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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Eça de Queirós</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Uma NaÃ§Ã£o sÃ³ Vive porque Pensa</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=4818</link>
      <description>Uma naÃ§Ã£o sÃ³ vive porque pensa. Cogitat ergo est. A forÃ§a e a riqueza nÃ£o bastam para provar que uma naÃ§Ã£o vive duma vida que mereÃ§a ser glorificada na HistÃ³ria - como rijos mÃºsculos num corpo e ouro farto numa bolsa nÃ£o bastam para que um homem honre em si a Humanidade. Um reino de Ãfrica, com guerreiros incontÃ¡veis nas suas aringas e incontÃ¡veis diamantes nas suas colinas, serÃ¡ sempre uma terra bravia e morta, que, para lucro da CivilizaÃ§Ã£o, os civilizados pisam e retalham tÃ£o desassombradamente como se sangra e se corta a rÃªs bruta para nutrir o animal pensante. E por outro lado se o Egipto ou Tunis formassem resplandescentes centros de ciÃªncias, de literaturas e de artes, e, atravÃ©s de uma serena legiÃ£o de homens geniais, incessantemente educassem o mundo - nenhuma naÃ§Ã£o mesmo nesta idade do ferro e de forÃ§a, ousaria ocupar como um campo maninho e sem dono esses solos augustos donde se elevasse, para tornar as almas melhores, o enxame sublime das ideias e das formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃ³ na verdade o pensamento e a sua criaÃ§Ã£o suprema, a ciÃªncia, a literatura, as artes, dÃ£o grandeza aos Povos, atraem para eles universal reverÃªncia e carinho, e, formando dentro deles o tesouro de verdades e de belezas que o Mundo precisa, os tornam perante o Mundo sacrossantos. Que diferenÃ§a hÃ¡, realmente, entre Paris e Chicago? SÃ£o duas palpitantes e produtivas cidades - onde os palÃ¡cios, as instituiÃ§Ãµes, os parques, as riquezas, se equivalem soberbamente. Porque forma pois Paris um foco crepitante de CivilizaÃ§Ã£o que irresistivelmente fascina a Humanidade - e porque tem Chicago apenas sobre a terra o valor de um rude e formidÃ¡vel celeiro onde se procura a farinha e o grÃ£o?&lt;br /&gt;Porque Paris, alÃ©m dos palÃ¡cios, das instituiÃ§Ãµes e das riquezas de que Chicago tambÃ©m justamente se gloria, possui a mais um grupo especial de homens -Renan, Pasteur, Taine, Berthelot, CoppÃ©e, Bonnat, FalguiÃ¨res, Gounot, Massenet - que pela incessante produÃ§Ã£o do seu cÃ©rebro convertem a banal cidade que habitam num centro de soberano ensino. Se as Origens do Cristianismo, o Fausto, as telas de Bonnat, os mÃ¡rmores de FalguiÃ¨res, nos viessem de alÃ©m dos mares, da nova e monumental Chicago - para Chicago, e nÃ£o para Paris, se voltariam, como as plantas para o Sol, os espÃ­ritos e os coraÃ§Ãµes da Terra.&lt;br /&gt;Se uma naÃ§Ã£o, portanto, sÃ³ tem a superioridade porque tem pensamento, todo aquele que venha revelar na nossa pÃ¡tria um novo homem de original pensar concorre patrioticamente para lhe aumentar a Ãºnica grandeza que a tornarÃ¡ respeitada, a Ãºnica beleza que a tornarÃ¡ amada; - e Ã© como quem aos seus templos juntasse mais um sacrÃ¡rio ou sobre as suas muralhas erguesse mais um castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EÃ§a de QueirÃ³s, in &#039;A CorrespondÃªncia de Fradique Mendes&#039;</description>
      <pubDate>Sat, 24 May 2014 23:21:40 +0000</pubDate>
