Na púbis do teu pincel

Data 20/04/2015 00:52:01 | Tópico: Poemas

Na púbis do teu pincel me devoras
Enquanto minhas ânsias se rebolam
Pelo antigo chão do soalho
Com odor a cera acabada de esfregar
E a incenso.

No declínio do meu ventre
Descansas finalmente
Enquanto o mel dos meus gestos
Te adormece os sentidos.

E tu não sabes, mas eu vejo que na tela que pintaste
Ficou sorrateiramente esborratada de paixão
A tua semente, essa tua assinatura
Para sempre.
© Célia Moura – A publicar (“No hálito de Afrodite”)



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