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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Mon, 25 May 2026 06:44:12 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>O Ciúme</title>
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      <description>Entre as tartáreas forjas, sempre acesas,&lt;br /&gt;Jaz aos pés do tremendo, estígio nume (1),&lt;br /&gt;O carrancudo, o rábido (2) Ciúme,&lt;br /&gt;Ensanguentadas as corruptas presas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traçando o plano de cruéis empresas,&lt;br /&gt;Fervendo em ondas de sulfúreo lume,&lt;br /&gt;Vibra das fauces o letal cardume&lt;br /&gt;De hórridos males, de hórridas tristezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas terríveis Fúrias (3) instigado,&lt;br /&gt;Lá sai do Inferno, e para mim se avança&lt;br /&gt;O negro monstro, de áspides (4) toucado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos em brasa de revés me lança;&lt;br /&gt;Oh dor! Oh raiva! Oh morte!... Ei-lo a meu lado&lt;br /&gt;Ferrando as garras na vipérea (5) trança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                Bocage&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt;(1) Plutão, deus dos infernos.&lt;br /&gt;(2) Raivoso, furioso&lt;br /&gt;(3) Demónios do mundo infernal.&lt;br /&gt;(4) Serpentes venenosas.&lt;br /&gt;(5) De víbora&lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Wed, 04 Mar 2009 14:25:22 +0000</pubDate>
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      <title>Elmano a Gertrúria</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=835</link>
      <description>Cá do pé das gangéticas ribeiras,&lt;br /&gt;Inimigas da paz, e da alegria,&lt;br /&gt;Cá dentre serpes, tigres, e palmeiras:&lt;br /&gt;A ti, bela Gertrúria, Elmano envia&lt;br /&gt;Seus gemidos terníssimos, e ardentes&lt;br /&gt;Sobre as cinzentas asas da Agonia.&lt;br /&gt;Se o teu fiel carácter não desmentes,&lt;br /&gt;Se inda em teu coração não teve entrada&lt;br /&gt;A variedade, o vício, dos ausentes;&lt;br /&gt;Se do voto recíproco lembrada&lt;br /&gt;Suspiras por me ver, como suspiro&lt;br /&gt;Por dar-te beijos mil na mão nevada;&lt;br /&gt;Chorando escutarás o que profiro:&lt;br /&gt;Estes queixumes vãos, que entrego aos ares,&lt;br /&gt;Estes inúteis ais, que da alma tiro.&lt;br /&gt;Do santo abrigo de meus deuses lares&lt;br /&gt;Pela Sorte cruel desarraigado,&lt;br /&gt;E exposto em frágil quilha a bravos mares;&lt;br /&gt;Sobre as espaldas do Oceano inchado,&lt;br /&gt;Dirijindo tristíssimo lamento&lt;br /&gt;Contra o céu, contra Amor, e contra o Fado;&lt;br /&gt;Debalde conjurando o rouco vento,&lt;br /&gt;Em vão pedindo a Tétis sepultura&lt;br /&gt;Nas entranhas do mádido elemento:&lt;br /&gt;Pus, finalmente, os pés onde murmura&lt;br /&gt;O plácido Janeiro, em cuja areia&lt;br /&gt;Jazia entre delícias a ternura.&lt;br /&gt;Ali, como nas margens de Ulisseia,&lt;br /&gt;Prendendo corações brincavam, riam&lt;br /&gt;Os filhinhos gentis de Citereia;&lt;br /&gt;Mil Graças, que a vanglória trocariam&lt;br /&gt;Em vergonhosa inveja à tua vista,&lt;br /&gt;Usurpar-te meus cultos presumiam;&lt;br /&gt;Eis olham como fácil a conquista;&lt;br /&gt;Mas a fé me acompanha, a fé me alenta,&lt;br /&gt;E constância me dá, com que resista.&lt;br /&gt;Este combate a glória me acrescenta:&lt;br /&gt;Conhece-se o valor do navegante&lt;br /&gt;Em tenebrosa, horrísona tormenta.&lt;br /&gt;Contemplando na ideia o teu semblante,&lt;br /&gt;Pude evitar o escolho, onde naufraga&lt;br /&gt;O coração mais livre, e mais constante;&lt;br /&gt;Um virtuoso amor nunca se apaga:&lt;br /&gt;O tiro de outra mão não faz emprego&lt;br /&gt;Aonde a tua abriu tão doce chaga.