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      <title>O Pessimismo Ã© Excelente para os Inertes</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=2016</link>
      <description> O Pessimismo Ã© uma teoria bem consoladora para os que sofrem, porque desindividualiza o sofrimento, alarga-o atÃ© o tornar uma lei universal, a lei prÃ³pria da Vida; portanto lhe tira o carÃ¡cter pungente de uma injustiÃ§a especial, cometida contra o sofredor por um Destino inimigo e faccioso! Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga quando contemplamos ou imaginamos o bem do nosso vizinho - porque nos sentimos escolhidos e destacados para a Infelicidade, podendo, como ele, ter nascido para a Fortuna. Quem se queixaria de ser coxo - se toda a humanidade coxeasse? E quais nÃ£o seriam os urros, e a furiosa revolta do homem envolto na neve e friagem e borrasca de um Inverno especial, organizado nos cÃ©us para o envolver a ele unicamente - enquanto em redor toda a humanidade se movesse na benignidade de uma Primavera? (...) O Pessimismo Ã© excelente para os Inertes, porque lhes atenua o desgracioso delito da InÃ©rcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EÃ§a de QueirÃ³s, in &#039;A Cidade e as Serras&#039;</description>
      <pubDate>Wed, 02 Oct 2013 12:26:17 +0000</pubDate>
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      <title>A Ãšnica CrÃ­tica Ã© a Gargalhada</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1922</link>
      <description>A Ãºnica crÃ­tica Ã© a gargalhada! NÃ³s bem o sabemos: a gargalhada nem Ã© um raciocÃ­nio, nem um sentimento; nÃ£o cria nada, destrÃ³i tudo, nÃ£o responde por coisa alguma. E no entanto Ã© o Ãºnico comentÃ¡rio do mundo polÃ­tico em Portugal. Um Governo decreta? gargalhada. Reprime? gargalhada. Cai? gargalhada. E sempre esta polÃ­tica, liberal ou opressiva, terÃ¡ em redor dela, sobre ela, envolvendo-a como a palpitaÃ§Ã£o de asas de uma ave monstruosa, sempre, perpetuamente, vibrante, e cruel Â– a gargalhada! PolÃ­tica querida, sÃª o que quiseres, toma todas as atitudes, pensa, ensina, discute, oprime Â– nÃ³s riremos. A tua atmosfera Ã© de chalaÃ§a. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EÃ§a de QueirÃ³s, in &#039;Uma Campanha Alegre&#039;</description>
      <pubDate>Mon, 22 Apr 2013 21:43:14 +0000</pubDate>
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      <title>A Poesia nÃ£o se Inventou para Cantar o Amor</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1631</link>
      <description>A poesia nÃ£o se inventou para cantar o amor Â— que de resto nÃ£o existia ainda quando os primeiros homens cantaram. Ela nasceu com a necessidade de celebrar magnificamente os deuses, e de conservar na memÃ³ria, pela seduÃ§Ã£o do ritmo, as leis da tribo. A adoraÃ§Ã£o ou captaÃ§Ã£o da divindade e a estabilidade social, eram entÃ£o os dois altos e Ãºnicos cuidados humanos: Â— e a poesia tendeu sempre, e tenderÃ¡ constantemente a resumir, nos conceitos mais puros, mais belos e mais concisos, as ideias que estÃ£o interessando e conduzindo os homens. Se a grande preocupaÃ§Ã£o do nosso tempo fosse o amor Â— ainda admitirÃ­amos que se arquivasse, por meio das artes da imprensa, cada suspiro de cada Francesca. Mas o amor Ã© um sentimento extremamente raro entre as raÃ§as velhas e enfraquecidas. Os Romeus, as Julietas (para citar sÃ³ este casal clÃ¡ssico) jÃ¡ nÃ£o se repetem nem sÃ£o quase