https://www.poetris.com/
   Todas as mensagens ((Namastibet))


(1) 2 3 4 5 »


A desconstrução
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485




A desconstrução



Deitemos por terra
O que nos fere, a mão
E o que nos ferra nos pulsos
E derrota, a miséria devota,

O singelo e o ignoto,
O endémico desalento,
O tempo é uma goiva, tábua rasa,
Desbasta e cinzela,

A Ingratidão alimenta
Esta sensibilidade hemorrágica, fera
E insana, assim a embriaguez
A insincera fama

É uma fábula e uma redoma
Em vidro, a savana
Do tigre, o perigo do ter e haver
Perdido o horizonte, fauna

O que persigo, me persegue sem eu ver
No mato e "o por matar",
O predador e a presa,
A respeito da vitória,

Prefiro a derrota, tem mais beleza
Assim como no outono, as flores
Segundo os loucos, não me faz horror
A viúva realidade, suprema

A avidez extrema, a honra
Da arena e o ardor do sacrifício,
A dor, o crucifixo
Inútil, o cinismo cinzento

Da corda, a trama da veste,
O ardor do momento, o suicídio
Da borboleta-monarca no inverno
Quando chove, forte e sério, feio

O arrabalde, mordaz misticismo,
Nos sonhos dos outros,
Abstémios, paranoicos,
Secundários actores,

Partilhando impressões idênticas entre eles,
Tal e qual no parto, a ausência da dor,
Eu sou a frente de combate,
Do tombadilho do contramestre-

-À proa, o guerreiro da antiga Goa,
A má-fama, o infortúnio do escravo,
A essência vassala da Sulamita do Rei Zenão,
O Vândalo das opiniões,

O cego de Bratislava,
Antuérpia e a desconstrução,
O deitar por terra, a existência eterna,
o vogal e vulgar não…








Jorge Santos (04 Fevereiro 2021)

https://namastibet.wordpress.com
http://namastibetpoems.blogspot.com








'a existência precede a essência'

A desconstrução é um conceito elaborado por Jacques Derrida, como uma crítica de pressupostos dos conceitos filosóficos, onde ocorrem muitas dúvidas devido ao grau de dificuldade oferecido pela matéria.
A desconstrução não significa destruição completa, mas sim desmontagem, decomposição dos elementos da escrita. A desconstrução serve nomeadamente para descobrir partes do texto que estão dissimuladas e que interditam certas condutas.
Falar de desconstrução dentro da teoria do conhecimento é falar de Jacques Derrida. Nascido na Argélia em 1930 e falecido em Paris em 2004, está associado ao pós-estruturalismo, ainda que alguns discordem disso. Por ser judeu e sofrer com o antissemitismo, Derrida postula que as formações culturais e intelectuais humanas deveriam sofrer uma reinterpretação como elemento fundante de um novo conhecimento: “Não existem fatos, apenas interpretações”. Para Derrida, a desconstrução não quer dizer a destruição, mas sim desmontagem, decomposição dos elementos da escrita conforme indica o texto abaixo: O 'método' da 'desconstrução' suscitou amigos e admiradores nos departamentos das Letras, mas revolta e polêmica no mundo da filosofia canônica, visto como uma ameaça à Metafísica clássica. A aplicação da Desconstrução a um texto filosófico ameaça a leitura verdadeira da verdade da filosofia, tornando-a uma das leituras possíveis, mas não a leitura correta. A famosa frase 'A linguagem se cria e cria mundos' aponta perigosamente para a contingência dogmática do 'Ser' e do 'Significado'. Isso quer dizer que os textos corrompem seus significados tradicionais, criam novos contextos e permitem novas leituras, em um processo contínuo e vertiginoso.
O próprio Derrida, acusado de ser obscuro, escreve em 1983: “A desconstrução não é um método e não pode ser transformada num método [...] é verdade que em certos círculos a ‘metáfora’ [...] foi capaz de seduzir ou desencaminhar [...]” (apud Fearn, 2004, p. 174).

Para Derrida, as palavras não têm a capacidade de expressar tudo o que se quer por elas exprimir, de modo que palavras e conceitos não comunicam o que prometem, e é nesse ponto que Derrida entra na TC. Para ele, as lacunas na escrita e na fala são inevitáveis; é a capacidade de serem modificados no pensamento, na expressão e na escrita que torna os conceitos incompletos. Assim, aquilo que dizemos e ouvimos só será de fato verdade quando o virmos como algo incompleto e aceitarmos desconstruí-lo; e se não o fizermos, a evolução sócio-tecnológico-produtiva o fará por nós, como já o fez com os dogmáticos conceitos de família, território, afeto, direito, etc.

Em A Gramatologia, Derrida apresenta outra tese inovadora e provocante afirmando que a linguagem escrita precede a linguagem oral no ser humano, alicerçada no princípio anti-idealista de que 'a existência precede a essência'. Para o filósofo, o que está 'fora dos livros' é 'marginal', está à 'margem da tradição' e situa-se no 'limite do discurso'.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Desconstru%C3%A7%C3%A3o

"Que significa, aqui, que a existência precede a essência? Significa que o homem existe primeiro, se encontra, surge no mundo, e se define em seguida. Se o homem, na concepção do existencialismo, não é definível, é porque ele não é, inicialmente, nada. Ele apenas será alguma coisa posteriormente, e será aquilo que ele se tornar. Assim, não há natureza humana, pois não há um Deus para concebê-la." (Sartre, em ‘O existencialismo é um humanismo’)