&lt;br /&gt;Sempre no mais cruel desasossego,&lt;br /&gt;Sempre comigo mesmo em viva guerra,&lt;br /&gt;Às vastas ondas outra vez me entrego.&lt;br /&gt;Os negros furacões Eolo encerra,&lt;br /&gt;Até que aos frouxos olhos se me of&amp;#039;rece&lt;br /&gt;O bruto Adamastor, filho da Terra.&lt;br /&gt;Vê-me o monstro, que ainda não se esquece&lt;br /&gt;Da nossa antiga audácia, e logo exclama&lt;br /&gt;Com voz horrível, que trovão parece:&lt;br /&gt;&amp;quot;Oh tu, que de uma vã, caduca fama,&lt;br /&gt;De uma ilustre quimera ambicioso,&lt;br /&gt;A estrada vens saber do afoito Gama;&lt;br /&gt;Tu, dos servos de Amor o mais ditoso,&lt;br /&gt;Se as desordens fatais da louca idade&lt;br /&gt;Te houvesse reprimido o céu piedoso;&lt;br /&gt;Tu, que de uma terrestre divindade&lt;br /&gt;Memorando os encantos, e os agrados,&lt;br /&gt;Deliras entre as garras da saudade;&lt;br /&gt;O modelo serás dos desgraçados,&lt;br /&gt;Porque mais, ó mortal, a ver não tornas&lt;br /&gt;Meigos olhos, por Vénus invejados.&lt;br /&gt;As correntes de lágrimas, que entornas,&lt;br /&gt;Os suspiros, que exalas de contínuo,&lt;br /&gt;A singular paixão, de que te adornas,&lt;br /&gt;Nada revoga as ordens do Destino:&lt;br /&gt;Que eu de opaca procela estenda o manto&lt;br /&gt;Quer, e ao fatal decreto a frente inclino;&lt;br /&gt;Mas a tua aflição move-me tanto,&lt;br /&gt;Que os olhos meus, a permiti-lo a Sorte,&lt;br /&gt;Saberiam, por ti, que coisa é pranto.&lt;br /&gt;Das entranhas do inferno arranco a morte,&lt;br /&gt;Que a lei do Fado, a meu pesar, me obriga&lt;br /&gt;A que a vida misérrima te corte.&lt;br /&gt;Mares, lambei dos céus a base antiga,&lt;br /&gt;Morra Elmano; adejai, ddragões do Averno,&lt;br /&gt;Sobre o veloz baixel, onde se abriga!&amp;quot;&lt;br /&gt;Disse dos nautos o inimigo eterno,&lt;br /&gt;E aos ares arrojou no mesmo instante&lt;br /&gt;Medonhas trevas, pavoroso inverno.&lt;br /&gt;O céu troveja, Eolo sibilante&lt;br /&gt;Ora aos abismos, ora aos astros leva&lt;br /&gt;Entre as asas da morte o lenho errante:&lt;br /&gt;Sobre ele o mar violento a fúria ceva,&lt;br /&gt;Rebentam cabos, não governa o leme,&lt;br /&gt;Consternada celeuma ao ar se eleva.&lt;br /&gt;Em tanto horror meu coração não treme,&lt;br /&gt;Antes se alenta, agradecendo ao Fado&lt;br /&gt;Um bem, que impora, - a morte, que não teme.&lt;br /&gt;&amp;quot;Parcas! (eu grito) ó deusas, que a meu lado&lt;br /&gt;Andais brandindo as foices carniceiras,&lt;br /&gt;Inclinai para cá seu gume ervado:&lt;br /&gt;O golpe em mim descarregai ligeiras,&lt;br /&gt;Enquanto of&amp;#039;reço à cândida Gertrúria&lt;br /&gt;O final pranto, as vozes derradeiras.&amp;quot;&lt;br /&gt;Céus! Que prodígio! O vento aplaca a fúria,&lt;br /&gt;E a teu nome adorado a própria Morte&lt;br /&gt;Não ousa, em dano meu, fazer injúria;&lt;br /&gt;Teu nome vence a cólera da Sorte:&lt;br /&gt;Torna a luz, foge a sombra, e já mil vivas&lt;br /&gt;Os muros vão ferir da etérea corte:&lt;br /&gt;Só eu choro o prazer, que tu motivas,&lt;br /&gt;Só eu sinto escapar deste perigo,&lt;br /&gt;Só eu culpo as estrelas compassivas.&lt;br /&gt;A próspera derrota assim prossigo,&lt;br /&gt;Até que vejo, e piso a sepultura&lt;br /&gt;Dos tristes, que não tem na pátria abrigo.&lt;br /&gt;Aqui vai sempre a mais minha amargura,&lt;br /&gt;Aqui, pela Saudade envenenado,&lt;br /&gt;Como espectro acompanho a Noite escura:&lt;br /&gt;Aqui ninguém me atende, (oh negro fado!)&lt;br /&gt;Nem deuses, nem mortais, ninguém me atende:&lt;br /&gt;Tão molesto se faz um desgraçado!&lt;br /&gt;Só teu suave nome, a quem se rende&lt;br /&gt;O próprio deus de amor, algum momento&lt;br /&gt;Meu pranto enfreia, minhas ânsias prende.