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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Nuno Júdice</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Arte poÃ©tica com melancolia</title>
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      <description>Preocupam-me ainda as coisas do passado. Escrevo como se o poema fosse uma realidade, ou dele nascessem as folhas da vida, com o verde esplÃªndido de uma sÃºbita primavera. Sobreponho ao mundo a linguagem; tiro palavras de dentro do que penso e do que faÃ§o, como se elas pudessem viver aÃ­, peixes verbais no aquÃ¡rio do ser. Ã‰ verdade que as palavras nÃ£o nascem da terra, nem trazem consigo o peso da matÃ©ria; quando muito, descem ao nÃ­vel dos sentimentos, bebem o mesmo sangue com que se faz viver as emoÃ§Ãµes, e servem de alimento a outros que as lÃªem como se, nelas, estivesse toda a verdade do mundo. Vejo-as caÃ­rem-me das mÃ£os como areia; tento apanhar esses restos de tempo, de vida que se perdeu numa esquina de quem fomos; e vou atrÃ¡s deles, entrando nesse charco de fundos movediÃ§os a que se dÃ¡ o nome de memÃ³ria. SerÃ¡ isso a poesia? Ã‰ entÃ£o que surges: o teu corpo, que se confunde com o das palavras que te descrevem, hesita numa das entradas do verso. Puxo-te para o Ã¡trio da estrofe; digo o teu nome com a voz baixa do medo; e apenas ouÃ§o o vento que empurra portas e janelas, sÃ­labas e frases, por entre as imagens inÃºteis que me separaram de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Mon, 06 Oct 2008 22:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>RotaÃ§Ã£o</title>
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      <description>Ã‰ nos teus olhos que o mundo inteiro cabe,&lt;br /&gt;mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti;&lt;br /&gt;e se outras voltas me fazem ver nos teus&lt;br /&gt;os meus olhos, nÃ£o Ã© porque o mundo parou, mas&lt;br /&gt;porque esse breve olhar nos fez imaginar que&lt;br /&gt;sÃ³ nÃ³s Ã© que o fazemos andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno JÃºdice</description>
      <pubDate>Sun, 30 Dec 2007 16:31:23 +0000</pubDate>
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      <title>Odalisca</title>
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      <description>Contam que se entrega aos ventos favorÃ¡veis&lt;br /&gt;do amor. EstÃ¡tua de mÃ¡rmores nocturnos,&lt;br /&gt;assistiu a uma debandada de desejos &lt;br /&gt;na pele dos amantes. No olhar calcinado &lt;br /&gt;pela espera, derrama-se o fogo jÃ¡ frio &lt;br /&gt;das vÃ©speras inÃºteis. Para que lhe servem os braÃ§os,&lt;br /&gt;agora que todos partiram, e sÃ³ uma corrente&lt;br /&gt;de silÃªncio a prende ao leito? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, deito-me com ela. Um degelo&lt;br /&gt;de pÃ¡lpebras limpa-nos de uma cinza&lt;br /&gt;de solidÃ£o. E diz-me: Â«Quero perder-me&lt;br /&gt;numa encruzilhada de abraÃ§os; afogar-me&lt;br /&gt;num poÃ§o de gemidos; esquecer-me de mim&lt;br /&gt;no fundo da tua memÃ³ria.Â» Deixo-a&lt;br /&gt;entregue a si prÃ³pria; e pergunto o que fazer&lt;br /&gt;do calor dos seus lÃ¡bios, da Ã¢nsia &lt;br /&gt;que os seus dedos soltam, do tempo&lt;br /&gt;que estremece no seu corpo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 21 Sep 2007 15:51:40 +0000</pubDate>
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      <title>Epigrama gastronÃ³mico</title>
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      <description>HÃ¡ mil e cem anos&lt;br /&gt;de poesia num sÃ³ dia,&lt;br /&gt;mil e cem palavras&lt;br /&gt;numa sÃ³ sÃ­laba,&lt;br /&gt;mil e cem pÃ¡ginas&lt;br /&gt;numa linha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- quando abro o livro&lt;br /&gt;do teu corpo, e provo mil&lt;br /&gt;e cem receitas num sÃ³&lt;br /&gt;amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 21 Sep 2007 15:49:20 +0000</pubDate>
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      <title>Braile</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=389</link>
      <description>Leio o amor no livro&lt;br /&gt;da tua pele; demoro-me em cada&lt;br /&gt;sÃ­laba, no sulco macio&lt;br /&gt;das vogais, num breve obstÃ¡culo&lt;br /&gt;de consoantes, em que os meus dedos&lt;br /&gt;penetram, atÃ© chegarem&lt;br /&gt;ao fundo dos sentidos. Desfolho&lt;br /&gt;as pÃ¡ginas que o teu desejo me abre,&lt;br /&gt;ouvindo o murmÃºrio de um roÃ§ar&lt;br /&gt;de palavras que se &lt;br /&gt;juntam, como corpos, no abraÃ§o&lt;br /&gt;de cada frase. E chego ao fim&lt;br /&gt;para voltar ao princÃ­pio, decorando&lt;br /&gt;o que jÃ¡ sei, e Ã© sempre novo&lt;br /&gt;quando o leio na tua pele.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 08 Sep 2007 22:48:15 +0000</pubDate>
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