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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Wed, 13 May 2026 15:07:24 +0000</lastBuildDate>
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    <category>Casimiro de Abreu</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Clara</title>
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      <description>Não sabes, Clara, que pena&lt;br /&gt;eu teria se - morena&lt;br /&gt;tu fosses em vez de clara!&lt;br /&gt;Talvez... quem sabe... não digo...&lt;br /&gt;mas refletindo comigo&lt;br /&gt;talvez nem tanto te amara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua cor é mimosa,&lt;br /&gt;brilha mais da face a rosa&lt;br /&gt;tem mais graça a boca breve.&lt;br /&gt;O teu sorriso é delírio...&lt;br /&gt;És alva da cor do lírio,&lt;br /&gt;és clara da cor da neve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morena é predileta,&lt;br /&gt;mas a clara é do poeta:&lt;br /&gt;assim se pintam arcanjos.&lt;br /&gt;Qualquer, encantos encerra,&lt;br /&gt;mas a morena é da terra&lt;br /&gt;enquanto a clara é dos anjos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher morena é ardente:&lt;br /&gt;prende o amante demente&lt;br /&gt;nos fios do seu cabelo;&lt;br /&gt;- A clara é sempre mais fria,&lt;br /&gt;mas dá-me licença um dia&lt;br /&gt;que eu vou arder no teu gelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cor morena é bonita,&lt;br /&gt;mas nada, nada te imita&lt;br /&gt;nem mesmo sequer de leve.&lt;br /&gt;- O teu sorriso é delírio...&lt;br /&gt;És alva da cor do lírio,&lt;br /&gt;és clara da cor da neve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Sat, 14 Feb 2009 20:38:05 +0000</pubDate>
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      <title>Desejo</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=962</link>
      <description>DESEJO &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Se eu soubesse que no mundo &lt;br /&gt;Existia um coração, &lt;br /&gt;Que só por mim palpitasse &lt;br /&gt;De amor em terna expansão; &lt;br /&gt;Do peito calara as mágoas, &lt;br /&gt;Bem feliz eu era então! &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Se essa mulher fosse linda &lt;br /&gt;Como os anjos lindos são, &lt;br /&gt;Se tivesse quinze anos, &lt;br /&gt;Se fosse rosa em botão, &lt;br /&gt;Se inda brincasse inocente &lt;br /&gt;Descuidosa no gazão; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Se tivesse a tez morena, &lt;br /&gt;Os olhos com expressão, &lt;br /&gt;Negros, negros, que matassem, &lt;br /&gt;Que morressem de paixão, &lt;br /&gt;Impondo sempre tiranos &lt;br /&gt;Um jugo de sedução; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Se as tranças fossem escuras, &lt;br /&gt;Lá castanhas é que não, &lt;br /&gt;E que caíssem formosas &lt;br /&gt;Ao sopro da viração, &lt;br /&gt;Sobre uns ombros torneados, &lt;br /&gt;Em amável confusão; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Se a fronte pura e serena &lt;br /&gt;Brilhasse d&#039;inspiração, &lt;br /&gt;Se o tronco fosse flexível &lt;br /&gt;Como a rama do chorão, &lt;br /&gt;Se tivesse os lábios rubros, &lt;br /&gt;Pé pequeno e linda mão; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Se a voz fosse harmoniosa &lt;br /&gt;Como d&#039;harpa a vibração, &lt;br /&gt;Suave como a da rola &lt;br /&gt;Que geme na solidão, &lt;br /&gt;Apaixonada e sentida &lt;br /&gt;Como do bardo a canção; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;E se o peito lhe ondulasse &lt;br /&gt;Em suave ondulação, &lt;br /&gt;Ocultando em brancas vestes &lt;br /&gt;Na mais branda comoção &lt;br /&gt;Tesouros de seios virgens, &lt;br /&gt;Dois pomos de tentação; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;E se essa mulher formosa &lt;br /&gt;Que me aparece em visão, &lt;br /&gt;Possuísse uma alma ardente, &lt;br /&gt;Fosse de amor um vulcão; &lt;br /&gt;Por ela tudo daria... &lt;br /&gt; A vida, o céu, a razão! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Mon, 05 Jan 2009 18:20:00 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=962</guid>
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      <title>Vida e Obra</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=725</link>
