;br /&gt;Destes anos de vida que passaram;&lt;br /&gt;Nos meus versos ficaram&lt;br /&gt;Imagens que são máscaras anónimas&lt;br /&gt;Do teu rosto proibido;&lt;br /&gt;A fome insatisfeita que senti&lt;br /&gt;Era de ti,&lt;br /&gt;Fome do instinto que não foi ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora retrocedo, leio os versos,&lt;br /&gt;Conto as desilusões no rol do coração,&lt;br /&gt;Recordo o pesadelo dos desejos,&lt;br /&gt;Olho o deserto humano desolado,&lt;br /&gt;E pergunto porquê, por que razão&lt;br /&gt;Nas dunas do teu peito o vento passa&lt;br /&gt;Sem tropeçar na graça&lt;br /&gt;Do mais leve sinal da minha mão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Torga, in &#039;Diário VII&#039;</description>
      <pubDate>Wed, 05 Mar 2014 18:18:29 +0000</pubDate>
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      <title>Hoje...</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=2870</link>
      <description>&quot;Hoje declarei em casa de uns amigos que a maior prova de amor que um poeta pode dar a uma mulher é a sua intimidade. Escrever versos diante dela é qualquer coisa como parir com um Cristo à cabeceira da cama.&quot;</description>
      <pubDate>Wed, 04 Dec 2013 22:36:54 +0000</pubDate>
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      <title>O Povo está Divorciado da Cultura</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1977</link>
      <description>O povo está divorciado da cultura, e encolhe-se cada vez mais na sua fome e na sua ignorância. Somos nós, os que saímos dele e o queremos verdadeiramente servir, que temos o dever de o procurar, de o esclarecer, de o interessar activamente na sua própria salvação. Que lhe importam os grandes livros, se ele os não pode nem sequer ler? Que lhe importam as grandes sinfonias, se ele as não sabe ouvir? é urgente chamar o povo à realidade nacional. É preciso interessá-lo de verdade no processo social, onde ele tem o único papel que conta. &lt;br /&gt; Para isso?... &lt;br /&gt; Convidá-lo desde já a votar livre e claramente. Chamá-lo a determinar-se, a escolher os seus homens, a responsabilizar-se no seu destino, &lt;br /&gt; Esse destino é?... &lt;br /&gt; O destino de todos os corpos vivos: crescer, multiplicar-se, procurar a felicidade, e deixar no seu caminho uma nítida e aberta marca de compreensão e de amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Torga, in &quot;Diário (1945)&quot;</description>
      <pubDate>Sun, 19 May 2013 01:50:04 +0000</pubDate>
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      <title>Conquista</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1816</link>
      <description>Livre não sou, que nem a própria vida &lt;br /&gt;Mo consente. &lt;br /&gt;Mas a minha aguerrida &lt;br /&gt;Teimosia &lt;br /&gt;É quebrar dia a dia &lt;br /&gt;Um grilhão da corrente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre não sou, mas quero a liberdade. &lt;br /&gt;Trago-a dentro de mim como um destino. &lt;br /&gt;E vão lá desdizer o sonho do menino &lt;br /&gt;Que se afogou e flutua &lt;br /&gt;Entre nenúfares de serenidade &lt;br /&gt;Depois de ter a lua! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Torga, in &#039;Cântico do Homem&#039;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 09 Oct 2012 21:46:33 +0000</pubDate>
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      <title>Mãe</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1125</link>
      <description>&amp;quot;Mãe:&lt;br /&gt;Que desgraça na vida aconteceu,&lt;br /&gt;Que ficaste insensível e gelada?&lt;br /&gt;Que todo o teu perfil se endureceu&lt;br /&gt;Numa linha severa e desenhada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as estátuas, que são gente nossa&lt;br /&gt;Cansada de palavras e ternura,&lt;br /&gt;Assim tu me pareces no teu leito.&lt;br /&gt;Presença cinzelada em pedra dura,&lt;br /&gt;Que não tem coração dentro do peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo aos gritos por ti  não me respondes.&lt;br /&gt;Beijo-te as mãos e o rosto  sinto frio.&lt;br /&gt;Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes&lt;br /&gt;Por detrás do terror deste vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe:&lt;br /&gt;Abre os olhos ao menos, diz que sim!&lt;br /&gt;Diz que me vês ainda, que me queres.&lt;br /&gt;Que és a eterna mulher entre as mulheres.&lt;br /&gt;Que nem a morte te afastou de mim!&amp;quot; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Torga, in &amp;#039;Diário IV&amp;#039;</description>
      <pubDate>Mon, 08 Aug 2011 13:43:05 +0000</pubDate>
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