possÃ­veis nas nossas democracias, saturadas de cultura, torturadas pela ansia do bem-estar, cÃ©pticas, portanto egoÃ­stas, e movidas pelo vapor e pela electricidade. Mesmo nos crimes de amor, em que parece reviver, com a sua forÃ§a primitiva e dominante, a paixÃ£o das raÃ§as novas, se descobrem logo factores lamentavelmente alheios ao amor, sendo os dois principais aqueles que mais caracterizam o nosso tempo: o interesse e a vaidade. Nestas condiÃ§Ãµes, o amor que voltou a ser, como na GrÃ©cia, um Cupido pequenino e brincalhÃ£o, que esvoaÃ§a, surripiando aqui e alÃ©m um prazer fugitivo Â— Ã© removido para entre os cuidados subalternos do homem, muito para baixo do dinheiro, muito para baixo da polÃ­tica... Ã‰ uma ocupaÃ§Ã£o, sem malÃ­cia o digo, que se deixa para quando acabar o dia verdadeiro e Ãºtil, e com ele os negÃ³cios, as ideias, os interesses que prendem. Â«JÃ¡ nÃ£o hÃ¡ hoje nada de produtivo a fazer? JÃ¡ nÃ£o hÃ¡ nada de sÃ©rio em que pensar?... Bem! EntÃ£o, um pouco de perfume nas mÃ£os, e abra-se a porta ao amor que espera!Â» A isto estÃ¡ reduzida a VÃ©nus fatal e vencedora! &lt;br /&gt;Ora quando uma arte teima em exprimir unicamente um sentimento que se tornou secundÃ¡rio nas preocupaÃ§Ãµes do homem Â— ela prÃ³pria se torna secundÃ¡ria, pouco atendida e perde a pouco e pouco a simpatia das inteligÃªncias. Por isso hoje, tÃ£o tenazmente, os editores se recusam a editar, e os leitores se recusam a ler, versos em que sÃ³ se cante de amor e de rosas. E o artista que nÃ£o quer ser uma voz clamando no deserto e um papel apodrecendo no armazÃ©m, comeÃ§a a evitar o amor como tema essencial da sua obra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EÃ§a de QueirÃ³s, in &#039;A CorrespondÃªncia de Fradique Mendes&#039;</description>
      <pubDate>Tue, 24 Apr 2012 14:35:54 +0000</pubDate>
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      <title>Estamos perdidos hÃ¡ muito tempo...</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1274</link>
      <description>No ano de 1871, EÃ§a de QueirÃ³s disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Â«Estamos perdidos hÃ¡ muito tempo...&lt;br /&gt;O paÃ­s perdeu a inteligÃªncia e a consciÃªncia moral.&lt;br /&gt;Os costumes estÃ£o dissolvidos, as consciÃªncias em debandada.&lt;br /&gt;Os carÃ¡cteres corrompidos.&lt;br /&gt;A prÃ¡tica da vida tem por Ãºnica direcÃ§Ã£o a conveniÃªncia.&lt;br /&gt;NÃ£o hÃ¡ princÃ­pio que nÃ£o seja desmentido.&lt;br /&gt;NÃ£o hÃ¡ instituiÃ§Ã£o que nÃ£o seja escarnecida.&lt;br /&gt;NinguÃ©m se respeita.&lt;br /&gt;NÃ£o hÃ¡ nenhuma solidariedade entre os cidadÃ£os.&lt;br /&gt;NinguÃ©m crÃª na honestidade dos homens pÃºblicos.&lt;br /&gt;Alguns agiotas felizes exploram.&lt;br /&gt;A classe mÃ©dia abate-se progressivamente na imbecilidade e na inÃ©rcia.&lt;br /&gt;O povo estÃ¡ na misÃ©ria.&lt;br /&gt;Os serviÃ§os pÃºblicos sÃ£o abandonados a uma rotina dormente.&lt;br /&gt;O Estado Ã© considerado na sua acÃ§Ã£o fiscal como um ladrÃ£o e tratado como um inimigo.&lt;br /&gt;A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciÃªncias.&lt;br /&gt;Diz-se por toda a parte: Â“o paÃ­s estÃ¡ perdido!Â”&lt;br /&gt;Algum opositor do actual governo?... NÃ£o!Â»&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 25 Nov 2010 21:16:43 +0000</pubDate>
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