Open in new window

Criado em: 29/4 17:51
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir


Re: Sou a minha própria imagem
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485




































Obrigado, pois sim, fui eu que escrevi "pendejo", é a minha voz, inspirada em outros e em outrem (bem melhores que nós, sobretudo e bem acima de ti de ti, uma falácia, um falso génio, de ficção, - pelo menos na tua cachola encéfala, de encéfalo -) ou superior a mim, é certo), mas ninguém se faz sozinho e a sós … (Deus sabe porque o escrevi ou porque escrevo) só não sei que arte é essa, tua e só tua, bruta, ofensiva, pouco sóbria, grotesca, animalesca, a da ofensa compulsiva e gratuita, a arte do do desdém sem nome, sem vintém nem morada fixa, um mau augúrio talvez da tua morte psicológica se explicite assim dessa forma, o explique e te explique, pois nada tens de bom, que eu não consigo por mais que tente, encontrar resquícios de bom senso, podes zurrar vitupérios à vontade que já me tornei imune a isso,(muitos se tornaram resistentes a ti, antigénios) aliás já e até me divirto, entretanto continua zurrando …( A voz e a mensagem escrita são a declaração, anunciada "Sine qua non", autografada, e enunciada do seu dono) Zurra pra'í até que te satisfaças plenamente, "pendejo" ...




























Open in new window

Criado em: 24/4 12:04
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir


Sou a minha própria imagem
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485














Sou a minha própria imagem,
Continuo eu, sendo o outro ...


















































Sou a própria passagem do metro,
O mestre do desapreço, a estação final
É o que escrevo, de mim pra mim,
De modo a parecer louco, sendo-o

Não me limito, nivelo-me pelos outros,
Mesmo os mais baixos, matreiros, ocos
Manhosos e velhacos são os mais sãos,
Eu sou a minha própria passagem, o local

Do metro, a paragem e o desprazer,
O despudor com que observo a gare,
O Oriente, o cais da "não pertença",
O Oligarca dos feios, o ruim o torpe,

Desonra é o meu nome do meio,
Feito minha, à própria imagem,
Um cego no que creio, e receio ser,
Ouço-me e uso falando, a língua deles,

Apenas às vezes, sem sossego cont'o tempo,
As estações de metro, os rostos leais desses
Com que me cruzo, o mérito próximo,
A longa linhagem dos uniformes longos,

Os Deuses do absoluto são brandos,
Brancos quanto a cal das paredes,
Nas estações do metro, no subúrbio
Suburbano, que há muitos, tenho ideia

(...)


















Criado em: 24/4 10:38
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir


Jean-Marie Leclair
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485

Criado em: 12/4 18:10
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir


Re: “Dá-me-uma-tusa” Humano-descendente
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485















(Humano-descendentes)
















São concomitantes as falhas na luz nos espíritos de cada um de nós com a falta de almas evidentes e com luz que não seja intermitente, existências exógenas, sem progresso nem aprendizagem neste vago universo, tão em voga, tão falado como tema contemporâneo, o baldio rasteiro transforma-se em ambiente pantanoso e pouco sadio, pouco culto e é onde infelizmente se instalam nas lixeiras sujas as porcas seitas, deslavosas e pavorosas imundices que se propagam e propagueiam, pavoneiam com as mais rafeiras, reles intenções, se extinguem as luzes da ribalta e invertem cultas leis, cânones sagrados “per saecula saeculorum”, por tempos infindáveis, fez-se “tabula” rasa de princípios profundos, endógenos, seculares e saudáveis de coeva convivência com o nosso edificado condómino, o planeta, o sistema astral, a mãe Terra. Os fins julgados convenientes são o abastecimento de riqueza infinita a alguns em prejuízo das colossais maiorias que nem o sustento mínimo conseguem alcançar, mante-los exclusivamente focados na mera manutenção da continuidade, na fraqueza dita evangélica, seja talvez e é porventura um propósito objetivo maior e não mera casualidade ou apenas ganancia simples pelo poder, mas o perpetuamento da sujeição, da obediência cega de muitos no interesse dos muito poucos, de alguns seres “in substantivos”, nada obstante agregarem miséria e morte, ingratas ao toque mas que se palpam constantemente, consistentes se cheiram nos umbrais nauseabundos das mansões e nos portões das residências de luxo de cardeais e bispos mal ordenados, apinhados de defuntos mortos e moribundos não apenas de consciência, total é o genocídio, bárbaro, desumana perpetuação do poder maligno, perverso de algumas minoritárias e suínas seitas sobre todos nós, descrentes, pouco sólidos em nós mesmos, culpados humano-descendentes.































Jorge Santos (23 Fevereiro 2021)




























https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com






















Criado em: 31/3 17:33
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir


Miss Klingon ?
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485
Open in new window


Open in new window

Criado em: 26/3 17:34
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir


É PROIBIDO PROIBIR.
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485

Criado em: 22/3 12:44
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir


Re: Jorge
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485
vc tem piada, eu sou gratidão ????

Criado em: 22/3 8:38
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir


Seu Jorge
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485
Open in new window

Criado em: 21/3 20:04
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir


eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh
Subscritor
Membro desde:
3/12 15:40
De Azeitão/Setúbal
Mensagens: 485
eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh
eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh eheh


Open in new window

Criado em: 8/3 21:23
_________________
Jorge S/Joel M/Namastibet/Transhumante
Transferir o post para outras aplicações Transferir



 Topo
(1) 2 3 4 5 »




Links patrocinados