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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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    <category>Mário Lago</category>
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      <title>Eu fiz...</title>
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      <description>Eu fiz um acordo com o tempo...&lt;br /&gt;Nem ele me persegue, nem eu fujo dele...&lt;br /&gt;Qualquer dia a gente se encontra e,&lt;br /&gt;Dessa forma, vou vivendo&lt;br /&gt;Intensamente cada momento...</description>
      <pubDate>Tue, 11 Oct 2011 13:47:35 +0000</pubDate>
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      <title>Vida e Obra</title>
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      <description>MÃ¡rio Lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nasceu na histÃ³rica Rua do Resende, no Rio de Janeiro, em 26 de novembro de 1911, filho Ãºnico de AntÃ´nio Lago, um jovem compositor, maestro e violinista de sucesso, de uma famÃ­lia de mÃºsicos; e de Francisca Maria VicÃªncia Croccia Lago, jovem descendente de calabreses, oriunda tambÃ©m de famÃ­lia de mÃºsicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÃ¡rio Lago foi criado no bairro da Lapa, no Rio. Formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissÃ£o. Chegou a trabalhar como jornalista e estatÃ­stico, mas por pouco tempo. Desde crianÃ§a, a arte exerceu absoluto fascÃ­nio sobre ele; uma atraÃ§Ã£o igualada apenas pela polÃ­tica, pela boemia e pela famÃ­lia. A todas elas se dedicou com igual empenho e paixÃ£o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falecido em 30 de maio de 2002, Mario Lago foi casado por quase 50 anos com Zeli Cordeiro Lago. O ator deixou cinco filhos (Vanda, Antonio Henrique, GraÃ§a, Luiz Carlos Â– falecido em 2010 Â– e MÃ¡rio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve currÃ­culo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor - A estrÃ©ia de MÃ¡rio Lago aconteceu em marÃ§o de 33, como autor teatral. A maior parte de suas peÃ§as foi escrita nas dÃ©cadas de 40 e de 50, para o chamado Teatro de Revista e para atores como Araci CÃ´rtes, Elza Gomes, AndrÃ© Villon, Oscarito e Armando Nascimento. No inÃ­cio dos anos 1970, escreveu a sua Ãºltima peÃ§a teatral: &quot;Foru Quatro Tiradentes na ConjuraÃ§Ã£o Baiana&quot;, sobre a RevoluÃ§Ã£o dos Alfaiates, na Bahia. Proibida pela Censura, teve uma Ãºnica leitura pÃºblica, com participaÃ§Ã£o do prÃ³prio MÃ¡rio, ao lado dos atores Oswaldo Loureiro, Wanda Lacerda, Francisco Milani e Milton GonÃ§alves, entre outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TambÃ©m escreveu roteiros e argumentos para o cinema, entre eles, o do filme Banana da Terra (1939), em parceria com JoÃ£o de Barro, o Braguinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compositor - Na mÃºsica, estreou em 1936, com a marchinha Menina, eu sei de uma coisa, primeira parceria com CustÃ³dio Mesquita. O sucesso viria dois anos depois, com Nada alÃ©m, da mesma dupla, na gravaÃ§Ã£o de Orlando Silva. Sozinho, ou em parceria com nomes como Ataulfo Alves, Chocolate, Roberto Roberti, Roberto Martins, Benedito Lacerda, Elton Medeiros e JoÃ£o Nogueira, MÃ¡rio compÃ´s sucessos como AmÃ©lia, Atire a primeira pedra, Aurora, DÃ¡-me tuas mÃ£os, Enquanto houver saudade, Fracasso, SerÃ¡ e NÃºmero um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator - Em 1942, estreou como ator de teatro, onde criou personagens de grande repercussÃ£o, como o AprÃ­gio, no clÃ¡ssico O Beijo no