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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Hermann Hesse</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>  Neblina</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Estranho é caminhar na densa névoa:&lt;br /&gt;Solitária esta cada planta ou pedra,&lt;br /&gt;Nenhum arbusto enxerga o seu vizinho,&lt;br /&gt;Cada um está só.&lt;br /&gt;Cheio de amigos era, para mim, o mundo&lt;br /&gt;Quando luminosa inda era minha vida;&lt;br /&gt;Agora que a névoa caiu,&lt;br /&gt;Ninguém mais é visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é deveras um sábio&lt;br /&gt;Quem não conhece a escuridão&lt;br /&gt;Que, suavemente, nos separa&lt;br /&gt;De tudo inexorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho é caminhar na densa névoa:&lt;br /&gt;Viver é estar solitário&lt;br /&gt;Entre gente que se ignora.&lt;br /&gt;Todos estamos sós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Este Lado da Vida, contos  Civilização brasileira, 1971 Trad.de Álvaro Cabral)&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 12 Mar 2011 14:20:10 +0000</pubDate>
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      <title>A Noite</title>
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      <description>A Noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rescende a flor na várzea,&lt;br /&gt;longínqua flor da infância&lt;br /&gt;que só de raro em raro ao sonhador&lt;br /&gt;abre o velado cálice&lt;br /&gt;e deixa ver  cópia do sol  seu interior.&lt;br /&gt;Por cima das cordilheiras azuis&lt;br /&gt;cega a noite vagueia&lt;br /&gt;puxando sobre o seio a veste escura:&lt;br /&gt;sorrindo esparze a esmo&lt;br /&gt;sua dádiva  o sonho.&lt;br /&gt;Curtidos pelo dia, em baixo dormem&lt;br /&gt;os homens: têm os olhos&lt;br /&gt;cheios de sonhos,&lt;br /&gt;alguns viram o rosto suspirando&lt;br /&gt;para as flores da infância&lt;br /&gt;cujo aroma os atrai de leve na penumbra,&lt;br /&gt;e ao severo chamado paternal do dia&lt;br /&gt;confortados se alheiam.&lt;br /&gt;Para o exausto, é um alívio&lt;br /&gt;refugiar-se nos braços da mãe&lt;br /&gt;que os cabelos do sonhador alisa&lt;br /&gt;com mãos despreocupadas.&lt;br /&gt;Somos crianças, logo nos fatiga o sol&lt;br /&gt;- ainda que seja para nós destino e futuro sagrado &lt;br /&gt;e tombamos a cada anoitecer&lt;br /&gt;pequeninos de novo no regaço da mãe,&lt;br /&gt;balbuciamos palavras da infância,&lt;br /&gt;palpamos o caminho do regresso às origens.&lt;br /&gt;Também o pesquisador solitário&lt;br /&gt;que para o vôo ao sol se propusera&lt;br /&gt;vacila, também ele, à meia-noite&lt;br /&gt;voltado para o ponto de partida longe.&lt;br /&gt;E o que dorme, quando um pesadelo o desperta,&lt;br /&gt;confusa a alma, pressente no escuro&lt;br /&gt;a hesitante verdade:&lt;br /&gt;toda corrida, para o sol ou para a noite,&lt;br /&gt;conduz à morte, leva a novo nascimento,&lt;br /&gt;dores que a alma receia.&lt;br /&gt;Mas seguem todos o mesmo caminho:&lt;br /&gt;todos morrem e tornam a nascer,&lt;br /&gt;porque a eterna mãe&lt;br /&gt;devolve-os eternamente ao dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(de Poesias Escolhidas&quot;, 1921)&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 04 Mar 2011 02:14:45 +0000</pubDate>
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      <title>Ramo em flor</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cá e para lá&lt;br /&gt;sempre se inclina ao vento o ramo em flor,&lt;br /&gt;para cima e para baixo&lt;br /&gt;sempre meu coração vai feito uma criança&lt;br /&gt;entre claros e nebulosos dias,&lt;br /&gt;entre ambições e renúncias.&lt;br /&gt;Até que as flores se espalham&lt;br /&gt;e o ramo se enche de frutos,&lt;br /&gt;até que o coração farto de infância&lt;br /&gt;alcança a paz&lt;br /&gt;e confessa: de muito agrado e não perdida&lt;br /&gt;foi a inquieta jogada da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(de Música da Solidão, 1915)</description>
      <pubDate>Tue, 01 Mar 2011 17:52:55 +0000</pubDate>
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      <title>Frases e Pensamentos</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1320</link>
