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A Sedutora Ignorância e o Diálogo de Idiotas
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Nicolau de Cusa
(ano de 1401)

A Douta Ignorância


"No menor dos homens, encontramos a Humanidade"

"A ignorância de uma mente infinita frente a uma finitude não é a indiferença. O reconhecimento da ignorância é uma ignorância instruída, douta."

"E a mente não se sacia pois, porque não intui a verdade precisa de tudo, e sim intui a verdade em uma certa necessidade determinada que possui cada coisa em quanto que uma é de um modo e outra de outro, e cada uma está composta de suas partes. E a mente vê que este modo de ver não é a mesma verdade, e sim uma participação da verdade de modo que uma coisa é verdadeira de um modo e outra, de outro, alteridade que não pode nunca concordar com a mesma verdade, considerada em sua precisão absoluta e infinita. Por isso, a mente, olhando sua própria simplicidade, é, diria-se, não somente abstraída da matéria mas também incomunicável com a matéria, ou seja, no modo de uma forma não unificável se serve de esta simplicidade como instrumento para assimilar-se a todas as coisas"

Este é o passo radical da física moderna: se o universo é infinito, não tem fim, conclui-se que não existe centro do universo, porque a Terra não é o centro do universo, e tampouco existe ponto de referência, tudo é relativo e não existe um lugar de privilégio no universo.

Também existe quietude, apesar de tudo estar em movimento, inclusive o Sol. Que não conheçamos o movimento, não significa que não exista.


Diálogos do Idiota

Nicolau de Cusa (ano de 1401)


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Galileu Galilei
em 1633

Eppur si muove ou E pur si muove (mas se movimenta ou no entanto ela se move)


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Condenado em 1593 e morto na fogueira da "santa" inquisição depois de pendurado pelos pés


Giordano Bruno
nascido em Nola, Reino de Nápoles, 1548

(Italiano: [dʒorˈdaːno ˈbruːno]; em latim: Iordanus Brunus Nolanus; nascido Filippo Bruno, (Nola, Reino de Nápoles, 1548– Campo de' Fiori, Roma, morto na fogueira a 17 de fevereiro de 1600) foi um teólogo, filósofo, escritor, matemático, poeta, teórico de cosmologia, ocultista hermético e frade dominicano italiano condenado à morte na fogueira pela Inquisição (Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício) com a acusação de heresia ao defender alegações consideradas erros teológicos. É também referido como Bruno de Nola ou Nolano. É considerado como m mártir , tendo contribuído para avanços significativos do conhecimento do seu tempo. Ele é conhecido pelo avança das teorias cosmológicas, que conceitualmente estenderam o então novo modelo Copernicano. Ele propôs que as estrelas fossem sóis distantes cercados por seus próprios planetas e levantou a possibilidade de que esses planetas criassem vida neles próprios, uma posição filosófica conhecida como pluralismo cósmico. Ele também insistiu que o universo é infinito e não poderia ter "centro".

A partir de 1593, Bruno foi julgado por heresia pela Inquisição romana, acusado de negar várias doutrinas católicas essenciais, incluindo a condenação eterna, a Trindade, a divindade de Cristo, a virgindade de Maria e a transubstanciação. O panteísmo de Bruno também era motivo de grande preocupação, assim como seus ensinamentos sobre a transmigração da alma. A Inquisição considerou-o culpado e foi queimado na fogueira no Campo de' Fiori, em Roma, em 1600. Após sua morte, ganhou fama considerável, sendo particularmente comemorado por comentaristas do século XIX e início do século XX que o consideravam mártir de ciência, embora os historiadores concordem que seu julgamento por heresia não foi uma resposta a seus pontos de vista astronómicos, mas sim uma resposta aos seus pontos de vista filosóficos e religiosos. O caso de Bruno ainda é considerado um marco na história do livre pensamento e das ciências emergentes.

Giordano Bruno, além da cosmologia, também escreveu extensivamente sobre a arte da memória, um grupo pouco organizado de técnicas e princípios mnemônicos. A historiadora Frances Yates argumenta que Bruno foi profundamente influenciado pela astrologia árabe (particularmente a filosofia de Averróis), neoplatonismo, hermetismo renascentista e lendas do género Génesis em torno do deus egípcio Tote. Outros estudos de Bruno centraram-se na abordagem qualitativa da matemática e na aplicação dos conceitos espaciais da geometria na linguagem.

Giordano Bruno foi o grande defensor da ideia de infinito

A contribuição geral de Bruno para o nascimento da ciência moderna ainda é controversa. Alguns estudiosos seguem Frances Yates, enfatizando a importância das ideias de Bruno sobre o universo ser infinito e sem estrutura geocêntrica como ponto de cruzamento crucial entre o antigo e o novo. Outros vêem nas ideias de Bruno de múltiplos mundos distanciados as infinitas possibilidades de um indivisível e pristino Um, um precursor da interpretação de muitos mundos de Everett da mecânica quântica
Enquanto outros académicos observam a posição teológica de Bruno como panteísta, vários a descreveram como panteísta e alguns como panenteísmo. O físico e filósofo Max Bernhard Weinstein, em seu Welt und Lebensanschauungen, Hervorgegangen aus Religion, Philosophie und Naturerkenntnis ("Visões da vida e do mundo emergindo da religião, filosofia e natureza"), escreveu que o modelo teológico do panteísmo era fortemente expresso nos ensinamentos de Bruno, especialmente no que diz respeito à visão de uma divindade para a qual "o conceito de Deus não está separado do conceito do universo". No entanto, Otto Kern faz exceção ao que considera as afirmações gerais de Weinstein de que Bruno, assim como outros filósofos históricos como João Escoto Erígena, Anselmo de Canterbury, Nicolau de Cusa, Mendelssohn e Lessing seriam panteístas ou se inclinavam para o panteísmo. O editor da Discover, Corey S. Powell, também descreveu a cosmologia de Bruno como panteística, escrevendo que era "uma ferramenta para avançar uma teologia animista ou panteísta" e essa avaliação de Bruno como panteísta foi concordada pelo escritor científico