asfalto, de NÃ©lson Rodrigues. No cinema, atuou em alguns dos principais filmes brasileiros, como O Padre e a MoÃ§a, de Joaquim Pedro de Andrade, Os Herdeiros, de CacÃ¡ Diegues, O Bravo guerreiro, de Gustavo Dahl, e Terra em transe, de Glauber Rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A popularizaÃ§Ã£o do ator veio com as novelas, a partir de 1966, destacando-se suas atuaÃ§Ãµes em O CasarÃ£o, de Lauro CÃ©sar Muniz, Nina, de Walter George Durst, e Dancing Days, de Gilberto Braga, trabalhos que lhe renderam dois prÃªmios de Melhor Ator da AssociaÃ§Ã£o Paulista de CrÃ­ticos de Artes e um Golfinho de Ouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus Ãºltimos papÃ©is na TV foram a minissÃ©rie Hilda FuracÃ£o (1998), de GlÃ³ria Perez, interpretando o velho boÃªmio Olavo; o especial Enquanto a Noite nÃ£o Chega, em dezembro de 2000, e uma participaÃ§Ã£o especial na novela O Clone, de GlÃ³ria Perez, revivendo o personagem Dr. Molina, de Barriga de Aluguel, da mesma autora. MÃ¡rio Lago gravou a novela no final de 2001, seis meses antes de falecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Radialista - No rÃ¡dio, foi ator, autor de novelas, produtor e diretor. Seu trabalho mais conhecido foi a sÃ©rie PresÃ­dio de Mulheres, que escreveu para a RÃ¡dio Nacional e que liderou a audiÃªncia da emissora durante cinco anos seguidos. Em 1964, com o golpe militar, MÃ¡rio Lago foi demitido da Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor Â– Autor de 11 livros, MÃ¡rio estreou com a coletÃ¢nea de poemas polÃ­ticos O Povo Escreve a HistÃ³ria nas Paredes. Poeta e escritor - Sua produÃ§Ã£o literÃ¡ria inclui os tÃ­tulos Chico Nunes das Alagoas, Na RolanÃ§a do Tempo, BagaÃ§o de Beira Estrada, Rabo da Noite, Meia PorÃ§Ã£o de Sarapatel, Manuscrito do HerÃ³ico Empregadinho de Bordel, Segredos de FamÃ­lia e o infantil Monstrinho Medonhento, seu maior sucesso editorial. Deixou um livro inconcluso, dedicado Ã s memÃ³rias das boas Â“molecagensÂ” que praticou ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MilitÃ¢ncia - Desde jovem, MÃ¡rio se dividiria entre o trabalho artÃ­stico, uma intensa atividade polÃ­tica e a boemia. A participaÃ§Ã£o polÃ­tica lhe rendeu seis prisÃµes, a primeira em janeiro de 1932, e a demissÃ£o da RÃ¡dio Nacional, em 1964, o que resultou em quase um ano de desemprego. Na Ã©poca do golpe militar, era procurador do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, um dos mais combativos do paÃ­s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÃ¡rio participou de vÃ¡rias campanhas em defesa dos direitos humanos e do patrimÃ´nio do paÃ­s, como O PetrÃ³leo Ã© Nosso, Contra as Armas Nucleares, Campanha da Paz (durante a II Guerra), Anistia (dÃ©cadas de 40 e 70), Contra a Censura, Diretas JÃ¡, Pela CondenaÃ§Ã£o dos Assassinos de Chico Mendes etc. No sÃ©culo XX, nÃ£o hÃ¡ registro de movimento polÃ­tico do gÃªnero que nÃ£o tenha tido o apoio e a participaÃ§Ã£o direta de MÃ¡rio Lago. Curiosamente, jamais foi filiado a qualquer partido. A partir de 1989, passou a dar apoio e militÃ¢ncia ao PT, mas sem vÃ­nculo de filiaÃ§Ã£o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cronologia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26/ 11/ 1911 Â– MÃ¡rio Lago nasce, na Rua do Resende, no Rio, filho do maestro e violinista AntÃ´nio Lago e de Francisca Maria Vicencia Croccia Lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1918 Â– Ã‰ internado na Santa Casa, como uma das primeiras vÃ­timas no Brasil da gripe espanhola. ComeÃ§a a estudar piano com Lucila