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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>David Mourão-Ferreira</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Escada sem corrimÃ£o</title>
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      <description>Ã‰ uma escada em caracol&lt;br /&gt;E que nÃ£o tem corrimÃ£o.&lt;br /&gt;Vai a caminho do Sol&lt;br /&gt;Mas nunca passa do chÃ£o.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os degraus, quanto mais altos,&lt;br /&gt;Mais estragados estÃ£o,&lt;br /&gt;Nem sustos nem sobressaltos&lt;br /&gt;servem sequer de liÃ§Ã£o.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem tem medo nÃ£o a sobe&lt;br /&gt;Quem tem sonhos tambÃ©m nÃ£o.&lt;br /&gt;HÃ¡ quem chegue a deitar fora&lt;br /&gt;O lastro do coraÃ§Ã£o.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sobe-se numa corrida.&lt;br /&gt;Corre-se p&amp;#039;rigos em vÃ£o.&lt;br /&gt;Adivinhaste: Ã© a vida&lt;br /&gt;A escada sem corrimÃ£o.&lt;br /&gt; </description>
      <pubDate>Thu, 08 Nov 2012 15:45:06 +0000</pubDate>
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      <title>NÃ³s temos cinco sentidos...</title>
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      <description>NÃ³s temos cinco sentidos: &lt;br /&gt;sÃ£o dois pares e meio de asas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como quereis o equilÃ­brio?</description>
      <pubDate>Thu, 25 Nov 2010 21:04:11 +0000</pubDate>
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      <title>A Maravilha que Deve Ser Escrever um Livro </title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=841</link>
      <description>(...) a maravilha que deve ser escrever um livro: a invenÃ§Ã£o dentro da memÃ³ria; a memÃ³ria dentro da invenÃ§Ã£o; e toda essa cavalgada de uma grande fuga, todo esse prodÃ­gio de umas poligÃ¢micas nÃºpcias, secretas e arrebatadas, com a feminina multidÃ£o das palavras: as que se entregam, as que se esquivam; as que Ã© preciso perseguir, seduzir, ludibriar; as que por fim se deixam capturar, palpar, despir, penetrar e sorver, assim proporcionado, antes de se evaporarem, as horas supremas de um amor feliz. NÃ£o hÃ¡ matÃ©ria mais carnalmente incorpÃ³rea; nem outra mais disposta a por amor ser fecundada. &lt;br /&gt;Como se pode interpretar de outro modo esse velho lugar-comum de ter um filho, plantar uma Ã¡rvore, escrever um livro? SÃ³ se em todos os casos se tratar de grandes e inevitÃ¡veis actos de amor: com a Mulher, com a Terra, com a LÃ­ngua. Mas de plantar Ã¡rvores e ter filhos haverÃ¡ sempre muita gente que se encarregue. De destruir Ã¡rvores tambÃ©m; de estragar filhos igualmente. Em compensaÃ§Ã£o, um livro, um livro que viva, multiplicado, durante alguns anos ou alguns sÃ©culos, e que depois vÃ¡ morrendo, sem ninguÃ©m dar por isso, mas nunca de uma sÃ³ vez, atÃ© ser enterrado na maior discriÃ§Ã£o ou atÃ© se ver de sÃºbito renascido, inesperadamente ressuscitado, um livro com semelhante destino - luminoso por mais obscuro, obscuro por mais luminoso -, isto Ã© que foi sempre o que me empolgou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David MourÃ£o-Ferreira, in &amp;#039;Um Amor Feliz&amp;#039; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Wed, 08 Oct 2008 12:30:00 +0000</pubDate>
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      <title>Vida e Obra</title>