      <description>Casimiro José Marques de Abreu nasceu em Barra de São João do dia 4 de janeiro de 1839 e faleceu em Nova Friburgo, no dia 18 de outubro de 1860, foi um poeta brasileiro da segunda geração romântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de um abastado comerciante e fazendeiro português, e de Luísa Joaquina das Neves, uma fazendeira viúva. A localidade onde nasceu, Barra de São João, é hoje distrito do município que leva seu nome, e também chamada &quot;Casimirana&quot;, em sua homenagem. Recebeu apenas a instrução primária no Instituto Freeze, em Nova Friburgo, então cidade de maior porte da região serrana do estado do Rio de Janeiro, e para onde convergiam, à época, os adolescentes induzidos pelos pais a se aplicarem aos estudos. Casimiro, no entanto, só cursou naquela cidade a instrução primária, dos onze aos treze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos treze anos transferiu-se para o Rio de Janeiro para trabalhar com o pai no comércio. Com ele, embarcou para Portugal em 1853, onde entrou em contato com o meio intelectual e escreveu a maior parte de sua obra. O seu sentimento nativista e as saudades da família escreve: &quot;estando a minha casa à hora da refeição, pareceu-me escutar risadas infantis da minha mana pequena. As lágrimas brotavam e fiz os primeiros versos de minha vida, que teve o título de Ave Maria&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Lisboa, foi representado seu drama Camões e o Jaú em 1856, que foi publicado logo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus versos mais famosos do poema Meus oito anos: &quot;Oh! Que saudades que tenho/da aurora da minha vida/, da minha infância querida/que os anos não trazem mais !/ Que amor, que sonhos, que flores,/naquelas tardes fagueiras,/ à sombra das bananeiras,/ debaixo dos laranjais !&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1857 retornou ao Brasil para trabalhar no armazém de seu pai. Isso, no entanto, não o afastou da vida boêmia. Escreveu para alguns jornais e fez amizade com Machado de Assis. Escolhido para a recém fundada Academia Brasileira de Letras, tornou-se patrono da cadeira número seis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuberculoso, retirou-se para a fazenda de seu pai, Indaiaçu, hoje sede do município que recebeu o nome do poeta, onde inutilmente buscou uma recuperação do estado de saúde, vindo ali a falecer. Foi sepultado conforme desejo onde nasceu, estando sua lápide no cemitério da secular Capela de São João Batista, em Barra de São João, junto ao túmulo do pai. Em 1859 editou as suas poesias reunidas sob o título de Primaveras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espontâneo e ingênuo, de linguagem simples, tornou-se um dos poetas mais populares do Romantismo no Brasil. Deixou uma obra cujos temas abordavam a casa paterna, a saudade da terra natal e o amor (mas este tratado sem a complexidade e a profundidade tão caras a outros poetas românticos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A localidade de Barra de São João passou a denominar-se &quot;Casemiro de Abreu&quot; em sua homenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*fonte: sites da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Fri, 01 Aug 2008 18:30:00 +0000</pubDate>
      <guid>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=725</guid>
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      <title>Na rede</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=721</link>
      <description>Nas horas ardentes do pino do dia&lt;br /&gt;            Aos bosques corri;&lt;br /&gt;E qual linda imagem dos castos amores,&lt;br /&gt;Dormindo e sonhando cercada de flores&lt;br /&gt;            Nos bosques a vi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Dormia deitada na rede de penas&lt;br /&gt;                   - o céu por dossel,&lt;br /&gt;           De leve embalada no quieto balanço&lt;br /&gt;           Qual nauta cismando num lago bem manso&lt;br /&gt;                    Num leve batel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormia e sonhava  no rosto serena&lt;br /&gt;            Qual um Serafim;&lt;br /&gt;Os cílios pendidos nos olhos tão belos,&lt;br /&gt;E a brisa brincando nos soltos cabelos&lt;br /&gt;            De fino