Sem título

Data 22/10/2011 00:23:39 | Tópico: Poemas

O meu medo em palavras conservo,
No que diz respeito ao meu pensar que cego!
Com a paz que tanto desejo por sentir e amar,
Mas que nada vejo!
Neste abismo onde não sopra o vento da petrificação.

Ah se pudesses gritar ao vento,
O medo que tanto me atormenta e acalma,
Como louca desgrenhada reviro esse mesmo olhar,
E berro soando de mim os sons,
Soando o vazio do meu pensar!

E abdico da minha fala,
Que já não aguenta a minha lucidez,
Uivando nesse luar tão azul e agora tão xadrez,
Nesta prisão de vazio!
Onde não há mais vento que me possa gelar…

E temo esse som que ainda se irá fazer ouvir,
Com o triste lacrimejar que os meus olhos farão cair,
Para que em cada lágrima,
Haja a paz que quis sentir,
Lavando de mim o medo que me está a consumir…


Marlene Carneiro



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Confesso que quando escrevi este mesmo poema, não me ocorreram títulos para o mesmo.
Aceitam-se sugestões.
Abraços e Felicidades.



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