Villa-Lobos, mulher do maestro Heitor Villa-Lobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1920 Â– Iniciado o desmonte do Morro do Castelo, local que se destinaria Ã s exposiÃ§Ãµes do 1Âº CentenÃ¡rio da IndependÃªncia do Brasil e Ã  ExposiÃ§Ã£o Internacional. MÃ¡rio acompanha toda a obra levado pelo avÃ´, o anarquista Giuseppe Croccia, defensor de ideias desenvolvimentistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1923 Â– Entra para o ColÃ©gio Pedro II, tradicional colÃ©gio carioca, que, naquele mesmo ano admitiu, pela primeira vez, a presenÃ§a de mulheres: a professora Maria da GlÃ³ria Moss, de FÃ­sica, e uma aluna. MÃ¡rio lidera uma greve de estudantes contra o uso obrigatÃ³rio de canecas; Ã© o comeÃ§o de sua militÃ¢ncia polÃ­tica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1924 Â– Desiste do piano, pois o estudo lhe exige muita disciplina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1926 Â– Publica seu primeiro poema, &quot;RevelaÃ§Ã£o&quot;, na revista &quot;Fon-Fon&quot;. ComeÃ§a a trabalhar no jornal &quot;O Radical&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1930 Â– Entra para a faculdade de Direito da Universidade do Brasil, onde conhece a filosofia comunista. Integra o Socorro Vermelho, grupo que presta assistÃªncia a presos polÃ­ticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1932 Â– Em 21 de janeiro, jÃ¡ na Juventude Comunista, Ã© preso pela primeira vez. ApÃ³s um comÃ­cio na porta da fÃ¡brica de tecidos Mavilis, da AmÃ©rica Fabril. Adota o codinome de PÃ¡dua Correia, uma homenagem ao nome com o qual sua mÃ£e queria batizÃ¡-lo Â– MÃ¡rio de PÃ¡dua Jovita Correia do Lago Â– e que acabou encurtado para MÃ¡rio Lago, por decisÃ£o pai. Ao ser solto, Ã© conduzido por policiais atÃ© a fronteira com o Uruguai e ameaÃ§ado de morte. Passa dois meses como clandestino no Uruguai, e retorna ao Brasil.&lt;br /&gt;Na volta ao Brasil, entra para o CordÃ£o da Bola Preta, um dos mais populares do Rio. MÃ¡rio carregava a flÃ¢mula da Bola, para o qual fez o hino &quot;BraÃ§o Ã© braÃ§o&quot;, em parceria com Nelson Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1933 Â– Em fevereiro, estreia como autor de Teatro de Revista, com a peÃ§a &quot;Flores Ã  Cunha&quot;, um sucesso imediato.&lt;br /&gt;Termina a faculdade de Direito e estagia em um escritÃ³rio de advogados por trÃªs meses; desiste da profissÃ£o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1935 Â– Estreia como compositor com a marcha de Carnaval &quot;Menina, Eu Sei de Uma Coisa&quot;, primeira parceria com CustÃ³dio Mesquita. A mÃºsica Ã© gravada por MÃ¡rio Reis, no ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1936 Â– MÃ¡rio e CustÃ³dio escrevem a peÃ§a &quot;Sambista da CinelÃ¢ndia&quot;, que alcanÃ§a 200 apresentaÃ§Ãµes. Lago trabalha como redator-chefe do Departamento de EstatÃ­stica do Estado do Rio de Janeiro Chega a ser nomeado membro do Conselho do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃ­stica (IBGE), mas nÃ£o toma posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1938 Â– A mÃºsica &quot;Nada AlÃ©m&quot;, parceria com CustÃ³dio Mesquita, torna-se sucesso na voz de Orlando Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1939 Â– Escreve, em parceria com o compositor e amigo JoÃ£o de Barro, o Braguinha, argumento e roteiro do filme &quot;Banana da Terra&quot;, no qual Carmem Miranda reinventa o traje de baiana e canta &quot;O que Ã© que a baiana tem?