[este nada que me cansa, que se repete]

Data 17/12/2011 03:41:49 | Tópico: Poemas

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Cumprem-se as promessas nos joelhos em carne viva,
e o sangue inunda a terra,
cantam as sereias em silenciosos rumores,
afunda-se a espada,
crava-se a indiferença.
…
Indiferença do que se olha, como se tudo já se conhecesse,
tantas as viagens, tantas as repetições,
tantos os orgulhos, tantos os seixos pisados,
…
nem um grito aparece, nada
diferente,
repetições já saturadas.
…
Rastejam as promessas, pelas lágrimas que ficaram,
enganos, mentiras, algumas palavras sem nexo,
riem-se os adamastores naquela altivez latente,
que cansa o vento.
…
[que me cansa...]
…
Tanto o esquecimento desejado, suplicado.

E nascem alguns lírios, como troféus
da vida onde as promessas valem
mais que o todo,
e tudo recomeça novamente como se o nada existisse.
…
[Este nada que me cansa, que se repete],
das promessas que se julgam,
cumpridas,
dos atos que se voltarão a repetir.









Até quando
…
a poesia, continuará suspensa?


O Transversal
" La Folie... sempre me lembro de ouvir o mar..."



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