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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Tue, 12 May 2026 18:28:13 +0000</lastBuildDate>
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    <category>Kahlil Gibran</category>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Amai-vos...</title>
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      <description>&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Amai-vos um ao outro,&lt;br /&gt;mas não façais do amor um grilhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que haja, antes, um mar ondulante&lt;br /&gt;entre as praias de vossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enchei a taça um do outro,&lt;br /&gt;mas não bebais da mesma taça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dai do vosso pão um ao outro,&lt;br /&gt;mas não comais do mesmo pedaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantai e dançai juntos,&lt;br /&gt;e sede alegres,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas deixai&lt;br /&gt;cada um de vós estar sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as cordas da lira&lt;br /&gt;são separadas e,&lt;br /&gt;no entanto,&lt;br /&gt;vibram na mesma harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dai vosso coração,&lt;br /&gt;mas não o confieis à guarda um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois somente a mão da Vida&lt;br /&gt;pode conter vosso coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vivei juntos,&lt;br /&gt;mas não vos aconchegueis demasiadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois as colunas do templo&lt;br /&gt;erguem-se separadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o carvalho e o cipreste&lt;br /&gt;não crescem à sombra um do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gibran Kahlil Gibran -</description>
      <pubDate>Sat, 04 Feb 2012 22:33:35 +0000</pubDate>
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      <title>Ainda ontem pensava que não era</title>
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      <description>&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ainda ontem pensava que não era&lt;br /&gt;mais do que um fragmento trémulo sem ritmo&lt;br /&gt;na esfera da vida.&lt;br /&gt;Hoje sei que sou eu a esfera,&lt;br /&gt;e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eles dizem-me no seu despertar:&lt;br /&gt;&quot; Tu e o mundo em que vives não passais de um grão de areia&lt;br /&gt;sobre a margem infinita&lt;br /&gt;de um mar infinito.&quot;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E no meu sonho eu respondo-lhes:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&quot;Eu sou o mar infinito,&lt;br /&gt;e todos os mundos não passam de grãos de areia&lt;br /&gt;sobre a minha margem.&quot;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Só uma vez fiquei mudo.&lt;br /&gt;Foi quando um homem me perguntou:&lt;br /&gt;&quot;Quem és tu?&quot;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kahlil Gibran&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 18 Dec 2011 20:57:11 +0000</pubDate>
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      <title>O Poeta</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1432</link>
      <description>Sou um estrangeiro neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou um estrangeiro, e há na vida do estrangeiro uma solidão pesada e um isolamento doloroso. Sou assim levado a pensar sempre numa pátria encantada que não conheço, e a sonhar com os sortilégios de uma terra longínqua que nunca visitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou um estrangeiro para minha alma. Quando minha língua fala, meu ouvido estranha-lhe a voz. Quando meu Eu interior ri ou chora, ou se entusiasma, ou treme, meu outro Eu estranha o que ouve e vê, e minha alma interroga minha alma. Mas permaneço desconhecido e oculto, velado pelo nevoeiro, envolto no silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou um estrangeiro para o meu corpo. Todas as vezes que me olho num espelho, vejo no meu rosto algo que minha alma não sente, e percebo nos meus olhos algo que minhas profundezas não reconhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Quando caminho nas ruas da cidade, os meninos me seguem gritando: Eis o cego, demos-lhe um cajado que o ajude. Fujo deles. Mas encontro outro grupo de moças que me seguram pelas abas da roupa, dizendo: É surdo como a pedra. Enchamos seus ouvidos com canções de amor e desejo. Deixo-as correndo. Depois, encontro um grupo de homens que me cercam, dizendo: É mudo como um túmulo, vamos endireitar-lhe a língua. Fujo deles com medo. E encontro um grupo de anciãos que apontam para mim com dedos trêmulos, dizendo: É um louco que perdeu a razão ao freqüentar as fadas e os feiticeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou um estrangeiro neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou um estrangeiro e já percorri o mundo do Oriente ao Ocidente sem encontrar minha terra natal, nem quem me conheça ou se lembre de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Acordo pela manhã, e acho-me prisioneiro num antro escuro, freqüentado por cobras e insetos. Se sair à luz, a sombra de meu corpo me segue, e as sombras de minha alma me precedem, levando-me aonde não sei, oferecendo-me coisas de que não preciso, procurando algo que não entendo. E quando chega a noite, volto para a casa e deito-me numa cama feita de plumas de avestruz e de espinhos dos campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Idéias estranhas atormentam minha mente, e inclinações diversas, perturbadoras, alegres, dolorosas, agradáveis. À meia-noite, assaltam-me fantasmas de tempos idos. E almas de nações esquecidas me fitam. Interrogo-as, recebendo por toda resposta um sorriso. Quando procuro segura-las, fogem de mim e desvanecem-se como fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou um estrangeiro neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou um estrangeiro e não há no mundo quem conheça uma única palavra do idioma de minha alma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Caminho na selva inabitada e vejo os rios correrem e subirem do fundo dos vales ao cume das montanhas. E vejo as árvores desnudas se cobrirem de folhas num só minuto. Depois, suas ramas caem no chão e se transformam em cobras pintalgadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E as aves do céu voam, pousam, cantam, gorgeiam e depois param, abrem as asas e viram mulheres nuas, de cabelos soltos e pescoços esticados. E olham para mim com paixão e sorriem com sensualidade. E estendem suas mãos brancas e perfumadas. Mas, de repente, estremecem e somem como nuvens, deixando o eco de risos irônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou um estrangeiro neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou um poeta que põe em prosa o que a vida põe em versos, e em versos o que a vida põe em prosa. Por isto, permanecerei um estrangeiro até que a morte me rapte e me leve para minha pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Extraído de Temporais)</description>