cetim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Dormia e sonhava  formosa embebida&lt;br /&gt;                      No doce sonhar,&lt;br /&gt;            E doce e sereno num mágico anseio&lt;br /&gt;            Debaixo das roupas batia-lhe o seio&lt;br /&gt;                      No seu palpitar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormia e sonhava - a boca entreaberta,&lt;br /&gt;            O lábio a sorrir;&lt;br /&gt;No peito cruzados os braços dormentes,&lt;br /&gt;Compridos e lisos quais brancas serpentes&lt;br /&gt;            No colo a dormir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Dormia e sonhava  no sonho de amores&lt;br /&gt;                     Chamava por mim,&lt;br /&gt;            E a voz suspirosa nos lábios morria&lt;br /&gt;            Tão terna e tão meiga qual vaga harmonia&lt;br /&gt;                      De algum bandolim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dormia e sonhava  de manso cheguei-me&lt;br /&gt;            Sem leve rumor;&lt;br /&gt;Perdi-me tremendo e qual fraco vagido,&lt;br /&gt;Qual sopro da brisa, baixinho ao ouvido&lt;br /&gt;            Falei-lhe de amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Ao hálito ardente o peito palpita...&lt;br /&gt;                      Mas sem despertar;&lt;br /&gt;           E como nas ânsias dum sonho que é lindo,&lt;br /&gt;           A virgem na rede corando e sorrindo...&lt;br /&gt;                        Beijou-me  a sonhar!&lt;br /&gt;                                                 Julho, 1858&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Wed, 30 Jul 2008 12:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Primaveras</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=722</link>
      <description>A primavera é a estação dos risos.&lt;br /&gt;Deus fita o mundo com celeste afago,&lt;br /&gt;Tremem as folhas e palpita o lago&lt;br /&gt;Da brisa louca aos amorosos frisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Na primavera tudo é viço e gala,&lt;br /&gt;       Trinam as aves a canção de amores,&lt;br /&gt;       E doce e bela no tapiz das flores&lt;br /&gt;       Melhor perfume a violeta exala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primavera tudo é riso e festa,&lt;br /&gt;Brotam aromas do vergel florido,&lt;br /&gt;E o ramo verde de manhã colhido&lt;br /&gt;Enfeita a fronte da aldeã modesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       A natureza se desperta rindo,&lt;br /&gt;       Um hino imenso a criação modula&lt;br /&gt;       Canta a calhandra, a juriti arrula,&lt;br /&gt;       O mar é calmo porque o céu é lindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Alegre e verde se balança o galho,&lt;br /&gt; Suspira a fonte na linguagem meiga,&lt;br /&gt; Murmura a brisa:- Como é linda a veiga!&lt;br /&gt; Responde a rosa: - Como é doce o orvalho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        II&lt;br /&gt;       Mas como às vezes sobre o céu sereno&lt;br /&gt;       Corre uma nuvem que a tormenta guia,&lt;br /&gt;       Também a lira alguma vez sombria&lt;br /&gt;       Solta gemendo de amargura um treno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São flores murchas:- o jasmim fenece,&lt;br /&gt;Mas bafejado serguerá de novo&lt;br /&gt;Bem como o galho do gentil renovo&lt;br /&gt;Durante a noite quando o orvalho desce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Se um canto amargo de ironia cheio&lt;br /&gt;       Treme nos lábios do cantor mancebo,&lt;br /&gt;       Em breve a virgem do seu casto enlevo&lt;br /&gt;       Dá-lhe um sorriso e lhe intumesce o seio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primavera - na manhã da vida-&lt;br /&gt;Deus às tristezas o sorriso enlaça,&lt;br /&gt;E a tempestade se dissipa e passa&lt;br /&gt;A voz mimosa da mulher querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Na mocidade, na estação fogosa,&lt;br /&gt;      Ama-se a vida- a mocidade é crença,&lt;br /&gt;      E a alma virgem nesta festa imensa,&lt;br /&gt;      Canta, palpita, s stasia e goza.&lt;br /&gt;                                                1º. de julho, 1858&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 30 Jul 2008 11:50:00 +0000</pubDate>
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