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Re: Sarau "O Grito da Poesia"
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não sei como funciona isto por aqui pois acho que coloquei textos e eles sumiram

Criado em: 1/8/2017 16:20
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Re: Sarau "O Grito da Poesia"
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não compreendo isto, pensei ter colocado dois textos e eles não estão cá

Criado em: 1/8/2017 16:18
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Re: Sarau "O Grito da Poesia"
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Canto



Conto-te o que sei, do que sei
E do que me não atrevo saber,
Não conseguirei eu jamais ignorar
Conto-te do sol que transborda e sobe

P’los meus olhos, da palavra primeva
Secreta que abre nos sonhos a cesta
Do profeta, do que prometeu Eufrates
Ao Tibre, da Maria, da alegria do parto

Sem dor, conto-te da desilusão do desencanto
E do actor sem paixão ter nem a ilusão
De sentir melancolia sem choro do esperar
P’la lotaria sem jogar no gamão

A perda de Deus sem querer conquistar céus
Conto-te o que sei do que sei, do encontro
De mim em mim e não do que fiz d’assim tão
Mal em transportar etéreos sonhos, quantos

Que não entendo mas não abro mão,
Conto-te da inveja que o filósofo tinha
Em rapaz, plo choro dos desterrados,
C ’mo Juíz p’las Tábuas da lei em silencio,

Conto-te quanto me tornei incapaz,
Inversamente à razão, ao vento, ao ar
Que me traz saudade do ser que não sou,
Nem me atrevo cedo a ser o sonhar laudo,

Conto-te tudo o que à minha lembrança
Vier, pois tudo regressa, excepto aquilo
Que a gente perde depois da manhã negar-se,
Em chegar cedo.


Jorge Santos (12/2014)

Criado em: 1/8/2017 12:57
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Re: Sarau "O Grito da Poesia"
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(Eu canto) Às vezes

Às vezes, o que resta na mão nos foge,
Tal e qual como num livro a palavra fim,
Sinto um vidro fosco ente mim e essa luz
Que me foge sem razão, sinto que flui ao
Escrever mas não é certo, é uma imposição

Não o destino, porque pra isso não fui criado,
Escrever e ter as mãos caídas é disparate
De louco, ter tanta coisa à mão e não ter na
Mão nada, nem amor próprio, tanto quanto
Glória, fama ou sorte, quem dera não ser

Quem sou, mãos caídas solicitando ilícito
Parecer a prazo ou o aval de quem passa
Sem sentir passar pla alma dele o meu ser,
O estranho é não me sentir culpado da inércia,
Mesmo quando foge desta mão tudo

E eu sofro por isso, mas apenas um instante,
Assim como não ter uma coisa qualquer
Quando se quer tanto ter sem saber qual querer,
A sombra ou o seu suporte, a branca parede.
Às vezes, o que resta na mão nos foge

E eu sonho que sou o fio de água que flui e une
As sucessivas sensações que minha'alma consente,
Pois que verdadeiramente nada me foge,
Nada me dói, nada me prende,
Pertenço ao caminho e se me ergo é por

Imposição do mesmo ou por castigo
Aos deuses que renego.



Joel Matos (05/2017)
http://joel-matos.blogspot.com

Criado em: 1/8/2017 12:52
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