&quot;, do atÃ© entÃ£o desconhecido Dorival Caymmi. O sucesso Ã© tÃ£o grande que Carmem adota a baiana estilizada e, meses depois, segue para Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1940 Â– Uma de suas mais famosas composiÃ§Ãµes, em parceria com Roberto Roberti, &quot;Aurora&quot; Ã© gravada pela dupla Joel e GaÃºcho. A mÃºsica tem repercussÃ£o internacional na interpretaÃ§Ã£o de Carmem Miranda. O filme Segure o Fantasma (Hold that ghost), da dupla Abbot &amp; Costello, inclui versÃ£o em inglÃªs da marchinha apresentada pelas Andrew Sisters.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1942 Â– O diretor teatral Joracy Camargo convida Lago a subir ao palco no lugar do galÃ£ principal da peÃ§a &quot;O SÃ¡bio&quot;. Assim, por acaso, MÃ¡rio Lago torna-se ator.&lt;br /&gt;CompÃµe, em parceria com Ataulfo Alves, o samba &quot;Ai, que Saudade da AmÃ©lia&quot;, um dos maiores sucessos da mÃºsica brasileira. AmÃ©lia acaba virando verbete de dicionÃ¡rio, sinÃ´nimo de mulher submissa, uma interpretaÃ§Ã£o rechaÃ§ada pelo autor, que considerava a personagem muito mais como um sinÃ´nimo de solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1944 Â– Entra para o rÃ¡dio, a convite de Oduvaldo Vianna. Trabalha como autor, ator, diretor e apresentador na recÃ©m-criada Radio Pan-Americana, de SÃ£o Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1945 Â– Volta ao Rio e Ã© contratado pela RÃ¡dio Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1947 Â– Em 23 de marÃ§o, conhece Zeli Cordeiro, filha do dirigente comunista Henrique Cordeiro, em um comÃ­cio do Partido Comunista no Largo da Carioca, no Rio. Em novembro, os dois se casam.&lt;br /&gt;Estreia como ator de cinema no filme &quot;Asas do Brasil&quot;, de Raul Roulien.&lt;br /&gt;A mÃºsica &quot;Atire a Primeira Pedra&quot;, parceria com Ataulfo Alves, Ã© gravada e faz enorme sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1948 Â– Por questÃµes polÃ­ticas, Ã© demitido pela primeira vez da RÃ¡dio Nacional. ComeÃ§a a trabalhar na rÃ¡dio Mayrink Veiga.&lt;br /&gt;Publica o primeiro livro - &quot;O povo escreve a histÃ³ria nas paredes&quot; -, de poemas polÃ­ticos, que reforÃ§a a campanha &quot;O nosso petrÃ³leo Ã© nosso&quot; (mais tarde, a palavra de ordem seria resumida para &quot;O petrÃ³leo Ã© nosso&quot;).&lt;br /&gt;Nasce o primeiro filho, Antonio Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1949 Â– Ã‰ preso na redaÃ§Ã£o do jornal clandestino &quot;A Classe OperÃ¡ria&quot; e afastado da rÃ¡dio Mayrink Veiga. Em julho, comeÃ§a a trabalhar na rÃ¡dio Bandeirantes, em SÃ£o Paulo, a convite de Dias Gomes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1950 Â– Com o PCB na ilegalidade, Ã© candidato a deputado estadual pelo PST (Partido Social Trabalhista) paulista, como candidato de Luiz Carlos Prestes. Durante a campanha, faz um discurso inflamado, no qual chama o governador de SÃ£o Paulo, Ademar de Barros, de calhorda. Acaba demitido, pois Ademar Ã© dono da rÃ¡dio Bandeirantes. Volta ao Rio e Ã  RÃ¡dio Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1951 Â– Ao lado de Paulo Gracindo, Ã© um dos narradores da famosa novela cubana &quot;O Direito de Nascer&quot;. ComeÃ§a a escrever o seriado &quot;PresÃ­dio de Mulheres&quot;, que vai ao ar diariamente, durante cinco anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1954 Â– Estreia como ator de TV no programa &quot;CÃ¢mera Um&quot;, na TV Rio. Na emissora, atua ainda no Teatro Moinho de Ouro. Mais tarde, participa do elenco do Grande Teatro Tupi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1962 Â– Integra a diretoria