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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Wed, 13 May 2026 07:48:09 +0000</lastBuildDate>
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    <category>Antnio Ramos Rosa</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Que cor ó telhados de miséria</title>
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      <description>Que cor ó telhados de miséria&lt;br /&gt;                  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Que cor ó telhados de miséria  &lt;br /&gt;onde nasci &lt;br /&gt;de tanta pequenez de tão humildes ovos  &lt;br /&gt;de nenhum querer  &lt;br /&gt;a que horas nasceram as estrelas que  &lt;br /&gt;um dia foram &lt;br /&gt;a que horas nasci? &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Não vim embarcado não me encontrei &lt;br /&gt;na rua &lt;br /&gt;não nos vimos &lt;br /&gt;não nos beijamos &lt;br /&gt;nunca parti &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei que idade tenho &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando havia antes um antigamente  &lt;br /&gt;havia uma esperança  &lt;br /&gt;agora no próprio coração da ilusão  &lt;br /&gt;onde a água limpa as pedras das ruínas  &lt;br /&gt;entre destroços límpidos  &lt;br /&gt;deito-me sobre a minha sombra e durmo  &lt;br /&gt;e durmo &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando havia antes um amanhecer  &lt;br /&gt;à beira do abismo  &lt;br /&gt;agora no próprio coração do coração  &lt;br /&gt;durmo estrangulando um monstro inerme  &lt;br /&gt;um palhaço de palha seca e pálido  &lt;br /&gt;quando havia antes um caminho &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve nunca amigos nem, pureza &lt;br /&gt;Nem carinhos de mãe salvam a noite &lt;br /&gt;É preciso ir mais longe na incerteza &lt;br /&gt;É preciso no silêncio não escutar &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã que eu procuro não foi sonhada  &lt;br /&gt;Uma árvore me ignora na raiz &lt;br /&gt;Perfeitamente desesperado é o meu sonho  &lt;br /&gt;Os pássaros insultam-me na cama  &lt;br /&gt;Só com doidos com doidos amaria  &lt;br /&gt;perfeitamente presente na frescura  &lt;br /&gt;do mar &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma casa para eu ter a humildade de ser espaço  &lt;br /&gt;a líquida frescura duma jarra  &lt;br /&gt;um passo leve e certo em cada sombra  &lt;br /&gt;um ninho em cada ouvido  &lt;br /&gt;de doces abelhas cegas &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma casa uma caixa de música e sossego  &lt;br /&gt;Um violão adormecido na doçura  &lt;br /&gt;Um mar longínquo à volta atrás do campo  &lt;br /&gt;Uma inundação de verdura e espessa paz  &lt;br /&gt;Uma repetida e vasta constelação de grilos  &lt;br /&gt;e os galos álacres do silêncio &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mar de espuma e alegria obscura  &lt;br /&gt;um mar de espuma e alegria clara  &lt;br /&gt;entre o verde e a brisa &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na brancura dos quartos  &lt;br /&gt;a inocência poderá sonhar desnuda  &lt;br /&gt;os insetos poderão entrar  &lt;br /&gt;juntamente com as plantas e as aves  &lt;br /&gt;Uma longa asa passará &lt;br /&gt;O mundo e o silêncio a mesma ave &lt;br /&gt;e o mar &lt;br /&gt;o mudo leão longínquo e fresco  &lt;br /&gt;faiscará entre o ver e as lâminas solares&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: jornal da poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Tue, 08 Jul 2008 01:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Vida e Obra</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=647</link>
