GUARDADO (soneto)

Data 23/12/2025 01:57:29 | Tópico: Poemas -> Desilusão

Eu te guardo no peito, feito um grito,
Quando tu vais, a noite é sem fim;
A voz quebra em dor, sinto algo ruim;
E o teu nome em minh'alma segue escrito.

És sombra de ilusão, sol de verão;
E a falta acende em mim tanta tortura;
Há por fora um riso falso, e sem cura;
que, para não cair, eu finjo ser o chão.

E, quando me olhas, algo em mim pressente;
Transforma em silêncio, cresce em ardor;
Vagueio o caminho. Ainda sigo em frente;

De que me vale saber tanto amar?
Devolve em recuo, sempre sem cor.
Qual valor do amor que não sabe dar?


Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=381968