Criado em: Ontem 10:05:42
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Eu sei "gargalhar" com os olhos como ninguém mais
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Criado em: 26/1 23:16
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Catone in Utica, RV 705, Act I, Scene 9: Apri le luci e mira
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Apri le luci e mira


Criado em: 25/1 20:57
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Garra dos sentidos
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Apenas me sinto
Livre enquanto crítico
De mim próprio,
Como se fosse

Outro, eu mesmo
Juiz sui generis e réu
Do foro privado,
Em guerra com

Os sentidos d'outrem,
Socorro-me do falso
Ouro e do parecer
Mármore, ou paládio

Todo o meu esforço
De crustáceo bivalve
Vivo, bora cerceado
P'la casca monstra,

Enterrado até ao
Umbigo em estranha
Lama mole



Jorge Santos







Criado em: 24/1 10:56
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Re: O que sabemos são lágrimas, ignoramos oceanos
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Criado em: 20/1 11:44
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Re: E O IMPÉRIO CONTRA ATACA
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O Paradoxo da tolerância






É um dos três paradoxos apontados pelo filósofo da ciência Karl Popper no seu livro The Open Society and Its Enemies. O paradoxo trata da ideia de que, no ambiente social, a tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Popper enfatiza, no entanto, que as ideias intolerantes, desde que contrariadas por argumentos racionais, sua proibição seria imprudente, mas o direito à proibição pode ser reivindicado quando tais ideias deixam a racionalidade de lado e se tenta impor por meio de "punhos ou pistolas". Outros dois paradoxos apresentados no livro são o paradoxo da liberdade e o paradoxo da democracia.

Paradoxo
O filósofo Karl Popper definiu o 'paradoxo da tolerância' em 1945 no volume 1 do livroThe Open Society and Its Enemies:

"A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com eles. —Nessa formulação, não insinuo, por exemplo, que devamos sempre suprimir a expressão de filosofias intolerantes; desde que possamos combatê-las com argumentos racionais e mantê-las em xeque frente à opinião pública, suprimi-las seria, certamente, imprudente. Mas devemo-nos reservar o direito de suprimi-las, se necessário, mesmo que pela força; pode ser que eles não estejam preparados para nos encontrar nos níveis dos argumentos racionais, ao começar por criticar todos os argumentos e proibindo seus seguidores de ouvir argumentos racionais, porque são enganadores, e ensiná-los a responder aos argumentos com punhos ou pistolas. Devemo-nos, então, reservar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante. Devemos exigir que qualquer movimento que pregue a intolerância fique à margem da lei e que qualquer incitação à intolerância e perseguição seja considerada criminosa, da mesma forma que no caso de incitação ao homicídio, sequestro de crianças ou revivescência do tráfico de escravos".

Ele concluiu que devemos enfrentar a intolerância com argumentos.

Em 1971, o filósofo John Rawls concluiu todavia, em A Theory of Justice, que uma sociedade justa deve tolerar o intolerante, caso contrário, a sociedade seria então ela própria intolerante, e portanto injusta. Contudo, Rawls também insiste, como Popper, que a sociedade tem um direito razoável de autopreservação que supera o princípio da tolerância: "ao passo que uma seita intolerante não possui pretexto para reclamar de intolerância, a sua liberdade deve ser restringida em relação aos tolerantes somente quando estes últimos creem que a sua própria segurança e as instituições que preservam a liberdade estão em perigo".

Em um trabalho de 1997, Michael Walzer indagou: "devemos tolerar os intolerantes?". Ele nota que a maioria dos grupos religiosos minoritários que são beneficiários da tolerância, são eles próprios intolerantes, pelo menos em alguns aspectos. Num regime tolerante, estas pessoas podem ter que aprender a tolerar, ou pelo menos comportar-se "como se possuíssem esta virtude


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Criado em: 19/1 21:28
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Cada passo que dou
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Cada passo que dou uma cruz
A negação é o meu hemisfério

Misturo delírio com discurso
Como fosse um mundo inteiro

Inteiramente novo, "a sério"
Sem qualquer relevo clínico

Cem planícies planas em roda
Cada passo me dói igual outro

E outros mil meço-os p'lo meu
Passar e p'lo que fica pra ficar

Parado e em ponto de cruz,
Cada passo que dou não me

Avança apenas atrasa traçado
De outra e outra vez em viés

Ou em movimento d'pendulo





Criado em: 19/1 15:00
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FD.P.
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Grandes mistérios habitam
O limiar do meu ser,
O limiar onde hesitam
Grandes pássaros que fitam
Meu transpor tardo de os ver.

São aves cheias de abismo,
Como nos sonhos as há.
Hesito se sondo e cismo,
E à minha alma é cataclismo
O limiar onde está.

Então desperto do sonho
E sou alegre da luz,
Inda que em dia tristonho;
Porque o limiar é medonho
E todo passo é uma cruz.




Criado em: 19/1 14:45
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Tud'o que podia ser fui,
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Tud'o que podia ser fui,
Escravo, Rei e Senhor
Lamento quem não soube
Ser, que é dado a todos

Nem que seja por dó o dom
De qualquer um ser tod'agente
Ou quem bem quiser ser, servo
Ladrão, agente autoridade

Fui tud'o que podia ser, velhaco
Traficante bandido vira-lata
Rafeiro, sou íntimo e barbeiro
Do que vivi






Criado em: 18/1 16:12
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Eu gosto de escrer/ver
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Criado em: 17/1 19:28
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