      <description>Poeta e ensaísta português, nasceu em 17 de outubro de 1924 em Faro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, Ramos Rosa tomou o rumo para Lisboa, depois de ter passado a juventude em Faro. Na capital, vivendo intensamente a vitória dos Aliados, trabalhou no comércio, actividade que logo abandonou para se dedicar à poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos cinquenta, um dos directores das revistas Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia. Colaborou ainda com textos de crítica literária na Seara Nova e na Colóquio Letras, entre outras publicações periódicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poeta, estreou-se na colectânea O Grito Claro (1958). Estava criado o movimento da moderna poesia portuguesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramos Rosa era o poeta do presente absoluto, da «liberdade livre» e sobe todos os degraus da admiração europeia. Em Portugal é comparado com os grandes escritores nacionais. Urbano Tavares Rodrigues considerou-o como o empolgante poeta da coisas primordiais, da luz, da pedra e da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados dos anos sessenta, Ramos Rosa radicou-se em Lisboa, onde publicou Viagem Através Duma Nebulosa (1960). Um dos mais fecundos poetas portugueses da contemporaneidade, a sua produção reflecte uma evolução do subjectivismo, em relação à objectividade. Reflectem-se nela variadas tendências, desde certas formas experimentais até a um neobarroquismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua escrita, caracterizada por uma grande originalidade e riqueza de imagens tácteis e visuais, testemunha muitas vezes uma fusão com a natureza, uma busca de unidade universal em que o humano participa e se integra no mundo, estabelecendo uma linha de continuidade entre si e os objectos materiais, numa afirmação de vida e sensualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos seus textos, está frequentemente presente uma reflexão sobre o próprio acto da escrita e a natureza da criação poética, a questão do dizível e do indizível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramos Rosa, também tradutor, escreveu dezenas de volumes de poesia, entre os quais Voz Inicial (1960), Sobre o Rosto da Terra (1961), Terrear (1964), A Constituição do Corpo (1969), A Pedra Nua (1972), Ciclo do Cavalo (1975), Incêndio dos Aspectos (1980), Volante Verde (1986, Grande Prémio de Poesia Inasset), Acordes (1989, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores), Clamores (1992), Dezassete Poemas (1992), Lâmpadas Com Alguns Insectos (1993), O Teu Rosto (1994), O Navio da Matéria (1994), Três (1995), As Armas Imprecisas (1992, Delta, Pela Primeira Vez (1996) e A Mesa do Vento (1997, primeiramente editado em França), Pátria Soberana e Nova Ficção (2000).&lt;br /&gt;Entre os seus ensaios, contam-se Poesia, Liberdade Livre (1962), A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979), Incisões Oblíquas (1987), A Parede Azul (1991) e As Palavras (2001).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem recebido numerosos prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988. É geralmente tido como um dos grandes poetas portugueses contemporâneos.&lt;br /&gt;Para Ramos Rosa, escrever é, sempre, a necessidade de respirar as palavras e de às palavras fornecer o frémito do ser, os pulmões do sonho, e, com elas, criar a dádiva do poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, o poeta lançou Antologia Poética, com prefácio e selecção de Ana Paula Coutinho Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prêmios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escritor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Prémio da Bienal de Poesia de Liége, 1991 &lt;br /&gt;-Prémio Jean Malrieu para o melhor livro de poesia traduzido em França, 1992 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Prémio Fernando Pessoa, da Editora Ática (Segundo Lugar ex-aequo), 1958 (Viagem através duma nebulosa) &lt;br /&gt;-Prémio Nacional de Poesia, da Secretaria de Estado de Informação e Turismo (recusado pelo autor), 1971 (Nos seus olhos de silêncio) &lt;br /&gt;-Prémio Literário da Casa da Imprensa (Prémio Literário), 1972 (A pedra nua) &lt;br /&gt;-Prémio da Fundação de Hautevilliers para o Diálogo de Culturas (Prémio de Tradução), 1976 (Algumas das Palavras: antologia de poesia de Paul Éluard) &lt;br /&gt;-Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia, 1980 (O incêndio dos aspectos) &lt;br /&gt;-Prémio Nicola de Poesia, 1986 (Volante verde) &lt;br /&gt;-Prémio Jacinto do Prado Coelho, do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, 1987 (Incisões oblíquas) &lt;br /&gt;-Grande Prémio de Poesia APE/CTT, 1989 (Acordes) &lt;br /&gt;-Prémio Municipal Eça de Queiroz, da Câmara Municipal de Lisboa (Prémio de Poesia), 1992 (As armas imprecisas) &lt;br /&gt;-Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen (Prémio de Poesia), São João da Madeira, 2005 (O poeta na rua. Antologia portátil) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Obra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1958 - O Grito Claro &lt;br /&gt;1960 - Viagem Através duma Nebulosa &lt;br /&gt;1961 - Voz Inicial &lt;br /&gt;1961 - Sobre o Rosto da Terra &lt;br /&gt;1963 - Ocupação do Espaço &lt;br /&gt;1964 - Terrear &lt;br /&gt;1966 - Estou Vivo e Escrevo Sol &lt;br /&gt;1969 - A Construção do Corpo &lt;br /&gt;1970 - Nos Seus Olhos de Silêncio &lt;br /&gt;1972 - A Pedra Nua &lt;br /&gt;1974 - Não Posso Adiar o Coração (vol.I, da Obra Poética) &lt;br /&gt;1975 - Animal Olhar (vol.II, da Obra Poética) &lt;br /&gt;1975 - Respirar a Sombra (vol.III, da Obra Poética) &lt;br /&gt;1975 - Ciclo do Cavalo &lt;br /&gt;1977 - Boca Incompleta &lt;br /&gt;1977 - A Imagem &lt;br /&gt;1978 - As Marcas no Deserto &lt;br /&gt;1978 - A Nuvem Sobre a Página &lt;br /&gt;1979 - Figurações &lt;br /&gt;1979 - Círculo Aberto &lt;br /&gt;1980 - O Incêndio dos Aspectos &lt;br /&gt;1980 - Declives &lt;br /&gt;1980 - Le Domaine Enchanté &lt;br /&gt;1980 - Figura: Fragmentos &lt;br /&gt;1980 - As Marcas do Deserto &lt;br /&gt;1981 - O Centro na Distância &lt;br /&gt;1982 - O Incerto Exacto &lt;br /&gt;1983 - Quando o Inexorável &lt;br /&gt;1983 - Gravitações &lt;br /&gt;1984 - Dinâmica Subtil &lt;br /&gt;1985 - Ficção &lt;br /&gt;1985 - Mediadoras &lt;br /&gt;1986 - Volante Verde &lt;br /&gt;1986 - Vinte Poemas para Albano Martins &lt;br /&gt;1986 - Clareiras &lt;br /&gt;1987 - No Calcanhar do Vento &lt;br /&gt;1988 - O Livro da Ignorância &lt;br /&gt;1988 - O Deus Nu(lo) &lt;br /&gt;1989 - Três Lições Materiais &lt;br /&gt;1989 - Acordes &lt;br /&gt;1989 - Duas Águas, Um Rio (colaboração com Casimiro de Brito) &lt;br /&gt;1990 - O Não e o Sim &lt;br /&gt;1990 - Facilidade do Ar &lt;br /&gt;1990 - Estrias &lt;br /&gt;1991 - A Rosa Esquerda &lt;br /&gt;1991 - Oásis Branco &lt;br /&gt;1992 - Pólen- Silêncio &lt;br /&gt;1992 - As Armas Imprecisas &lt;br /&gt;1992 - Clamores &lt;br /&gt;1992 - Dezassete Poemas &lt;br /&gt;1993 - Lâmpadas Com Alguns Insectos &lt;br /&gt;1994 - O Teu Rosto &lt;br /&gt;1994 - O Navio da Matéria &lt;br /&gt;1995 - Três &lt;br /&gt;1996 - Delta &lt;br /&gt;1996 - Figuras Solares &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Revistas em que colaborou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1952 -1954 - Árvore &lt;br /&gt;1956 - Cassiopeia &lt;br /&gt;1958 -1960 - Cadernos do Meio-dia &lt;br /&gt;Esprit &lt;br /&gt;Europa Letteraria &lt;br /&gt;Colóquio-Letras &lt;br /&gt;Ler &lt;br /&gt;O Tempo e o Modo &lt;br /&gt;Raiz &amp; Utopia &lt;br /&gt;Seara Nova &lt;br /&gt;Silex &lt;br /&gt;Revista Vértice &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Jornais em que colaborou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Capital &lt;br /&gt;Artes &amp; Letras &lt;br /&gt;Comércio do Porto &lt;br /&gt;Diário de Lisboa &lt;br /&gt;Diário de Notícias &lt;br /&gt;Diário Popular &lt;br /&gt;O Tempo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*pesquisa realizada em sites da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 20 May 2008 15:20:00 +0000</pubDate>