&lt;br /&gt;Sou qual febricitante, que sedento&lt;br /&gt;Em libar fresca taça alívio goza,&lt;br /&gt;Afagando com ela o sofrimento.&lt;br /&gt;Ai gesto encantador, face amorosa,&lt;br /&gt;Que me inspiraste da paixão mais pura&lt;br /&gt;A doce chama, a chama deleitosa!&lt;br /&gt;Que torrente de gosto, e de ternura&lt;br /&gt;Fizeste borbulhar no meu semblante,&lt;br /&gt;Enquanto o permitiu minha ventura!&lt;br /&gt;Qual na cálida sesta o caminhante,&lt;br /&gt;Que em despenhada fonte, amena, e fria&lt;br /&gt;Matar o vivo ardor vai anelante;&lt;br /&gt;Tal nas asas do júbilo eu corria&lt;br /&gt;A saciar em ti, vista adorável,&lt;br /&gt;O sequioso amor, que em mim fervia.&lt;br /&gt;Oh lúbrico prazer! Fortuna instável!&lt;br /&gt;Apenas fui feliz, fui desgraçado:&lt;br /&gt;Oh catástrofe acerba, e deplorável!&lt;br /&gt;Mas tu, Gertrúria bela, ídolo amado,&lt;br /&gt;Tu, meu único bem, cuja mudança&lt;br /&gt;Me faria acabar desesperado,&lt;br /&gt;Por piedade não percas da lembrança&lt;br /&gt;O terno adeus, e as lágrimas, e os votos,&lt;br /&gt;Com que ele vigorou minha esperança.&lt;br /&gt;Vê que, entregue ao furor de horríveis Notos,&lt;br /&gt;Vim, só por me fazer de ti mais digno&lt;br /&gt;A climas, do meu clima tão remotos.&lt;br /&gt;Semblante, para mim sepre benigno,&lt;br /&gt;Reserva-me um sorriso: ele somente&lt;br /&gt;Pode o meu astro serenar maligno;&lt;br /&gt;Eles só me fará viver contente:&lt;br /&gt;Só nele está suspensa a minha glória,&lt;br /&gt;Só dele o meu sossego está pendente:&lt;br /&gt;Voemos para o templo da Memória,&lt;br /&gt;Nossa fidelidade ao orbe espante,&lt;br /&gt;E sirva de modelo a nossa história;&lt;br /&gt;A todo o baixo espírito inconstante&lt;br /&gt;Para castigo apontem-lhe a firmeza&lt;br /&gt;Do triste Elmano, e de Gertrúria amante;&lt;br /&gt;Obra a mais singular da Natureza,&lt;br /&gt;Erário dos seus dons, conheça o mundo,&lt;br /&gt;Que és tão rara em amor, como em beleza;&lt;br /&gt;Abunda nas saudades, em que abundo,&lt;br /&gt;Manda-me lá desses ditosos lares&lt;br /&gt;Nas asas da ternura um ai profundo,&lt;br /&gt;Não tope densa nuvem pelos ares,&lt;br /&gt;Que a fortaleza, que o valor lhe tire:&lt;br /&gt;Venha, ah! Venha, apesar de imensos mares,&lt;br /&gt;E em meus ouvidos, fatigado, expire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:50:00 +0000</pubDate>
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      <title>Vida e Obra</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=658</link>
      <description>Manuel Maria de Barbosa l&#039;Hedois du Bocage (Setúbal, 15 de Setembro de 1765  Lisboa, 21 de Dezembro de 1805), poeta português e, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era primo em segundo grau do zoólogo José Vicente Barbosa du Bocage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Setúbal às três horas da tarde de 15 de Setembro de 1765, falecido em Lisboa na manhã de 21 de Dezembro de 1805, era filho do bacharel José Luís Soares de Barbosa, juiz de fora, ouvidor, e depois advogado, e de D. Mariana Joaquina Xavier l&#039;Hedois Lustoff du Bocage, cujo pai era francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe era segunda sobrinha da célebre poetisa francesa, madame Marie Anne Le Page du Bocage, tradutora do &quot;Paraíso&quot; de Milton, imitadora da &quot;Morte de Abel&quot;, de Gessner, e autora da tragédia &quot;As Amazonas&quot; e do poema épico em dez cantos &quot;A Columbiada&quot;, que lhe mereceu a coroa de louros de Voltaire e o primeiro prémio da academia de Rouen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das numerosas biografias publicadas após a sua morte, boa parte da sua vida permanece um mistério. Não se sabe que estudos fez, embora se