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      <description>David de Jesus MourÃ£o-Ferreira nasceu em 24 de Fevereiro de 1927 e faleceu em 16 de Junho de 1996. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor e professor universitÃ¡rio portuguÃªs, natural de Lisboa. &lt;br /&gt;Licenciou-se em Filologia RomÃ¢nica em 1951. &lt;br /&gt;Foi professor do ensino tÃ©cnico e do ensino liceal e, em 1957, iniciou a sua carreira de professor universitÃ¡rio na Faculdade de Letras de Lisboa. &lt;br /&gt;Afastado desta actividade entre 1963 e 1970, por motivos polÃ­ticos, foi professor catedrÃ¡tico convidado da mesma instituiÃ§Ã£o a partir de 1990. Entretanto, mantivera nos anos 60 programas culturais de rÃ¡dio e televisÃ£o. &lt;br /&gt;Em 1963 foi eleito secretÃ¡rio-geral da Sociedade Portuguesa de Autores e, jÃ¡ nos anos 80, presidente da AssociaÃ§Ã£o Portuguesa de Escritores. &lt;br /&gt;Logo apÃ³s o 25 de Abril de 1974, foi director do jornal A Capital. &lt;br /&gt;SecretÃ¡rio de Estado da Cultura em vÃ¡rios governos entre 1976 e 1978, foi tambÃ©m director-adjunto do jornal O Dia entre 1975 e 1976. ResponsÃ¡vel pelo ServiÃ§o de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da FundaÃ§Ã£o Calouste Gulbenkian a partir de 1981, dirigiu, desde 1984, a revista ColÃ³quio/Letras, da mesma instituiÃ§Ã£o.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A sua carreira literÃ¡ria teve inÃ­cio em 1945, com a publicaÃ§Ã£o de alguns poemas na revista Seara Nova. &lt;br /&gt;TrÃªs anos mais tarde, ingressou no Teatro-EstÃºdio do Salitre e no Teatro da Rua da FÃ©. &lt;br /&gt;Publicou as peÃ§as Isolda (1948), Contrabando (1950) e O IrmÃ£o (1965). &lt;br /&gt;Em 1950, foi um dos co-fundadores da revista literÃ¡ria TÃ¡vola Redonda, que se assumiu como veÃ­culo de uma alternativa Ã  literatura empenhada, de realismo social, que entÃ£o dominava o panorama cultural portuguÃªs, defendendo uma arte autÃ³noma. &lt;br /&gt;Em 1950, publicou o seu primeiro volume de poesia Â— Secreta Viagem. &lt;br /&gt;David MourÃ£o-Ferreira colaborou ainda nas revistas Graal (1956-1957) e VÃ©rtice e em vÃ¡rios jornais, como o DiÃ¡rio Popular e O Primeiro de Janeiro. &lt;br /&gt;Foi poeta, romancista, crÃ­tico e ensaÃ­sta. A sua poesia caracteriza-se pelas presenÃ§as constantes da figura da mulher e do amor, e pela busca deste como forma de conhecimento, sendo considerado como um dos poetas do erotismo na literatura portuguesa. &lt;br /&gt;A vivÃªncia do tempo e da memÃ³ria sÃ£o tambÃ©m constantes na sua obra, marcada, a nÃ­vel do estilo, por uma demanda permanente de equilÃ­brio, de que resulta uma escrita tensa, e pela contenÃ§Ã£o da forÃ§a lÃ­rica e sensÃ­vel do poeta numa linguagem rigorosa, trabalhada, de grande riqueza rÃ­tmica, melÃ³dica e imagÃ­stica, que fazem dele um clÃ¡ssico da modernidade. &lt;br /&gt;Entre os seus livros de poesia encontram-se Tempestade de VerÃ£o (1954, PrÃ©mio Delfim GuimarÃ£es), Os Quatro Cantos do Tempo (1958), In Memoriam Memoriae (1962), Infinito Pessoal ou A Arte de Amar (1962), Do Tempo ao CoraÃ§Ã£o (1966), A Arte de Amar (1967, reuniÃ£o de obras anteriores), Lira de Bolso (1969), Cancioneiro de Natal (1971, PrÃ©mio Nacional de Poesia), Matura Idade (1973), Sonetos do Cativo (1974), As LiÃ§Ãµes do Fogo (1976), Obra PoÃ©tica (1980, inclui as obras Ã€ Guitarra e Ã€ Viola e Ã“rfico OfÃ­cio), Os Ramos e os Remos (1985), Obra PoÃ©tica, 1948-1988 (1988) e MÃºsica de Cama (1994, antologia erÃ³tica com um livro inÃ©dito). &lt;br /&gt;EnsaÃ­sta notÃ¡vel, escreveu Vinte Poetas ContemporÃ¢neos (1960), Motim LiterÃ¡rio (1962), Hospital das Letras (1966), Discurso Directo (1969), TÃ³picos de CrÃ­tica e de HistÃ³ria LiterÃ¡ria (1969), Sobre Viventes (1976), PresenÃ§a da Â«PresenÃ§aÂ» (1977), LÃ¢mpadas no Escuro (1979), O Essencial Sobre Vitorino NemÃ©sio (1987), Nos Passos de Pessoa (1988, PrÃ©mio Jacinto do Prado Coelho), Marguerite Yourcenar: Retrato de Uma Voz (1988), Sob o Mesmo Tecto: Estudos Sobre Autores de LÃ­ngua Portuguesa (1989), TÃ³picos Recuperados (1992), Jogo de Espelhos (1993) e Magia, Palavra, Corpo: Perspectiva da Cultura de LÃ­ngua Portuguesa (1989). &lt;br /&gt;Na ficÃ§Ã£o narrativa, estreou-se em 1959 com as