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      <title>Não posso adiar o amor</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=436</link>
      <description>Não posso adiar o amor para outro século&lt;br /&gt;Não posso&lt;br /&gt;Ainda que o grito sufoque na garganta&lt;br /&gt;Ainda que o ódio estale e crepite e arda&lt;br /&gt;Sob montanhas cinzentas&lt;br /&gt;E montanhas cinzentas &lt;br /&gt;Não posso adiar este abraço&lt;br /&gt;Que é uma arma de dois gumes&lt;br /&gt;Amor e ódio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso adiar&lt;br /&gt;Ainda que a noite pese séculos sobre as costas&lt;br /&gt;E a aurora indecisa demore&lt;br /&gt;Não posso adiar para outro século a minha vida&lt;br /&gt;Nem o meu amor&lt;br /&gt;Nem o meu grito de libertação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso adiar o coração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Tue, 18 Sep 2007 23:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>A construção do corpo</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=365</link>
      <description>Sempre a tentativa nunca vã...&lt;br /&gt;O equilíbrio musical dos instrumentos,&lt;br /&gt;a paciência do teu pulso suave e certo,&lt;br /&gt;o teu rosto mais largo e a calma força&lt;br /&gt;que sobe e que modelas palmo a palmo,&lt;br /&gt;rio que ascende como um tronco em plena sala.&lt;br /&gt;A tua casa habita entre o silêncio e o dia,&lt;br /&gt;Entre a calma e a luz o movimento é livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar a leve chama veia a veia,&lt;br /&gt;erguê-la do fundo e solta propagá-la&lt;br /&gt;aos membros e ao ventre, até ao peito e às mãos &lt;br /&gt;e que a cabeça ascenda, cordial corola plena.&lt;br /&gt;Todo o corpo é uma onda, uma coluna flexível.&lt;br /&gt;Respiras lentamente. A terra inteira é viva.&lt;br /&gt;E sentes o teu sangue harmonioso e livre &lt;br /&gt;correr ligado à água, ao ar, ao fogo lúcido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No interior centro cálido abre-se a flor de luz,&lt;br /&gt;rigor suave e óleo, música de músculos, roda&lt;br /&gt;lenta girando das ancas ao busto ondeado&lt;br /&gt;e cada vez mais ampla a onda livre ondula&lt;br /&gt;a todo o corpo uno, num respirar de vela.&lt;br /&gt;Sobre a toalha de água, à luz de um sol real,&lt;br /&gt;dança e respira, respira e dança a vida,&lt;br /&gt;o seu corpo é um barco que o próprio mar modela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Fri, 31 Aug 2007 15:40:00 +0000</pubDate>
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      <title>Amor da palavra, Amor do corpo</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=330</link>
      <description>A nudez da palavra que te despe.&lt;br /&gt;Que treme, esquiva.&lt;br /&gt;Com os olhos dela te quero ver,&lt;br /&gt;que te não vejo.&lt;br /&gt;Boca na boca através de que boca&lt;br /&gt;posso eu abrir-te e ver-te?&lt;br /&gt;É meu receio que escreve e não o gosto&lt;br /&gt;do sol de ver-te?&lt;br /&gt;Todo o espaço dou ao espelho vivo&lt;br /&gt;e do vazio te escuto.&lt;br /&gt;Silêncio de vertigem, pausa, côncavo&lt;br /&gt;de onde nasces, morres, brilhas, branca?&lt;br /&gt;És palavra ou és corpo unido em nada?&lt;br /&gt;É de mim que nasces ou do mundo solta?&lt;br /&gt;Amorosa confusão, te perco e te acho,&lt;br /&gt;à beira de nasceres tua boca toco&lt;br /&gt;e o beijo é já perder-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Wed, 01 Aug 2007 17:30:00 +0000</pubDate>
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