deduza da sua obra que estudou os clássicos e as mitologias grega e latina, que estudou francês e também latim. A identificação das mulheres que amou é duvidosa e discutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua infância foi infeliz. O pai foi preso por dívidas ao Estado quando ele tinha seis anos e permaneceu na cadeia seis anos. A sua mãe faleceu quando tinha dez anos. Possivelmente ferido por um amor não correspondido, assentou praça como voluntário em 22 de Setembro de 1781 e permaneceu no Exército até 15 de Setembro de 1783. Nessa data, foi admitido na Escola da Marinha Real, onde fez estudos regulares para guarda-marinha. No final do curso desertou, mas, ainda assim, aparece nomeado guarda-marinha por D. Maria I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura, já a sua fama de poeta e versejador corria por Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 14 de Abril de 1786, embarcou como oficial de marinha para a Índia, na nau Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena, que chegou ao Rio de Janeiro em finais de Junho. Na cidade, viveu na actual Rua Teófilo Otoni, e diz o &quot;Dicionário de Curiosidades do Rio de Janeiro&quot; de A. Campos - Da Costa e Silva, pg 48, que &quot;gostou tanto da cidade que, pretendendo permanecer definitivamente, dedicou ao vice-rei uma poesia-canção cheia de bajulações, visando atingir seus objectivos. Sendo porém o vice-rei avesso a elogios, fê-lo prosseguir viagem para as Índias&quot;. Fez escala na Ilha de Moçambique (início de Setembro) e chegou à Índia em 28 de Outubro de 1786. Em Pangim, frequentou de novo estudos regulares de oficial de marinha. Foi depois colocado em Damão, mas desertou em 1789, embarcando para Macau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preso pela inquisição, e na cadeia traduziu poetas franceses e latinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década seguinte é a da sua maior produção literária e também o período de maior boémia e vida de aventuras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 1790 foi convidado e aderiu à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, onde adoptou o pseudónimo Elmano Sadino. Mas passado pouco tempo escrevia já ferozes sátiras contra os confrades. Em 1791, foi publicada a 1.ª edição das Rimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominava então Lisboa o Intendente da Polícia Pina Manique que decidiu pôr ordem na cidade, tendo em 7 de Agosto de 1797 dado ordem de prisão a Bocage por ser desordenado nos costumes. Ficou preso no Limoeiro até 14 de Novembro de 1797, tendo depois dado entrada no calabouço da Inquisição, no Rossio. Aí ficou até 17 de Fevereiro de 1798, tendo ido depois para o Real Hospício das Necessidades, dirigido pelos Padres Oratorianos de São Filipe Neri, depois de uma breve passagem pelo Convento dos Beneditinos. Durante este longo período de detenção, Bocage mudou o seu comportamento e começou a trabalhar seriamente como redactor e tradutor. Só saiu em liberdade no último dia de 1798.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1799 a 1801 trabalhou sobretudo com Frei José Mariano da Conceição Veloso, um frade brasileiro, politicamente bem situado e nas boas graças de Pina Manique, que lhe deu muitos trabalhos para traduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1801, até à morte por aneurisma, viveu em casa por ele arrendada no Bairro Alto, naquela que é hoje o n.