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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Ah, que Olhos Pôs Amor na Minha Cara</title>
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      <description>Ah, que olhos pôs Amor na minha cara&lt;br /&gt;mas sem correspondência a fiel vista?&lt;br /&gt;Ou se a têm, meu juízo onde é que pára&lt;br /&gt;que em tão falsas censuras inda insista?&lt;br /&gt;Se é belo o que meus olhos falso adoram&lt;br /&gt;que quer dizer o mundo em negação?&lt;br /&gt;E se não é, amor mostra se goram&lt;br /&gt;seus olhos, menos fiéis que os homens: não,&lt;br /&gt;como pode? Como pode, se pranto&lt;br /&gt;e espera o afectam, ser fiel no olhar?&lt;br /&gt;De erros da minha vista não me espanto,&lt;br /&gt;o sol não vê até o céu limpar.&lt;br /&gt;    Manhoso amor, com choros pões-me cego,&lt;br /&gt;    mas vendo bem, a tuas faltas chego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Shakespeare, in &quot;Sonetos (148)&quot;</description>
      <pubDate>Mon, 28 Apr 2014 17:16:10 +0000</pubDate>
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      <title>SONETO 96</title>
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      <description>Soneto 96&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De almas sinceras a união sincera&lt;br /&gt;Nada há que impeça. Amor não é amor&lt;br /&gt;Se quando encontra obstáculos se altera&lt;br /&gt;Ou se vacila ao mínimo temor.&lt;br /&gt;Amor é um marco eterno, dominante,&lt;br /&gt;Que encara a tempestade com bravura;&lt;br /&gt;È astro que norteia a vela errante&lt;br /&gt;Cujo valor se ignora, lá na altura.&lt;br /&gt;Amor não teme o tempo, muito embora&lt;br /&gt;Seu alfanje não poupe nenhuma idade;&lt;br /&gt;Amor não se transforma de hora em hora,&lt;br /&gt;Antes se afirma, para a eternidade.&lt;br /&gt;Se isto é falso, e que é falso alguém provou,&lt;br /&gt;Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1759#ixzz2vcHzPkVn&quot; title=&quot;http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1759#ixzz2vcHzPkVn&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.luso-poemas.net/modules/ne ... toryid=1759#ixzz2vcHzPkVn&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 11 Apr 2014 14:44:37 +0000</pubDate>
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      <title>Soneto 23</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ Soneto 23 ~&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como no palco o ator que é imperfeito&lt;br /&gt; Faz mal o seu papel só por temor,&lt;br /&gt; Ou quem, por ter repleto de ódio o peito&lt;br /&gt; Vê o coração quebrar-se num tremor,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em mim, por timidez, fica omitido&lt;br /&gt; O rito mais solene da paixão;&lt;br /&gt; E o meu amor eu vejo enfraquecido,&lt;br /&gt; Vergado pela própria dimensão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Seja meu livro então minha eloqüência,&lt;br /&gt; Arauto mudo do que diz meu peito,&lt;br /&gt; Que implora amor e busca recompensa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mais que a língua que mais o tenha feito.&lt;br /&gt; Saiba ler o que escreve o amor calado:&lt;br /&gt; Ouvir com os olhos é do amor o fado.</description>
      <pubDate>Wed, 13 Feb 2013 00:39:46 +0000</pubDate>
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      <title>De almas sinceras a união sincera</title>
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      <description>Soneto 96&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De almas sinceras a união sincera&lt;br /&gt;Nada há que impeça. Amor não é amor&lt;br /&gt;Se quando encontra obstáculos se altera&lt;br /&gt;Ou se vacila ao mínimo temor.&lt;br /&gt;Amor é um marco eterno, dominante,&lt;br /&gt;Que encara a tempestade com bravura;&lt;br /&gt;È astro que norteia a vela errante&lt;br /&gt;Cujo valor se ignora, lá na altura.&lt;br /&gt;Amor não teme o tempo, muito embora&lt;br /&gt;Seu alfanje não poupe nenhuma idade;&lt;br /&gt;Amor não se transforma de hora em hora,&lt;br /&gt;Antes se afirma, para a eternidade.&lt;br /&gt;Se isto é falso, e que é falso alguém provou,&lt;br /&gt;Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.</description>
      <pubDate>Mon, 11 Jun 2012 17:28:38 +0000</pubDate>
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      <title>Monólogo de Hamlet</title>
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      <description>Shakespeare&lt;br /&gt;monólogo de hamlet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser ou não ser, eis a questão.&lt;br /&gt;O que é mais nobre? Sofrer na alma&lt;br /&gt;As flechas da fortuna ultrajante&lt;br /&gt;Ou pegar em armas contra um mar de dores&lt;br /&gt;Pondo-lhes um fim? Morrer, dormir&lt;br /&gt;Nada mais; e por via do sono pôr ponto final&lt;br /&gt;Aos males do coração e aos mil acidentes naturais&lt;br /&gt;De que a carne é herdeira, num desenlace&lt;br /&gt;Devotadamente desejado. Morrer! Dormir; dormir&lt;br /&gt;Dormir, sonhar talvez: mas aqui está o ponto de interrogação;&lt;br /&gt;Porque no sono da morte, que sonhos podem assaltar-nos&lt;br /&gt;Uma vez fora da confusão da vida?&lt;br /&gt;É isso que nos obriga a reflectir: é esse respeito&lt;br /&gt;Que nos faz suportar por tanto tempo uma vida de agruras.&lt;br /&gt;Pois quem suportaria as chicotadas e o escárnio do tempo&lt;br /&gt;As injustiças do opressor, as afrontas dos orgulhosos,&lt;br /&gt;A tortura do amor desprezado, as demoras da lei,&lt;br /&gt;A insolência do oficial e os pontapés&lt;br /&gt;Que o paciente mérito recebe do incompetente&lt;br /&gt;Quando o próprio poderia gozar da quietude &lt;br /&gt;Dada pela ponta de um punhal? Quem tais fardos suportaria&lt;br /&gt;Preferindo gemer e suar sob o peso de uma vida fatigante&lt;br /&gt;A não pelo medo de algo depois da morte&lt;br /&gt;Esse país desconhecido de cujos campos&lt;br /&gt;Nenhum viajante retornou, e que nos baralha a vontade&lt;br /&gt;E nos faz suportar os males que temos&lt;br /&gt;Em vez de voar para o que não conhecemos?&lt;br /&gt;Assim a consciência nos faz a todos cobardes&lt;br /&gt;E assim as cores nascentes da resolução&lt;br /&gt;Empalidecem perante o frouxo clarão do pensamento&lt;br /&gt;E os planos de grande alcance e actualidade&lt;br /&gt;Por via desta perspectiva mudam de sentido&lt;br /&gt;E saem do reino da acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Shakespeare, 1564-1616, poeta e dramaturgo inglês, Hamlet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 16 Sep 2011 16:57:43 +0000</pubDate>
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