do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, um dos mais combativos Ã  Ã©poca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1964 Â– Em abril, Ã© preso em sua casa, em Copacabana, no Rio, pelo Departamento de Ordem PolÃ­tica e Social (Dops) e levado para a ilha das Flores. Ã‰ transferido para o presÃ­dio Fernandes Viana, na Frei Caneca, e fica preso por 58 dias. Ã‰ demitido da RÃ¡dio Nacional pelo Ato Institucional nÂ° 1, junto com mais 35 colegas da emissora. Passa por situaÃ§Ã£o financeira difÃ­cil. Para sustentar a famÃ­lia, comeÃ§a a trabalhar em fotonovelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1966 Â– Estreia como ator na TV Globo, vivendo um coronel nazista, na novela &quot;O Sheik de Agadir&quot;, da cubana Gloria Magadan. Anticomunista ferrenha, a autora tentou vetar o nome de MÃ¡rio. Foi derrotada pela insistÃªncia do diretor da novela, Henrique Martins, e do diretor da emissora, Walter Clark. &lt;br /&gt;Trabalha no filme &quot;O Padre e a MoÃ§a&quot;, de Joaquim Pedro, abrindo uma sequÃªncia de atuaÃ§Ãµes marcantes no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1967 Â– Faz o papel de um oficial do ExÃ©rcito no filme &quot;Terra em Transe&quot;, de Glauber Rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1968 Â– Adapta, para a TV Tupi de SÃ£o Paulo, o seriado &quot;PresÃ­dio de Mulheres&quot;.&lt;br /&gt;Atua no filme &quot;Bravo Guerreiro&quot;, de Gustavo Dahl, e na peÃ§a &quot;Os Inconfidentes&quot;, que tem direÃ§Ã£o de FlÃ¡vio Rangel, poesia de CecÃ­lia Meireles e mÃºsica de Chico Buarque.&lt;br /&gt;No dia 14 de dezembro, um dia apÃ³s a ediÃ§Ã£o do AI-5, Ã© preso antes de entrar em cena, na peÃ§a &quot;Inspetor, Venha Comigo&quot;. Ã‰ libertado no dia 31 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1969 Â– Em 25 de fevereiro, Ã© preso por ter feito a traduÃ§Ã£o de um livro sobre a Guerra do VietnÃ£. Volta Ã  prisÃ£o meses depois, quando da visita do senador norte-americano Nelson Rockfeller ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1973 Â– Atua no filme &quot;SÃ£o Bernardo&quot;, de Leon Hirszman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1974 Â– Escreve a peÃ§a &quot;Foru Quatro Tiradente na ConjuraÃ§Ã£o Mineira&quot;, que Ã© proibida pela Censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1975 Â– Intensifica a sua produÃ§Ã£o como memorialista. Publica a obra de pesquisa folclÃ³rica &quot;Chico Nunes das Alagoas&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1976 Â– Por sua atuaÃ§Ã£o como o personagem AtÃ­lio, na novela &quot;O CasarÃ£o&quot;, de Lauro CÃ©sar Muniz, recebe o prÃªmio de melhor ator pela AssociaÃ§Ã£o Paulista de CrÃ­ticos de Arte (APCA).&lt;br /&gt;Publica o livro autobiogrÃ¡fico &quot;Na rolanÃ§a do tempo&quot;. Inventada por MÃ¡rio, a palavra rolanÃ§a tambÃ©m vira verbete de dicionÃ¡rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1977 Â– LanÃ§a o livro &quot;BagaÃ§o de Beira-Estrada&quot;, sequÃªncia de &quot;Na rolanÃ§a ...&quot;.&lt;br /&gt;Com o personagem AntÃ´nio Galba, na novela &quot;Nina&quot;, de Walter George Durst, recebe o prÃªmio de melhor ator da AssociaÃ§Ã£o Paulista de CrÃ­ticos de Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1978 Â– Participa da novela &quot;Dancing Days&quot;, de Gilberto Braga. Sua atuaÃ§Ã£o como Alberico lhe rende o Golfinho de Ouro, prÃªmio do Museu da Imagem e do Som (MIS).