MISERERE

Data 30/08/2025 02:33:07 | Tópico: Sonetos

MISERERE

Sou, por mal dos pecados, um descrente;
Todo entregue a mais vã concupiscência.
Se de muito me acusa a consciência,
De muito mais me julgo impenitente.

Da vida após a morte, eu tão-somente
Tenho uma indiferente complacência.
Não sei se por preguiça ou incompetência
Não alcanço dos fiéis o olhar silente.

Deus não me deu a graça de ter fé…
Por isso, o meu caminho eu sigo a pé,
Não pelas asas de anjos ou demônios.

Eu deixo a metafísica aos que a veem
Em tudo o que acontece e, logo, creem
Em verdades demais para os neurônios.

Perdões - 27 08 2025




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