º 25 da travessa André Valente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 de Setembro, data de nascimento do poeta, é feriado municipal em Setúbal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006 a história de Bocage foi adaptada para a TV numa mini-série produzida pela RTP e protagonizada por Miguel Guilherme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biobibliografia&lt;br /&gt;Couto, António Maria do. Memorias sobre a vida de Manuel Maria Barbosa de Bocage; &lt;br /&gt;Silva, José Maria da Costa e. Vida de M. M. B. du B. por Silva (in tomo IV das Poesias publicadas por Marques Leão); &lt;br /&gt;Felner, Rodrigo José de Lima. Biographia (in Panorama, vol. IX, 1846); &lt;br /&gt;Castilho, José Feliciano de. Noticia da vida e obras de M. M. de B. du B.; &lt;br /&gt;Silva, Rebelo da. Memoria biographica e litteraria àcerca de M. M. de B. du B.; &lt;br /&gt;Estudo biographico e litterario (in edição completa das Poesias de Bocage, feita, em 1853); &lt;br /&gt;Panorama, tomo X, 1853; &lt;br /&gt;Xavier, F. N. Os documentos para a biographia de M. M. de B. du B. (in Archivo Universal); &lt;br /&gt;Braga, Teófilo. Bocage; &lt;br /&gt;Gonçalves, Adelto. Bocage, o perfil perdido. Lisboa, Editorial Caminho, 2003. ISBN 972-21-1561-8; &lt;br /&gt;Aranja, Álvaro. Bocage, a Liberdade e a Revolução Francesa. Setúbal, Centro de Estudos Bocageanos, 2003. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*essa pesquisa foi feita em alguns sites da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 05 Jun 2008 18:45:48 +0000</pubDate>
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      <title>O Amor queixando-se a Vénus</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=617</link>
      <description>Odes Anacreôntocas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno de áurea colmeia&lt;br /&gt;Amor adejava um dia;&lt;br /&gt;E a mãozinha introduzindo&lt;br /&gt;Húmidos favos colhia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abelha, mais forte que eu,&lt;br /&gt;Porque de Amor não tem medo,&lt;br /&gt;Eis do guloso menino&lt;br /&gt;Castiga o furto num dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chupando o tenro dedinho&lt;br /&gt;Entra Cupido a chorar;&lt;br /&gt;E ao colo da mãe voando&lt;br /&gt;Do insecto se vai queixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vénus carinhosa, e bela,&lt;br /&gt;Diz, amimando-o no peito:&lt;br /&gt;«Desculpa o que te fizeram&lt;br /&gt;Recordando o que tens feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O ténue ferrão da abelha&lt;br /&gt;Dói menos que teus farpões;&lt;br /&gt;O que ela te fez no dedo&lt;br /&gt;Fazes tu nos corações.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Mon, 31 Mar 2008 21:50:00 +0000</pubDate>
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    </item>
        <item>
      <title>Encarecendo.... </title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=533</link>
      <description>...a dificuldade de conciliar em Goa a amizade de seus naturais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ver uma perdiz chocar um rato,&lt;br /&gt;Quer ensinar a um burro anatomia,&lt;br /&gt;Exterminar de Goa a senhoria,&lt;br /&gt;Ouvir miar um cão, ladrar um gato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ir pescar um tubarão no mato&lt;br /&gt;Namorar nos serralhos da Turquia,&lt;br /&gt;Escaldar uma perna em água fria&lt;br /&gt;Ver uma cobra castiçar com um pato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ir num dia de Surrate a Roma,&lt;br /&gt;Lograr saúde sem comer dois anos,&lt;br /&gt;Salvar-se por milagre de Mafoma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer despir a bazófia aos castelhanos,&lt;br /&gt;Das penas infernais fazer a soma,&lt;br /&gt;Quem procura amizade em vis gafanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************</description>
      <pubDate>Thu, 08 Nov 2007 22:20:00 +0000</pubDate>
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