&lt;br /&gt;Volta aos palcos, contando casos e histÃ³rias, em um espetÃ¡culo ao lado do compositor JoÃ£o Nogueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1980 Â– MÃ¡rio Lago e 35 companheiros sÃ£o anistiados (alguns &quot;in memorian&quot;) e reintegrados Ã  RÃ¡dio Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1984 Â– Escreve o livro infantil &quot;O Monstrinho Medonhento&quot;, seu maior sucesso editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1989 Â– No segundo turno da campanha para a PresidÃªncia da RepÃºblica, declara apoio a Luiz InÃ¡cio Lula da Silva e passa a militar no PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1991 Â– Para comemorar seus 80 anos, cria e protagoniza o show &quot;MÃ¡rio Lago - Causos e canÃ§Ãµes&quot;, dirigido pelo filho caÃ§ula e xarÃ¡ MÃ¡rio Lago Filho. Por quase dez anos, percorreu inÃºmeras cidades brasileiras. Nas homenagens, Ã© lanÃ§ado o disco &quot;Nada AlÃ©m&quot;; recebe o tÃ­tulo de CidadÃ£o BenemÃ©rito do Rio de Janeiro, e lanÃ§a o livro &quot;Segredos de famÃ­lia&quot;, uma coletÃ¢nea de poesias, crÃ´nicas e fotografias dele e dos filhos.&lt;br /&gt;Volta a compor Â– sozinho ou em parcerias com o filho, com JoÃ£o Nogueira e com Elton Medeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1997 Â– Em 10 de junho, quatro meses antes de completarem 50 anos de casamento, morre a sua mulher, Zeli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2000 Â– Em dezembro, participa do especial de TV &quot;Enquanto a noite nÃ£o vem&quot;, conto de JosuÃ© GuimarÃ£es, adaptado por Emanuel Carneiro. Sai do hospital direto para o estÃºdio, acompanhado de seu mÃ©dico, LÃ©o Benjamin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2001 Â– Em novembro, grava uma participaÃ§Ã£o especial na novela &quot;O clone&quot;, revivendo o personagem Dr. Molina, da novela &quot;Barriga de aluguel&quot;, da mesma autora, Gloria Perez.&lt;br /&gt;Em 26 de novembro, a Rua JÃºlio de Castilho, em Copacabana, Ã© fechada para homenagear o seu morador mais ilustre nos seus 90 anos. Lago diz estar &quot;torcendo para chegar aos 100 anos&quot;. O entÃ£o candidato Luiz InÃ¡cio Lula da Silva interrompe a campanha para participar das homenagens ao amigo e companheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2002 Â– Em 16 de janeiro, recebe em sua casa, das mÃ£os do entÃ£o presidente da CÃ¢mara dos Deputados, AÃ©cio Neves, a medalha do MÃ©rito Legislativo. Uma delegaÃ§Ã£o pluripartidÃ¡ria participa da cerimÃ´nia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 de maio de 2002 Â– No inÃ­cio da noite, MÃ¡rio Lago morre em casa, como queria, junto dos filhos e netos, depois de trÃªs meses de internaÃ§Ã£o domiciliar. Foi velado no Teatro JoÃ£o Caetano, onde estreou como autor, numa despedida regada a samba e cerveja, de acordo com a antiga tradiÃ§Ã£o da boemia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Fiz um acordo de coexistÃªncia pacÃ­fica com o tempo; nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia, a gente se encontra&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.mariolago.com.br&quot; title=&quot;http://www.mariolago.com.br&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.mariolago.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 09 Oct 2011 15:09:07 +0000</pubDate>
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      <title>Quadra</title>
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      <description>Gosto e preciso de ti,&lt;br /&gt;Mas quero logo explicar: &lt;br /&gt;NÃ£o gosto porque preciso.&lt;br /&gt;Preciso sim, por gostar.</description>
      <pubDate>Tue, 04 Oct 2011 14:20:59 +0000</pubDate>
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