      <description>&quot;Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Se você odeia alguém, é porque odeia alguma coisa nele que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos perturba.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;O homem culto é apenas mais culto; nem sempre é mais inteligente que o homem simples.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;A paz não é um estado primitivo paradisíaco, nem uma forma de convivência regulada pelo acordo. A paz é algo que não conhecemos, que apenas buscamos e imaginamos. A paz é um ideal.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Todo o humorismo sublime começa com a renúncia de se levar a sério a própria pessoa.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Ninguém pode ver nem compreender nos outros o que ele próprio não tiver vivido.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Se temos a possibilidade de tornar mais feliz e mais sereno um ser humano, devemos fazê-lo sempre.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;A sabedoria não pode ser transmitida. A sabedoria que um sábio tenta transmitir soa mais como loucura.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Quem é pequeno vê no maior apenas o que um pequeno é capaz de perceber.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;O homem é um ser ansioso pela felicidade; no entanto, não a suporta por muito tempo.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Um ser humano só cumpre o seu dever quando tenta aperfeiçoar os dotes que a natureza lhe deu.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Entre os seres humanos, mesmo se intimamente unidos, permanece sempre aberto um abismo que apenas o amor pode superar, e mesmo assim somente como uma passagem de emergência.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Certamente têm razão aqueles que definem a guerra como estado primitivo e natural. Enquanto o homem for um animal, viverá por meio de luta e à custa dos outros, temerá e odiará o próximo. A vida, portanto, é guerra.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Sem amor por si mesmo, o amor pelos outros também não é possível. O ódio por si mesmo é exactamente idêntico ao flagrante egoísmo e, no final, conduz ao mesmo isolamento cruel e ao mesmo desespero.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Se observarmos uma pessoa com suficiente atenção, acabaremos por saber mais a seu respeito do que a própria pessoa.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;O correr das águas,a passagem das nuvens,o brincar das crianças,o sangue nas veias.Esta é a música de Deus.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*frases encontradas em sites da rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 26 Feb 2011 19:20:00 +0000</pubDate>
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      <title>Degraus</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1319</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as flores murcham &lt;br /&gt;E a juventude cede à velhice, &lt;br /&gt;Também os degraus da Vida, &lt;br /&gt;A sabedoria e a virtude, a seu tempo, &lt;br /&gt;Florescem e não duram eternamente. &lt;br /&gt;A cada apelo da vida deve o coração &lt;br /&gt;Estar pronto a despedir-se e a começar de novo, &lt;br /&gt;Para, com coragem e sem lágrimas se &lt;br /&gt;Dar a outras novas ligações. Em todo &lt;br /&gt;O começo reside um encanto que nos &lt;br /&gt;Protege e ajuda a viver&lt;br /&gt;Serenos transpunhamos o espaço após espaço, &lt;br /&gt;Não nos prendendo a nenhum elo, a um lar; &lt;br /&gt;Sermos corrente ou parada não quer o &lt;br /&gt;espírito do mundo &lt;br /&gt;Mas de degrau em degrau elevar-nos e aumentar-nos. &lt;br /&gt;Apenas nos habituamos a um círculo de vida, &lt;br /&gt;Íntimos, ameaça-nos o torpor; &lt;br /&gt;Só aquele que está pronto a partir e parte &lt;br /&gt;Se furtará à paralisia dos hábitos.&lt;br /&gt;Talvez também a hora da morte &lt;br /&gt;Nos lance, jovens, para novos espaços, &lt;br /&gt;O apelo da Vida nunca tem fim ... &lt;br /&gt;Vamos, Coração, despede-te e cura-te! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermann Hesse (1877-1962), Alemanha&lt;br /&gt;in &quot;O jogo das contas de vidro&quot;, trad. de Carlos Leite &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 22 Feb 2011 23:16:22 +0000</pubDate>
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