novelas de Gaivotas em Terra (PrÃ©mio Ricardo Malheiros), os contos de Os Amantes (1968), e ainda As Quatro EstaÃ§Ãµes (1980, PrÃ©mio da CrÃ­tica da AssociaÃ§Ã£o Internacional dos CrÃ­ticos LiterÃ¡rios), Um Amor Feliz, romance que o consagrou como ficcionista em 1986 e que lhe valeu vÃ¡rios prÃ©mios, entre os quais o Grande PrÃ©mio de Romance da APE e o PrÃ©mio de Narrativa do Pen Clube PortuguÃªs, e Duas HistÃ³rias de Lisboa (1987). &lt;br /&gt;Deixou ainda traduÃ§Ãµes e uma gravaÃ§Ã£o discogrÃ¡fica de poemas seus intitulada Â«Um Monumento de PalavrasÂ» (1996). Alguns dos seus textos foram adaptados Ã  televisÃ£o e ao cinema, como, por exemplo, Aos Costumes Disse Nada, em que se baseou JosÃ© Fonseca e Costa para filmar, em 1983, Â«Sem Sombra de PecadoÂ». David MourÃ£o-Ferreira foi ainda autor de poemas para fados, muitos deles celebrizados por AmÃ¡lia Rodrigues, tal como Â«Madrugada de AlfamaÂ». &lt;br /&gt;Recebeu, em 1996, o PrÃ©mio de ConsagraÃ§Ã£o de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras de poesia&lt;br /&gt;1950 - A Secreta Viagem &lt;br /&gt;1954 - Tempestade de VerÃ£o (PrÃ©mio Delfim GuimarÃ£es) &lt;br /&gt;1958 - Os Quatro Cantos do Tempo &lt;br /&gt;1962 - In Memoriam Memoriae &lt;br /&gt;1962 - Infinito Pessoal ou A Arte de Amar &lt;br /&gt;1966 - Do Tempo ao CoraÃ§Ã£o &lt;br /&gt;1967 - A Arte de Amar (reuniÃ£o de obras anteriores) &lt;br /&gt;1969 - Lira de Bolso &lt;br /&gt;1971 - Cancioneiro de Natal (PrÃ©mio Nacional de Poesia) &lt;br /&gt;1973 - Matura Idade &lt;br /&gt;1974 - Sonetos do Cativo &lt;br /&gt;1976 - As LiÃ§Ãµes do Fogo &lt;br /&gt;1980 - Obra PoÃ©tica (inclui Ã€ Guitarra e Ã€ Viola e Ã“rfico OfÃ­cio) &lt;br /&gt;1985 - Os Ramos e os Remos &lt;br /&gt;1988 - Obra PoÃ©tica, 1948-1988 &lt;br /&gt;1994 - MÃºsica de Cama (antologia erÃ³tica com um livro inÃ©dito). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras de ficÃ§Ã£o narrativa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1959 - Novelas de Gaivotas em Terra (PrÃ©mio Ricardo Malheiros) &lt;br /&gt;1968 - Os contos de Os Amantes &lt;br /&gt;1980 - As Quatro EstaÃ§Ãµes (PrÃ©mio AssociaÃ§Ã£o Internacional dos CrÃ­ticos LiterÃ¡rios) &lt;br /&gt;1986 - Um Amor Feliz (Romance que o consagrou como ficcionista valendo-lhe vÃ¡rios prÃ©mios) &lt;br /&gt;1987 - Duas HistÃ³rias de Lisboa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Academia Brasileira de Letras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor MourÃ£o-Ferreira foi escolhido para ocupar, na categoria de SÃ³cio Correspondente, a Cadeira nÃºmero 5, que tem por Patrono Dom Francisco de Sousa. Sua eleiÃ§Ã£o deu-se em 1981, sendo ali o quinto ocupante atÃ© 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*pesquisa realizada em sites da internet.&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Wed, 08 Oct 2008 11:50:00 +0000</pubDate>
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      <title>CrepÃºsculo</title>
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      <description>CrespÃºsculo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ã‰ quando um espelho, no quarto, &lt;br /&gt;se enfastia; &lt;br /&gt;Quando a noite se destaca &lt;br /&gt;da cortina; &lt;br /&gt;Quando a carne tem o travo &lt;br /&gt;da saliva, &lt;br /&gt;e a saliva sabe a carne &lt;br /&gt;dissolvida; &lt;br /&gt;Quando a forÃ§a de vontade &lt;br /&gt;ressuscita; &lt;br /&gt;Quando o pÃ© sobre o sapato &lt;br /&gt;se equilibra... &lt;br /&gt;E quando Ã s sete da tarde &lt;br /&gt;morre o dia &lt;br /&gt;- que dentro de nossas almas &lt;br /&gt;se ilumina, &lt;br /&gt;com luz lÃ­vida, a palavra &lt;br /&gt;despedida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 24 Jul 2008 14:00:00 +0000</pubDate>
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