      <pubDate>Thu, 14 Jul 2011 15:16:09 +0000</pubDate>
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      <title>Os Filhos</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1426</link>
      <description>Os Filhos&lt;br /&gt;(Do Livro &quot;O Profeta&quot;)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: &quot;Fala-nos dos filhos.&quot;&lt;br /&gt;E ele falou:&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Vossos filhos não são vossos filhos.           &lt;br /&gt;São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.           &lt;br /&gt;Vêm através de vós, mas não de vós.           &lt;br /&gt;E embora vivam convosco, não vos pertencem.           &lt;br /&gt;Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,           &lt;br /&gt;Porque eles têm seus próprios pensamentos.           &lt;br /&gt;Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;           &lt;br /&gt;Pois suas almas moram na mansão do amanhã,           &lt;br /&gt;Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.           &lt;br /&gt;Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,           &lt;br /&gt;Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.           &lt;br /&gt;Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.           &lt;br /&gt;O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força          &lt;br /&gt;Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.           &lt;br /&gt;Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:           &lt;br /&gt;Pois assim como ele ama a flecha que voa,           &lt;br /&gt;Ama também o arco que permanece estável. &lt;br /&gt; </description>
      <pubDate>Tue, 05 Jul 2011 14:20:00 +0000</pubDate>
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      <title>Da Música</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1417</link>
      <description>Da Música &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me ao pé daquela que meu coração ama, e ouvi suas palavras. Minha alma começou a vaguear pelos espaços infinitos onde o universo aparecia como um sonho, e o corpo como uma prisão acanhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz encantadora de minha Amada penetrou em meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é música, amigos, pois eu a ouvi através dos suspiros daquela que amo, e pelas palavras balbuciadas por seus lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os olhos de meus ouvidos, vi o coração de minha Amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos: a Música é a linguagem dos espíritos. Sua melodia é como uma brisa saltitante que faz nossas cordas estremecerem de amor. Quando os dedos suaves da música tocam à porta de nossos sentimentos, acordam lembranças que há muito jaziam escondidas nas profundezas do Passado. Os acordes tristes da Música trazem-nos dolorosas recordações; e seus acordes suaves nos trazem alegres lembranças. A sonoridade de suas cordas faz-nos chorar à partida de um ente querido ou nos faz sorrir diante da paz que Deus nos concedeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma da Música nasce do espírito e sua mensagem brota do Coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Deus criou o Homem, deu-lhe a Música como uma linguagem diferente de todas as outras. Mesmo em seu primarismo, o homem primitivo curvou-se à glória da música; ela envolveu os corações dos reis e os elevou além de seus tronos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas almas são como flores tenras à mercê dos ventos do Destino. Elas tremulam à brisa da manhã e curvam as cabeças sob o orvalho cadente do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canção dos pássaros desperta o Homem de sua insensibilidade, e o convida a participar dos salmos de glória à Sabedoria Eterna, que criou a melodia de suas notas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal música nos faz perguntar a nós mesmos o significado dos mistérios contidos nos velhos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os pássaros cantam, estarão chamando as flores nos campos, ou estão falando às árvores, ou apenas fazem eco ao murmúrio dos riachos? Pois o Homem, mesmo com seus conhecimentos, não consegue saber o que canta o pássaro, nem o que murmura o riacho, nem o que sussurram as ondas quando tocam as praias vagarosa e suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com sua percepção, o homem não pode entender o que diz a chuva quando cai sobre as folhas das árvores, ou quando bate lentamente nos vidros das janelas. Ele não pode saber o que a brisa segreda às flores nos campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o coração do homem pode pressentir e entender o significado dessas melodias que tocam seus sentidos. A Sabedoria Eterna sempre lhe fala numa linguagem misteriosa; a Alma e a Natureza conversam entre si, enquanto o Homem permanece mudo e confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Homem já não chorou com esses sons? E suas lágrimas não são, porventura, uma eloquente demonstração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divina Música!&lt;br /&gt;Filha da Alma e do Amor.&lt;br /&gt;Cálice da amargura&lt;br /&gt;E do Amor.&lt;br /&gt;Sonho do coração humano,&lt;br /&gt;Fruto da tristeza.&lt;br /&gt;Flor da alegria, fragrância&lt;br /&gt;E desabrochar dos sentimentos.&lt;br /&gt;Linguagem dos amantes,&lt;br /&gt;Confidenciadora de segredos.&lt;br /&gt;Mãe das lágrimas do amor oculto.&lt;br /&gt;Inspiradora de poetas, de compositores&lt;br /&gt;E dos grandes realizadores.&lt;br /&gt;Unidade de pensamento dentro dos fragmentos&lt;br /&gt;Das palavras.&lt;br /&gt;Criadora do amor que se origina da beleza.&lt;br /&gt;Vinho do coração&lt;br /&gt;Que exulta num mundo de sonhos.&lt;br /&gt;Encorajadora dos guerreiros,&lt;br /&gt;Fortalecedora das almas.&lt;br /&gt;Oceano de perdão e mar de ternura.&lt;br /&gt;Ó música.&lt;br /&gt;Em tuas profundezas&lt;br /&gt;Depositamos nossos corações e almas.&lt;br /&gt;Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos&lt;br /&gt;E a ouvir com os corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 29 Jun 2011 00:25:31 +0000</pubDate>
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